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Genro confessa ter matado a sogra

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Homem teria dito ao delegado que estava ouvindo vozes; ele havia saído da cadeia há um mês ao ser absolvido por tentativa de homicídio



| Por: Adalberto Luque |

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Ygor Christian Felizardo, de 28 anos, confessou, nesta quarta-feira (17), ter cometido o feminicídio contra sua sogra, Leonice Aparecida Moscon, de 61 anos. O crime ocorreu na rua Tenente Hélio Batista de Oliveira, no Jardim Vitória, em Sertãozinho, na segunda-feira (15) e o homem chegou a dar entrevistas dizendo não ter ouvido nada na casa da idosa, que morava no mesmo terreno que ele.

Ele confessou durante depoimento ao delegado Igor Dorsa, responsável pelo inquérito. O homem teria dito acreditar que a sogra pudesse cometer algum abuso sexual contra seu filho, de 6 anos, que é neto da idosa assassinada.

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Contudo, para o delegado, não há indícios de que isso pudesse acontecer e a família descreveu a relação entre neto e avó como normal. O homem também teria dito que ouviu vozes em sua cabeça, ordenando que ele cometesse o crime.

Para o delegado, a investigação poderá considerar a possibilidade de um caso de insanidade mental para constatar se o autor tinha discernimento sobre os atos praticados no crime. Em depoimento, Marilene Aparecida Schiavinato Mariano, de 36 anos, filha da vítima e companheira do suspeito, disse que Ygor era um homem violento e que já havia sofrido agressões dele em outras ocasiões.

Local foi preservado e perícia concluiu que vítima levou 38 golpes, entre profundos e superficiais (Foto: Redes Sociais)

Disse também que, na tarde do crime, antes da descoberta do corpo, o homem se mostrava tenso, com comportamento incomum. E apresentava um ferimento em uma das mãos.

As investigações apontam que o genro teria entrado na casa da sogra pela cozinha, apanhado uma faca e chamado por ela. Ao ouvir que ela estava no quarto, foi até lá e desferiu as facadas. Ele deixou a faca cravada no peito da idosa e voltou para sua casa, no mesmo terreno.

De acordo com a perícia, a idosa levou cerca de 38 facadas, entre lesões superficiais e profundas. A Justiça converteu, nesta terça-feira (16), a prisão em flagrante em preventiva. Isso significa que, caso a defesa não consiga um habeas corpus em instância superior, ele seguirá preso até o julgamento.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito, que deverá ser indiciado, saiu da prisão há cerca de um mês, após ser absolvido da tentativa de homicídio de seu padrasto. Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), esse caso corre em segredo de Justiça.

O delegado aguarda a conclusão dos laudos para anexar ao Inquérito e concluir o caso. A defesa do suspeito não foi localizada. O corpo de Leonice foi sepultado na tarde desta quarta-feira, no Cemitério Cristo Rei, em Sertãozinho, em clima de muita revolta e pedidos de justiça.

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Texto original daqui