Uma mulher de 45 anos fingiu estar morta para escapar do ex-companheiro na noite de domingo (2), em Serrana, na região de Ribeirão Preto. Segundo o boletim de ocorrência, ela sofreu uma sequência de agressões, foi colocada no porta-malas de um carro e conseguiu fugir ao chegar a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
De acordo com o registro policial, a vítima e o investigado mantiveram um relacionamento por um ano e três meses e estavam separados havia cerca de uma semana.
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Agressões após conversa sobre o fim do relacionamento
Segundo o boletim de ocorrência, os dois participaram de uma cavalgada e, posteriormente, de uma festa. Durante o evento, o homem abraçou e beijou a mulher sem consentimento e, mais tarde, insistiu para conversar sobre o relacionamento.
A vítima aceitou o encontro por acreditar que encerraria definitivamente a relação. Os dois seguiram em veículos separados até uma estrada de terra.
Ainda conforme o relato prestado à Polícia Civil, a mulher informou que não pretendia reatar o relacionamento. Na sequência, o homem abriu a porta do veículo dela, puxou-a pelos cabelos, derrubou-a no chão e passou a enforcá-la. O boletim também registra que ela recebeu diversos chutes na cabeça.
A vítima afirmou que conseguiu entrar no banco traseiro do carro, mas o ex-companheiro continuou as agressões e disse que ela morreria naquele dia.
Vítima fingiu estar morta e conseguiu escapar
Segundo o boletim, a mulher voltou a ser derrubada, arrastada e enforcada. Para interromper as agressões, fingiu estar morta.
O documento registra que o investigado acreditou que ela havia morrido e colocou o corpo no porta-malas do veículo. Em seguida, tentou fechar a tampa diversas vezes, chegando a prender as pernas da vítima.

Ao perceber que ela ainda estava viva, o homem retomou as agressões e pegou um macaco hidráulico do carro para tentar golpeá-la na cabeça, conforme o relato.
Durante a luta corporal, a mulher mordeu o polegar do investigado, causando um ferimento.
Ainda segundo o boletim, ela convenceu o ex-companheiro a seguir até uma UPA sob o argumento de que ele precisava de atendimento médico. Durante o trajeto, recuperou o celular, enviou a localização para uma prima e informou, por mensagem, que havia sofrido uma tentativa de feminicídio.
Ao chegar à unidade de saúde, a vítima saiu do carro, correu para pedir socorro e informou que havia sido atacada pelo ex-companheiro. O boletim relata que o homem ainda tentou alcançá-la, mas deixou o local antes da chegada da equipe de segurança.
Polícia Civil investiga o caso
A autoridade policial registrou que a mulher apresentava marcas de esganadura no pescoço, mordidas nas mãos e outras lesões decorrentes das agressões relatadas.
O boletim de ocorrência recebeu, inicialmente, as naturezas de lesão corporal e ameaça, no contexto da Lei Maria da Penha. Até a publicação desta matéria, o suspeito não havia sido preso.

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