PRA-7 o patrimônio histórico e cultural de Ribeirão

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| Por: Adalberto Luque |

Muito antes de se tornar Rádio Clube e atravessar gerações como uma das emissoras mais conhecidas do interior paulista, a PRA-7 já ocupava um lugar de destaque na história da comunicação brasileira. Fundada em 23 de dezembro de 1924, em Ribeirão Preto, foi a primeira emissora de rádio do interior do País, surgindo quando a radiodifusão nacional ainda dava seus primeiros passos.

Ao longo de sua trajetória, a emissora acompanhou o desenvolvimento da cidade, registrou transformações políticas, econômicas e culturais e ajudou a consolidar o rádio como principal meio de comunicação de massa do Brasil durante grande parte do século XX.

Nos primeiros anos, quando os equipamentos eram rudimentares e as transmissões ainda experimentais, a PRA-7 levou informação, música, cultura e entretenimento a Ribeirão Preto e cidades vizinhas. Concertos, apresentações ao vivo, programas culturais e boletins informativos formavam uma programação que crescia junto com a popularização do rádio.

Válvulas que garantiram audiência e credibilidade à pioneira PRA-7, a emissora que por mais tempo cobriu a história da cidade (Foto: Acervo PRA-7)

Personagens

A história da emissora está ligada a profissionais que ajudaram a construir capítulos importantes da radiodifusão brasileira. Entre eles, destaca-se o jornalista e radialista Lúcio Mendes, referência no radiojornalismo esportivo e criador da expressão “Come-Fogo”, adotada para definir os clássicos entre Comercial e Botafogo e incorporada definitivamente ao vocabulário esportivo regional.

Outro nome de destaque foi Corauci Neto, cujos programas conquistaram grande audiência em uma época em que o rádio ocupava papel central no cotidiano das famílias. Também passaram pelos microfones da emissora comunicadores como Luiz Aguiar, Heraldo Pereira e Paulinho Boa Pessoa, entre tantos outros.
A PRA-7 teve ainda participação na formação profissional de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni. Ainda no início da carreira, ele realizou estágio na emissora para conhecer o sistema de inserção comercial implantado por Maria Augusta Barbosa de Matos, a Guta, profissional que posteriormente também atuaria na Rede Globo.

Pioneirismo e expansão

Entre os personagens fundamentais da trajetória da rádio está o professor José da Silva Bueno, presente desde os primeiros momentos da emissora e responsável por iniciativas que contribuíram para consolidar a PRA-7 como referência da radiodifusão no interior paulista.

Jacintho Rodrigues Silva foi um dos grandes colaboradores da PRA-7, com papel decisivo na manutenção dos equipamentos da emissora (Foto: Acervo PRA-7)

Convidado por Bueno para atuar como técnico em Ribeirão Preto, Jacintho Rodrigues Silva tornou-se um dos grandes colaboradores da emissora. Participou da montagem do primeiro transmissor do Rádio Club, teve papel decisivo na manutenção dos equipamentos e na construção do Palácio do Rádio, além de preservar o único registro fotográfico conhecido da fundação do edifício.

Outro personagem importante foi Silvério Neto, que chegou à emissora em 1954 para assumir a direção artística. Coube a ele reorganizar a programação, formar o elenco da rádio e criar atrações que marcaram época, como “Boa Tarde à Mulher”, “Atualidades no Ar” e “Os Galhos de Zé Paspalho”.

Auditórios lotados

Os estúdios e auditórios da PRA-7 receberam artistas que mais tarde alcançariam projeção nacional. Entre eles estavam Lima Duarte, Moacir Franco e Rogério Cardoso, além de músicos, cantores e atores que participavam de programas realizados diante do público.

