A certidão de óbito do motorista de aplicativo José Edson da Silva, de 43 anos, aponta traumatismo craniano como causa da morte. A informação diverge da versão apresentada por três adolescentes investigados pelo crime, que relataram à Polícia Civil ter matado a vítima por meio de um golpe conhecido como “mata-leão” durante um assalto em Ribeirão Preto.
O crime aconteceu na terça-feira (14), durante uma corrida solicitada por aplicativo. Segundo a investigação, três adolescentes, de 13, 14 e 16 anos, embarcaram no bairro Salgado Filho, na zona Norte da cidade, anunciaram o assalto e mataram o motorista para ficar com o veículo.
Em depoimento, os adolescentes afirmaram que um deles aplicou um mata-leão em José Edson e, em seguida, o grupo levou o corpo até o Rio Pardo, onde o abandonou.

Receba notícias do acidade on Ribeirão no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!
Certidão aponta traumatismo craniano
A certidão de óbito registra traumatismo craniano como causa da morte, informação que não coincide com o relato apresentado pelos adolescentes durante o interrogatório.
Apesar da divergência, a Polícia Civil aguarda a conclusão do laudo necroscópico do Instituto Médico Legal (IML), que deverá esclarecer a dinâmica da morte, indicar se houve outras lesões e confirmar a causa do óbito.
Os investigadores também apuram a possibilidade de José Edson ainda estar vivo quando os adolescentes o lançaram no Rio Pardo.
Família cobra respostas
A divergência entre a certidão de óbito e o depoimento dos adolescentes aumentou a angústia da família da vítima.
A viúva, Cristiane Ferreira dos Santos, afirmou que recebeu a informação sobre o traumatismo craniano com surpresa e disse esperar esclarecimentos sobre as circunstâncias da morte.

Segundo ela, a família também aguarda o resultado do laudo do IML para saber se José Edson ainda apresentava sinais vitais quando foi jogado no rio.
O motorista permaneceu desaparecido por três dias. Equipes localizaram o corpo na sexta-feira (17), no Rio Pardo, em Ribeirão Preto.
Adolescentes permanecem internados
Os três adolescentes respondem por ato infracional análogo aos crimes de latrocínio, caracterizado como roubo seguido de morte, e ocultação de cadáver.
Após decisão da Vara da Infância e da Juventude de Ribeirão Preto, eles seguem internados provisoriamente na Fundação Casa pelo prazo inicial de até 45 dias, período destinado à conclusão do processo.

Conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), menores de 18 anos não respondem criminalmente. Em caso de responsabilização, eles podem cumprir medidas socioeducativas, incluindo internação por até três anos, conforme determinação judicial.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ribeirão Preto e região por meio do WhatsApp do acidade on Ribeirão: (16) 99117-7802.
Com informações do G1
certidão
O post Certidão de óbito de motorista de aplicativo contradiz versão de adolescentes à polícia apareceu primeiro em ACidade ON Ribeirão Preto.

