- Larissa de Souza teve prisão preventiva decretada por suspeita de envenenar o namorado com açaí; ela é considerada foragida.
- A ordem de prisão foi expedida na segunda-feira (13) por volta das 17h, mas a suspecta não foi encontrada.
- O namorado Adenilson Parente também não foi localizado e disse não acreditar que a mulher o envenenou.
- O inquérito foi encerrado e enviado ao Fórum; se capturada, Larissa pode permanecer presa até o julgamento.
A mulher suspeita de tentar matar o namorado com açaí envenenado é considerada foragida da Justiça. Larissa de Souza teve a prisão preventiva decretada na tarde desta segunda-feira (13).
O delegado Fernando Bravo, responsável pelas investigações sobre o caso, disse em entrevista coletiva que a ordem de prisão chegou por volta das 17h e as equipes foram até casa da mulher e de parentes, mas ela não foi encontrada. O namorado, Adenilson Parente, também não foi localizado.
“Ele [namorado] foi ouvido novamente e não acredita [que a mulher o teria envenenado]. Ele é vítima e está sendo tratado como vítima. Mas, pra gente, ficou bem claro que nenhuma pessoa teve participação e foi ela que tentou envenená-lo. Ela já é considerada foragida e o inquérito foi encerrado e remetido para o Fórum”
Receba notícias do acidade on Ribeirão no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!


Ainda conforme o delegado, caso seja encontrada, Larissa poderá permanecer presa até o julgamento.
“A prisão preventiva é cautelar para efetivar o julgamento. O advogado, com certeza, vai tentar recorrer. Mas, a decisão que nós temos agora é que o mandado foi expedido e incluído no banco nacional e ela está sendo procurada no Brasil inteiro”
A decisão ocorreu após o recebimento da denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP). Ao analisar o caso, a juíza Marta Rodrigues Maffeis considerou suficientes os indícios para enquadrar a acusação como tentativa de homicídio.
Qualquer informação sobre Larissa de Souza pode ser informada à polícia por meio do Disque Denúncia, no número 181.


O caso
Larissa foi até um estabelecimento no último dia 5 de fevereiro, na avenida Barão do Bananal, zona Leste, para retirar dois copos de açaí com acompanhamentos.
Imagens de câmeras de segurança mostram quando o casal chega à residência em seguida ao deixar o estabelecimento. A mulher aparece com uma sacola e entrega um dos copos ao companheiro.
De acordo com a investigação, ainda dentro do veículo, ela teria colocado uma substância em um dos recipientes e descartado uma embalagem plástica na rua. Em depoimento, no entanto, afirmou que apenas acrescentou leite condensado que teria sido fornecido separadamente.
As gravações indicam ainda que o homem deixou o açaí no chão e saiu com o carro. Pouco depois, Larissa retorna à garagem, pega o copo e volta para dentro da casa. Adenilson regressa em seguida e permanece no imóvel por cerca de 20 minutos.
Mais tarde, por volta das 20h, o casal retornou ao local da compra para relatar problemas com o produto. Segundo o relato, Adenilson já apresentava sinais como ardência na garganta, tontura, sonolência intensa e um gosto incomum, semelhante ao de óleo automotivo.


Outro lado
A defesa de Larissa de Souza nega as acusações e afirma que a investigação foi conduzida de forma precipitada.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ribeirão Preto e região por meio do WhatsApp do acidade on Ribeirão: (16) 99117-7802.