Os auditórios lotados transformavam as apresentações radiofônicas em importantes eventos sociais, fortalecendo a ligação entre artistas e ouvintes em uma época anterior à popularização da televisão.
A emissora também construiu tradição no esporte, levando aos ouvintes as emoções do futebol por meio de narradores, comentaristas e repórteres que aproximavam os torcedores dos estádios. No jornalismo, acompanhou acontecimentos que marcaram Ribeirão Preto, o Estado de São Paulo e o País, tornando-se, em muitos momentos, a principal fonte de informação da população.

O Palácio do Rádio

Um dos marcos da história da emissora foi a inauguração, em 1956, do Palácio do Rádio, apontado pelos registros históricos da própria PRA-7 como o primeiro prédio do País construído especificamente para sediar uma emissora de rádio. O edifício simbolizava a força alcançada pela radiodifusão e a importância da PRA-7 no cenário nacional.

Palácio do Rádio, primeiro edifício da América Latina projetado exclusivamente para abrigar uma emissora de rádio, já concebido para receber também uma emissora de TV (Foto: Acervo PRA-7)

Após mais de cinco décadas de atuação, a emissora passou a adotar oficialmente, em 1980, o nome Rádio Clube, denominação já consagrada entre os ouvintes. A mudança, porém, não apagou o legado construído desde 1924. E hoje integra um dos grupos de comunicação mais importantes do Brasil, o Sistema Clube de Comunicação (leia abaixo).

Pioneira da radiodifusão no interior brasileiro, a PRA-7 participou da formação cultural da região, revelou talentos, registrou acontecimentos históricos e acompanhou as transformações de Ribeirão Preto ao longo de 102 anos. Sua trajetória permanece como um dos capítulos mais importantes da história do rádio brasileiro e da cidade onde tudo começou.

Documentário

O diretor, ator e roteirista Gabriel Mendeleh tinha cerca de sete anos quando começou a ouvir a Rádio Clube, sucessora da PRA-7, no início da década de 1990. Anos mais tarde, assumiria a direção de “PRA-7: A Voz que Moldou uma Era”, documentário que resgata a trajetória de uma das emissoras mais importantes da história do rádio brasileiro.

A ideia do filme surgiu após Edgar de Castro, da Fundação do Livro e Leitura, apresentar a Tato Siansi, da Kauzare Filmes, o livro de autoria dos jornalistas Gil Santiago e André Rezende sobre a emissora: “PRA-7: a primeira rádio do interior do Brasil”. Depois da leitura da obra, Siansi convidou Mendeleh para dirigir o projeto, que passou por um amplo processo de pesquisa.

“Eu já esperava encontrar uma história rica, mas não tinha ideia da relevância histórica da rádio. Acho que as histórias sobre a nossa cidade ainda são muito pouco contadas”, afirma. Para ele, a PRA-7 merece destaque por sua contribuição ao desenvolvimento do rádio brasileiro e pela passagem de grandes nomes da comunicação e do entretenimento por Ribeirão Preto. “Boni, Lima Duarte, Rogério Cardoso e Luchetti são alguns exemplos. Sem falar nos músicos que vinham lançar suas músicas na PRA-7, como Emílio Santiago e Roberto Carlos. Foi um período em que Ribeirão estava no radar da cultura e do entretenimento nacional.”

O cineasta Gabriel Mendeleh esperava encontrar uma história rica, mas se surpreendeu ainda mais com os resultados da pesquisa realizada para o documentário (Foto: Arquivo Pessoal)

Entre os aspectos que mais o impressionaram estão os relatos sobre a enorme audiência da emissora em seus tempos áureos e a figura do professor José da Silva Bueno, considerado um visionário. “Não sei se consigo falar de apenas uma história. As histórias envolvendo o Balanga Beiço são muito engraçadas também. O próprio programa é algo que seria impensável hoje.”

Outro personagem marcante para o diretor foi Álvaro Neto, que colaborou na busca por materiais para o documentário e acabou homenageado no filme após sua morte. Mendeleh também destaca a participação dos autores da obra que serviu de base para a produção. “André e Gil nos ajudaram bastante. O documentário parte do livro, e eles nos auxiliaram com materiais que já tinham na pesquisa realizada para a produção da obra.”

