Cesta básica tem nova alta em Ribeirão e cesta chega a quase R$ 900 na Região Central – THMais

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A cesta básica em Ribeirão Preto custou, em média, R$ 837,13 em maio de 2026, registrando alta de 5,69% em relação a abril e diferença de até R$ 121,48 entre as regiões da cidade, conforme dados da Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp).

O levantamento, que monitora a inflação sobre o preço dos alimentos, foi realizado pela equipe do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB-Acirp) no último dia 20 e indicou aumento significativo da batata, que subiu 26,55% no mês.

Variação regional

A análise da cesta básica em diferentes pontos da cidade aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município. A região Central, apresentou o maior custo médio do kit (R$ 891,35) dentre todas as regiões, apesar do recuo de -0,56% em relação ao mês anterior.

A região Oeste manteve o menor valor médio (R$ 769,87), com variação de +8,57%. Nas demais regiões, o preço, em média, foi de R$ 821,03 na Norte (+10,45%), R$ 852,93 na Leste (+4,79%) e R$ 863,31 na Sul (+5,95%), reforçando a heterogeneidade espacial dos preços dos alimentos em Ribeirão Preto.

De forma geral, os resultados indicam elevação relevante no custo da cesta básica em maio, indicando redução do poder de compra das famílias no período.

Variações

Estiveram entre os destaques de aumento no mês a batata inglesa (+26,55%) e o feijão (+9,06%). O alta do tubérculo é, segundo IEMB, associada à redução da oferta nas principais regiões produtoras, em meio à proximidade do fim da temporada das águas e às chuvas recentes, que dificultaram a colheita em algumas localidades.

Já o feijão subiu em um contexto de oferta limitada, redução da área plantada, excesso de chuvas e procura relativamente firme, fatores que mantiveram as cotações pressionadas no período. Em sentido oposto, destacaram-se as quedas nos preços do café (-9,58%) e do óleo de soja (-8,85%), movimentos que contribuíu para atenuar parcialmente o avanço do custo total da cesta no mês.

Pesando no bolso

As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 43,84% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (26,74%), farináceos (16,98%), laticínios (5,83%), leguminosas (4,10%), cereais (1,77%) e óleos (0,74%).

Poder de compra

No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43. Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 55,83% da renda mensal apenas com gastos alimentares em maio.

Para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 122,83 horas de trabalho, o que representa acréscimo de 6,61 horas em relação a abril.

Metodologia

A mensuração da cesta básica tem como referência as quantidades definidas no Decreto Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE). O IEMB percorre 10 hipermercados e padarias distribuídos pelas seis regiões da cidade para mensurar a média de preços.

Sobre o Instituto

O IEMB-Acirp foi criado em 1954, no aniversário de 50 anos da associação, com objetivo de reunir e divulgar estatísticas do município e da região.

 



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