Vendaval em Ribeirão Preto é o mais intenso desde 1994, diz Defesa Civil

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O temporal que atingiu Ribeirão Preto na manhã desta sexta-feira (24) provocou um cenário de destruição pela cidade, com queda de árvores, danos em estruturas, problemas na rede elétrica e no abastecimento de água e uma morte confirmada.

Durante a coletiva de imprensa em que o prefeito Ricardo Silva (PSD) anunciou a assinatura do decreto de situação de emergência, a Defesa Civil afirmou que, possivelmente, a intensidade do vendaval que atingiu a cidade não era registrada desde 1994.

“É um grande volume pluviométrico e com uma intensidade de vento que provavelmente nós não acompanhamos em Ribeirão desde o último episódio de 1994”, explicou o coronel Augusto de Lima Seminate.

Segundo ele, apesar da previsão de chuva para a região entre quinta e sexta-feira, a força da tempestade dificultou a antecipação dos impactos causados pelo fenômeno, já que formações desse tipo têm baixa previsibilidade.

Uma estação meteorológica localizada em Pradópolis, a cerca de 36 quilômetros de Ribeirão, registrou rajadas de vento de 121 km/h durante a tempestade. Também foram registrados 21 milímetros de chuva em apenas 20 minutos.

Ainda segundo a Defesa Civil, o município iniciou um levantamento dos danos em diferentes regiões da cidade, com participação de diversas secretarias, além do apoio da Defesa Civil Estadual, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

“Agora é fazer o rescaldo, fazer a leitura desse cenário emergencial que afetou o nosso município e, a partir daí, fazer gestão de crise e direcionar todos os recursos que nós temos em mãos”, afirmou o coronel.

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Temporal de 1994 deixou três mortos e rastro de destruição

Um dos temporais mais fortes registrados em Ribeirão Preto aconteceu em 14 de maio de 1994.

A tempestade, acompanhada de granizo e ventos de até 100 km/h, deixou um cenário de destruição pela cidade e foi destaque na capa do jornal A Cidade na edição de segunda-feira (16) daquele ano.

Segundo o jornal, o vendaval durou cerca de 15 minutos, mas foi suficiente para derrubar árvores, postes e destruir imóveis em diferentes regiões.

Na época, três pessoas morreram após desabamentos: Conceição Paiva, de 87 anos, Luzia Censi da Silva, de 32 anos, e o filho dela, Alex Jesus Silva, de 11 anos.

Os estragos foram registrados em locais como as avenidas Presidente Vargas, Independência, Nove de Julho e do Café. Casas, lojas, oficinas e postos de gasolina foram atingidos. Diversos bairros também ficaram sem energia elétrica por causa da queda de árvores sobre a rede.

Após a tempestade, a Prefeitura e a Defesa Civil montaram um ponto de atendimento na Cava do Bosque para receber moradores afetados. O jornal A Cidade relatou que algumas ruas amanheceram com um cenário de destruição, com árvores e postes caídos sobre carros e imóveis.

De acordo com meteorologistas ouvidos na época pelo jornal, o fenômeno foi causado pelo encontro de uma massa de ar quente com uma massa de ar fria, formando uma inversão térmica.

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