Integrante da equipe de comunicação da USP desde 2010, Mendeleh passou pela TV, rádio e portal de notícias da universidade e produziu, por quase dez anos, o programa Express Cultura, da Rádio USP. “PRA-7: A Voz que Moldou uma Era” é seu segundo longa documental como diretor. O primeiro foi “Maurina – O Outono Que Não Acabou” (2024).

O cineasta avalia que a produção de documentários fora dos grandes centros enfrenta dificuldades de financiamento e distribuição. “Exibimos em escolas, cineclubes e espaços alternativos por todo o Estado. Mas agora o filme está parado, sem ter onde ser exibido, porque, para os streamings, documentário não tem muito valor comercial, então poucos são comprados. É até complicado, porque recebo todos os dias dezenas de mensagens de pessoas interessadas em ver o filme, perguntando onde ele está disponível, e tenho de responder negativamente.”

Parte da equipe de produção do documentário ao lado do jornalista Álvaro Neto (ao centro), responsável por grande parte das informações que embasaram o longa-metragem; Neto faleceu poucas semanas após a conclusão dos trabalhos de produção (Foto: Divulgação)

Produzido ao longo de dois anos, o documentário foi concluído a tempo das celebrações dos 102 anos da PRA-7. Para Mendeleh, a obra ajuda a preservar a memória de uma emissora que projetou Ribeirão Preto no cenário nacional da comunicação e do entretenimento.

“Comecei como ouvinte”

A história de André Rezende com a PRA-7 começou ainda na infância, como ouvinte. “Era garoto e me lembro do pessoal de casa ouvindo a PRA-7, que depois virou Clube AM. Tinha uns 9, 10 anos. Me lembro dos principais comunicadores e, também, das aberturas dos programas e das vinhetas da época. Mas, principalmente, do plantão de jornalismo, dos programas do dia a dia e das jornadas esportivas. Tudo isso já me instigava e me despertava grande curiosidade.”

O interesse pela comunicação cresceu após uma visita a uma emissora de Ribeirão Preto e se consolidou durante os anos em que viveu em São Paulo. Foi lá que uma entrevista escolar com o então diretor da Rádio Cidade FM, Tavinho Ceschi, ajudou a definir seu futuro profissional.

De volta a Ribeirão Preto, Rezende ingressou no curso de Jornalismo da Unaerp. Durante a graduação, percebeu que a história da PRA-7 ainda carecia de um estudo aprofundado. “Ao longo do curso, tendo mais contato com a história do rádio local, me deparei com a trajetória da PRA-7, que nunca tinha sido contada com a profundidade que merecia. Foi quando decidi tê-la como tema do meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), que se tornou a base do livro ‘PRA-7: a primeira rádio do interior do Brasil’, escrito por mim e pelo Gil Santiago. A obra balizou o documentário ‘PRA-7, a voz que moldou uma era’, lançado agora.”

Ainda estudante, foi contratado pelo Sistema Clube para atuar no telejornalismo da TV Clube/Band. “Uma reportagem minha foi a primeira a ir ao ar na estreia do Jornal da Clube, em março de 1996, quando a emissora ainda se chamava Rede Cidade.” Paralelamente, participava das rádios do grupo, especialmente da Clube AM 660, sucessora da PRA-7.

Presente na primeira edição do Jornal da Clube, o jornalista André Rezende é um dos autores da obra que resgata a história da PRA-7 (Foto: Alfredo Risk)

A partir da união das pesquisas realizadas por Rezende e pelo jornalista Gil Santiago, surgiu o livro lançado em 2005 na Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto. “Quando ampliamos a pesquisa, descobrimos muitas histórias sobre a PRA-7 e seus personagens. O livro é rico em fotos, documentos, transcrições, reportagens e, principalmente, nos relatos das pessoas que construíram a trajetória da emissora, que está prestes a completar 102 anos de existência.”

