- Dentista Priscilla se manifestou após denúncias de paralisia facial em pacientes de Ribeirão Preto.
- Ela atende casos complexos de deformidades faciais causadas por material permanente proibido pelo Conselho Federal de Medicina.
- Segundo a profissional, o material pode infiltrar em tecidos atingindo nervos, vasos e músculos.
- Priscilla afirmou ter realizado mais de 150 cirurgias de remoção e que complicações são discutidas previamente com os pacientes.
A cirurgiã dentista Priscilla Janaína Bovo, denunciada por pacientes que tiveram paralisia facial após procedimentos realizados em Ribeirão Preto, se manifestou nas redes sociais sobre acusações.
No vídeo publicado, Priscilla afirmou que sua atuação é voltada a casos complexos e reparadores. Segundo ela, os pacientes atendidos chegam com deformidades faciais decorrentes da aplicação de materiais permanentes.
“Eu tenho quase 30 anos de formação e dedicação contínua. Os pacientes que eu opero chegam até mim já com deformidades faciais graves, causadas por material permanente implantado na face, material esse proibido pelo Conselho Federal de Medicina para fins estéticos.”
Segundo a explicação da dentista, esse material pode se infiltrar nos tecidos, atingindo nervos, vasos e músculos. Na publicação ela afirmou que as possíveis complicações decorrentes da remoção cirúrgica são discutidas previamente em consulta, formalizadas em termos de consentimento e esclarecidas aos pacientes.
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“Eu já realizei mais de 150 cirurgias de remoção desse tipo de material. Ninguém chega até mim porque está feliz com a própria face ou pelo meu excelente currículo Lattes. As pessoas procuram atendimento para tratar deformidades secundárias à aplicação de produtos permanentes na face, realizadas por outros profissionais. As cirurgias nesses casos não são estéticas, mas funcionais e reparadoras, sendo legal ao cirurgião bucomaxilofacial realizar esse tipo de procedimento, que é complexo e delicado.”
A cirurgiã dentista também detalhou como são realizados os procedimentos, destacando a estrutura hospitalar e o acompanhamento oferecido aos pacientes.
Segundo ela, as cirurgias acontecem em ambiente hospitalar, com preparo pré-operatório e suporte de equipe especializada.
“Minhas cirurgias acontecem em hospital, com pelo menos duas consultas pré-operatórias de uma hora cada, preparo minucioso, monitorização de nervos feita por neurologista durante todo o procedimento, equipe de enfermagem dedicada, termo de consentimento informado e acompanhamento contínuo por mim e pela minha equipe”, afirmou.
Denúncias contra a dentista
Na semana passada, pacientes registraram denúncias na Polícia Civil contra Priscilla Janaína Bovo depois de relatarem sequelas graves após procedimentos faciais realizados em um hospital particular da cidade.
O projetista Evandro Sabatski afirmou que realizou uma cirurgia facial em 26 de novembro de 2025, e, quatro dias depois, apresentou infecção grave e precisou de atendimento emergencial em outra unidade de saúde.
Durante a nova intervenção, médicos identificaram a realização de uma bichectomia sem consentimento prévio. Segundo o paciente, a condição resultou em alterações significativas no rosto e dificuldade para falar.


Outra paciente, moradora de Rondônia, também aponta complicações após atendimento com a mesma profissional. Ela realizou um procedimento em julho de 2025 para retirada de nódulos faciais.
No dia seguinte, a mulher percebeu sinais de paralisia facial. Em relato gravado, ela questiona o resultado do procedimento e afirma que confiou no atendimento ao buscar tratamento.
“Eu confiei em você como confiava em Deus, entreguei a minha face, e você me deixa assim. Imagine se fosse em você, se fosse em uma filha sua?”, disse Jaqueline Brandelero Gois.


Caso é investigado
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o caso de Jaqueline está sendo investigado pela Polícia Civil, e que os outros casos aguardam representação criminal.
Já o Ministério Público (MP) informou que pediu à polícia a abertura de inquérito para investigar os casos.
Em nota, o advogado de defesa da dentista, Tiago Retes, informou as denúncias foram recebidas com surpresa e afirma que a profissional não possui histórico anterior de processos ou reclamações ao longo da carreira.
Já o hospital citado pela dentista informou que foi notificado sobre os casos, está realizando apuração interna e que irá colaborar com as autoridades nas investigações.
Por fim, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) afirmou que tem conhecimento das denúncias envolvendo profissionais registrados e que todas as manifestações são analisadas dentro dos trâmites legais.
*Com informações da EPTV
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