Vendaval em Ribeirão: CPFL diz que restabelecimento de 100% da energia deve se estender pelo fim de semana

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O presidente da CPFL Paulista, Rafael Lazzaretti, disse que na tarde desta sexta-feira (24), 40% de Ribeirão Preto segue com a rede de energia elétrica desligada. A cidade sofreu com vendavel com rajadas dos ventos chegou em até 120 km/h, que provocou a morte de um idoso no Jardim Salgado Filho.

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Segundo Rafael, 120 equipes da CPFL estão nas ruas prestando atendimento. Ribeirão Preto chegou a ficar 80% da rede desligada.

“A CPFL trouxe recursos de toda sua operação no estado de São Paulo para poder apoiar a região de Ribeirão Preto. A gente fala de ventos de 120 km/h que chegaram a derrubar não só as árvores e os postes, mas também as torres de transmissão que trazem os grandes montantes de energia”, disse.

Vendaval derruba torres

Rafael disse que 34 torres de transmissão de energia caíram com a força dos ventos. “A boa notícia é que todas as subestações de Ribeirão Preto estão energizadas, agora é um trabalho de varejo na parte de postes, porque foi um impacto muito grande”, afirma.

Pelo menos, 200 postes foram quebrados e precisam de reconstrução. O presidente da CPFL afirma que a prioridade é o restabelecimento do fornecimento dos hospitais.

“Muito provavelmente, nosso esforço máximo para restabelecer o quanto antes, mas deve se estender na madrugada, ao longo do final de semana para que 100% seja restabelecida”, pontua.

O executivo ainda pediu para a população manter distância dos cabos caídos e partidos e pediu que os moradores entrem em contato com os Bombeiros e a CPFL para indicar os locais afetados.

Com informações Mariana Queiroz

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Vendaval em Ribeirão: entenda o que causou ventos fortes e destruição pela cidade

O vendaval em Ribeirão Preto registrado na manhã desta sexta-feira (24) foi causado por uma combinação de fatores que favoreceu a formação de uma tempestade severa na região, segundo os meteorologistas.

O fenômeno provocou queda de árvores, danos em estruturas, interrupções no fornecimento de energia e outros prejuízos pela cidade. Um idoso de 82 anos morreu após a estrutura de um galpão desabar sobre a casa onde ele estava durante o temporal – clique aqui para saber mais.

De acordo com a Climatempo, não há evidências de tornado no evento. A análise técnica aponta como hipótese mais provável a ocorrência de uma sequência de microexplosões durante o temporal, fenômeno capaz de provocar rajadas de vento superiores a 100 km/h.

“A tempestade foi muito localizada e de rápida evolução, dificultando sua previsão. Apesar do ambiente favorável à organização de tempestades, os modelos meteorológicos indicavam rajadas de até 60 km/h e não sinalizavam um evento tão intenso.”

Essas microexplosões acontecem quando uma corrente de ar muito forte desce de uma nuvem de tempestade e se espalha ao atingir o solo, provocando ventos intensos e possíveis danos.

Temporal provocou estragos na praça das Bandeiras - Foto: Leonardo Oliveira/ acidade on.
Foto: Leonardo Santos/ acidade on.

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Frente fria encontrou ar quente e provocou temporal em Ribeirão

Em entrevista à EPTV, a meteorologista Josélia Pegorim explicou que o temporal ocorreu após a chegada de uma frente fria ao interior de São Paulo. Segundo ela, o fenômeno não tem relação com os efeitos do El Niño.

O sistema encontrou uma atmosfera muito aquecida, principalmente na região Norte do estado, criando condições para a formação de nuvens carregadas e chuva intensa.

“Essa chuva foi provocada por uma frente fria. O impacto de uma frente fria com ar muito quente que estava aqui em São Paulo. Não está relacionada com o El Niño. Ele é um fenômeno que, sim, já está em desenvolvimento, mas os efeitos de fato no estado de São Paulo nós vamos começar a sentir mais durante a primavera”.

Ainda de acordo com a meteorologista, os radares indicaram que os núcleos mais fortes da tempestade passaram primeiro pela região de Pradópolis e, depois, avançaram com força para Ribeirão Preto.

Uma estação meteorológica em Pradópolis, a cerca de 36 quilômetros de Ribeirão Preto, registrou rajadas de vento de 121 km/h e 21 milímetros de chuva em 20 minutos. Na cidade, a Defesa Civil informou ventos de até 70 km/h, e o Aeroporto Leite Lopes registrou rajadas de 65 km/h.

árvores
Foto: redes sociais.

Por que o fenômeno foi difícil de prever?

Ainda de acordo com a Climatempo, apesar da previsão de chuva para a região, a rápida evolução e as características localizadas do temporal dificultaram a antecipação da intensidade do fenômeno, identificado por meio do monitoramento em tempo real dos radares meteorológicos.

Os modelos meteorológicos indicavam possibilidade de chuva e rajadas de vento, mas não apontavam um cenário com a intensidade registrada durante a manhã desta sexta-feira.

“A identificação da severidade ocorreu principalmente por meio do monitoramento em tempo real (nowcasting) com radares meteorológicos”, explicou a Climatempo.

*Com informações da EPTV e do g1 Ribeirão Preto

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