Entre os personagens que mais admira está José da Silva Bueno, principal dirigente da emissora até 1962. “Na minha opinião, José da Silva Bueno figura entre os grandes nomes das comunicações no Brasil e no mundo.”

Rezende também destaca o pioneirismo da PRA-7, responsável por inovações técnicas e pela construção do Palácio do Rádio, primeiro edifício da América Latina projetado exclusivamente para uma emissora de rádio. “Os profissionais que construíram a história da PRA-7 merecem ser aplaudidos de pé, com todo o nosso respeito. Eles faziam rádio de altíssimo nível em uma época com poucos recursos, sem smartphone, internet ou IA.”

De ouvinte a locutor e professor

Gil Santiago cresceu em uma família onde o rádio era o principal meio de comunicação da casa e também um vínculo afetivo com o pai. Foi nesse ambiente que surgiu sua paixão pelo meio.

“Ouvíamos juntos a Rádio Tupi, do Rio de Janeiro, a Rádio Bandeirantes, de São Paulo, e, claro, as emissoras da nossa região, principalmente a Rádio Clube. Foi nesses momentos com meu eterno companheiro que surgiu minha paixão pelo rádio”, recorda.

A relação se tornou profissional em 1982, quando ingressou como locutor na Clube FM, em Ribeirão Preto, em um período de grande audiência da emissora. Nesse início, conheceu de perto a estrutura histórica da PRA-7.

“Tive a oportunidade de conhecer o Palácio do Rádio, o histórico prédio da PRA-7, na Rua Barão do Amazonas. Nessa época, o prédio abrigava a Rádio Clube AM e o estúdio de gravação, que produzia peças publicitárias e o noticiário para a Clube FM, cujo estúdio ficava junto à torre, na Rua Coronel Camisão, próximo ao HC.”

Ao longo da carreira, Gil atuou em principais FMs da cidade e também como coordenador artístico. A experiência no rádio abriu caminho para a docência, iniciada no Senac e depois ampliada no ensino superior.

De ouvinte a locutor e, mais tarde, professor universitário, Gil Santiago teve a primeira emissora de rádio do interior do Brasil presente em todas as etapas de sua trajetória (Foto: Alfredo Risk)

“Minha experiência nesse meio abriu as portas para a docência. A primeira oportunidade surgiu no curso de Radialista do Senac, o que posteriormente me levou à docência universitária.”

Atualmente, Gil Santiago é coordenador do Curso de Jornalismo da Unaerp. Nesse ambiente acadêmico, aprofundou com o jornalista André Rezende a pesquisa sobre a história da PRA-7, que resultou no livro PRA-7: a primeira rádio do interior do Brasil — base também para um documentário sobre a emissora.

“Minha vivência no Palácio do Rádio, embora por um curto período, e os relatos dos colegas radialistas já indicavam que eu estava diante de uma emissora de grande relevância histórica.”

Durante a pesquisa, um dos encontros mais importantes foi com Jacintho Rodrigues Silva, técnico ligado à estrutura da emissora. “Nessa fase de entrevistas, guardo com muito carinho o encontro com Jacintho. Ele desembarcou em Ribeirão Preto como técnico, a convite do professor José da Silva Bueno, mas acabou se transformando em um verdadeiro curinga.”

Segundo Santiago, Jacintho ajudou a reconstruir fatos essenciais da história da PRA-7. “Confirmou fatos importantes, como as experiências do professor Bueno no campo da radiodifusão sonora e a construção do primeiro transmissor para o Radio Club.”
Os autores também cederam os direitos do livro para a produção do documentário e atuaram como curadores históricos.

Na percepção de Santiago, trajetória da PRA-7 reúne marcos como a fundação do Radio Club (1924), a autorização do prefixo PRA-7 (1934) e a inauguração do Palácio do Rádio (1956), no centenário de Ribeirão Preto. Para ele, trata-se de um legado que precisa ser preservado.

