chances de ser chamado.
Mesmo com Páscoa e Agrishow, as vendas do Comércio de Ribeirão Preto tiveram leve queda média de -1%, em abril de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. É o que aponta levantamento do SINCOVARP (Sindicato do Comércio Varejista) e da CDL RP (Câmara de Dirigentes Lojistas), por meio do CPV (Centro de Pesquisas do Varejo). A expectativa inicial era de um pequeno crescimento entre 0,5% e 1,5%, no mês, o que não se confirmou.
“O resultado fica próximo de uma estabilidade em meio à essa longa fase de estagnação vivida pelo setor lojista brasileiro. E só não foi pior porque Ribeirão Preto é uma capital regional de consumo. Grande parte da região faz suas compras aqui.”, explica Diego Galli Alberto, economista, pesquisador e coordenador do CPV SINCOVARP/CDL RP. “O maior agravante é a constante diminuição do poder de compra do consumidor”, completa.
Um conjunto de fatores faz com que a renda do consumidor compre menos:
– Disparada da inflação (IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) com projeção de fechar 2026 em 5,4% (Boletim Focus Banco Central). A meta inicial era de 3%;
– Taxa de juros em 14,5% a.a. (Copom/Banco Central), encarecendo muito o crédito;
– Inadimplência em alta com cerca de 81,7 milhões de consumidores que não conseguem saldar todos os compromissos. Trata-se do maior patamar da série histórica da Serasa;
– Nível de endividamento das famílias em 80,9% (CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo).
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Empregabilidade
Em abril, a variação entre vagas abertas e fechadas no Comércio Varejista ribeirão-pretano ficou em patamar de estabilidade.
Índice de Confiança
Considerando uma escala de 1 a 5 pontos, em que 1 significa “muito pessimista” e 5 “muito otimista”, o Índice de Confiança SINCOVARP/CDL RP de curto prazo (considerando os três meses seguintes) registrou média de 2,1 pontos, em abril, ante 2,2 pontos em março. Classificado como pessimista.
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chamado para entrevistas.
Já o índice de longo prazo (considerando os 12 meses seguintes), registrou média de 2,3 pontos, em abril, ante 2,5 pontos em março. Também classificado como pessimista.
“Historicamente a confiança acompanha as vendas e os empreendedores percebem que o consumidor continua cauteloso, priorizando gastos mais essenciais. A expectativa é de que o início do calendário sazonal do Varejo, com Dia das Mães, Dia dos Namorados, chegada do frio mais o período de Copa do Mundo, ajudem as vendas a terminarem o primeiro semestre no ‘no azul’”, observa o economista. “Por outro lado, a pesquisa também capturou um sentimento de grande insegurança quanto ao período eleitoral que promete ser extremamente polarizado e turbulento. Entre esperanças e decepções, o empreendedor procura seguir firme e resiliente tendo SINCOVARP e CDL RP como suporte em todos os momentos”, finaliza Galli.

