Argentina conquista virada épica e enfrenta Espanha na final da Copa

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Por Hugo Luque

Mais um clássico para a história do futebol mundial. A vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nesta quarta-feira (15), em Atlanta, nos Estados Unidos, carimbou os “hermanos” na segunda final de Copa do Mundo consecutiva do país, desta vez contra a Espanha.

Brigado e pouco criativo, mas épico. Marcado por um erro crasso de leitura tática do lado britânico e pela coragem argentina, além do poder de decisão de Lionel Messi, a semifinal disputada no Atlanta Stadium entra para o “hall da fama” da história da maior competição do planeta.

A Inglaterra tinha o resultado nas mãos. Segura, controlava o ímpeto do rival com a vantagem no placar. Tudo mudou quando o técnico Thomas Tuchel decidiu abrir mão da possibilidade de ampliar ao colocar mais zagueiros em campo. O resultado foi mais espaço para Messi, outrora artilheiro, atuar como articulador de jogadas.

A rivalidade, quente desde 1982, ano da Guerra das Malvinas, e ainda mais intensa após “La Mano de Díos” de Maradona nas quartas de final da Copa de 1986, não esfriou, mesmo com o passar dos anos. O primeiro tempo foi pegado, recheado de princípios de confusão.

Reflexo disso foi a primeira boa finalização ter saído apenas aos 32 minutos, em cabeceio de John Stones. Os dois lados correram poucos riscos e foram para o vestiário empatados.

A etapa complementar começou diferente, com defesa de Jordan Pickford em chute de Julián Álvarez. Aos nove minutos, a resposta inglesa veio em cruzamento de Morgan Rogers, que encontrou Anthony Gordon livre para completar e abrir o placar.

A Argentina tentava reagir, mas a Inglaterra era segura em campo. Quando dava espaços, Pickford e a trave salvaram. Mas a sorte chegou ao fim quando Tuchel leu de forma equivocada a partida, após a pausa para a hidratação no segundo tempo.

Defensores e mais defensores. Antes da paralisação, o treinador primeiro tirou o atacante Gordon para colocar o zagueiro Ezri Konsa. Depois, sacou, de uma vez só, o lateral Reece James e o volante Declan Rice para as entradas do zagueiro Dan Burn e do lateral-esquerdo Nico O’Reilly.

O resultado das trocas veio apenas três minutos depois. Com cinco jogadores na frente do goleiro e praticamente os 11, que formavam no 5-4-1, dentro da área, a Inglaterra abriu espaço para os perigosos chutes de longe de Enzo Fernández.

No primeiro, o volante do Chelsea parou em defesa de Pickford. No segundo, logo após do escanteio originado no lance anterior, dois partiram para cima de Messi para evitar a batida do craque. Altruísta, o artilheiro da Copa aproveitou o vacilo na marcação e passou para Enzo, mais uma vez, arriscar. Dessa vez, o goleiro nada pôde fazer: 1 a 1.

Mesmo com o empate, Tuchel não abriu mão do sistema recuado. A estratégia funcionou em outras ocasiões, como nas vitórias por 3 a 2 sobre o México, na fase de grupos, e por 2 a 1 diante da Noruega, nas quartas de final. Desta vez, contudo, não deu para os britânicos.

Nos acréscimos, Alexis Mac Allister carimbou a trave de Pickford. Na sequência, a bola sobrou para Messi, que mais uma vez ameaçou levar para dentro, mas enganou a defesa, puxou para a linha de fundo e, de pé direito, cruzou sob medida para Lautaro Martínez colocado a Argentina em mais uma final. Nos instantes derradeiros, Tuchel colocou mais dois atacantes, mas não conseguiu forçar a prorrogação.

Eliminada na semifinal, a Inglaterra disputa o terceiro lugar com a França no sábado, às 18h (de Brasília), em Miami Gardens, na Flórida. No domingo, às 16h, no New York New Jersey Stadium, a Argentina buscará o bicampeonato consecutivo e o quarto de sua história, enquanto a Espanha, finalista apenas em 2010, tentará seu segundo título.

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Texto original daqui