“Essa trajetória fantástica do rádio, seu papel fundamental no desenvolvimento da sociedade e da cultura de nossa cidade, remete à importância de manter viva essa história.”

A memória viva

Diretor financeiro e administrativo do Sistema Clube de Comunicação, Demétrio Luiz Pedro Bom está no grupo há 61 anos, dos quais 14 ainda sob a denominação PRA-7. Desde 1980, quando a emissora passou a ser identificada como Rádio Clube, Pedro Bom também se tornou um dos sócios do grupo, hoje Sistema Clube de Comunicação.

Está à frente de um conglomerado de comunicação com oito emissoras de rádio, uma emissora de TV, uma empresa de eventos esportivos, uma usina de geração de energia e duas emissoras de rádio, estas três últimas sediadas em São Carlos. Cobre 83 cidades da região, que abrangem população de 3,5 milhões de habitantes.

Sistema Clube de Comunicação: uma empresa que nasceu com pioneirismo da PRA-7 (Foto: Divulgação)

Mas Pedro Bom é mais que um diretor. É a memória viva da emissora, dos tempos da PRA-7 aos dias atuais. Conviveu com grandes nomes do rádio, além de atores, cantores, radialistas, apresentadores e jornalistas.

Nomes como Moacir Franco, Rogério Cardoso e Maria Augusta Barbosa de Matos, a Guta da Rede Globo, passaram pela PRA-7. “Fomos uma grande escola. Locutores, narradores, formamos muita gente nos tempos do rádio e nosso DNA formador de grandes nomes permaneceu”, avalia Pedro Bom.

O pioneirismo do atual Sistema Clube de Comunicação não se restringiu aos primeiros tempos, quando iniciou suas transmissões, conquistando o título de primeira emissora de rádio do interior do Brasil e uma das sete pioneiras do País.

“Outubro de 1951. O senhor [José da Silva] Bueno [um dos fundadores da PRA-7] já tinha a concessão para uma emissora FM, prefixo 100,5, o atual da Rádio Clube FM”, lembra Pedro Bom. Antes disso, Bueno havia transformado a PRA-7 em sociedade anônima. Em 20 de setembro de 1948, colocou na Bolsa de Valores 3 mil ações ordinárias da empresa.

Também guarda com carinho cartas e cartões recebidos do exterior, enviados por pessoas que conseguiam sintonizar e ouvir a programação da PRA-7. “Tenho uma carta de um dos países nórdicos, onde contam que têm apenas três meses de sol e que ouviram nossa programação”, revela.

Diretor financeiro e administrativo, Demétrio Luiz Pedro Bom integra o grupo há 61 anos, dos quais 14 ainda sob a denominação PRA-7 (Foto: Divulgação)

O diretor faz questão de manter viva a memória da emissora pioneira. Guarda, por exemplo, livros de registro de empregados desde 1939, quando passaram a ser obrigatórios. Também tem resgatado equipamentos de rádio e TV, expostos nos corredores da emissora. “Num futuro próximo, pretendemos criar nosso museu”, afirma.

Formado em Contabilidade e Administração, Pedro Bom se orgulha de ter sido o primeiro programador de FM, em 1976. Também trabalhou como repórter esportivo por um ano. Ao lado do saudoso jornalista Roberto Ribeiro, criou o programa “A Hora do Voto”, que cobria as eleições municipais, estaduais e federais antes, durante e após a votação, incluindo a apuração e a divulgação dos resultados.

São 61 anos dedicados ao rádio e 38 à televisão. “Acompanhei todas as mudanças nesta jornada. O Sistema Clube de Comunicação é minha vida. Por ele pude entender o mundo, a economia, o país e a cidade. Tudo através do meu envolvimento com rádio e TV. Agradeço a Deus por tudo o que conquistei”, conclui.

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Texto original daqui