Ribeirão Preto contabiliza cerca de 1.349 árvores derrubadas após temporal e prepara plano de replantio
A prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, contabilizou, até o momento, a queda de 1.349 árvores em decorrência do temporal que atingiu a cidade no último dia 24 de julho. O número é preliminar e faz parte do inventário técnico que está sendo realizado pelas equipes da secretaria para avaliar os impactos provocados pelo vendaval.
Além das árvores derrubadas, o levantamento também identifica exemplares que permaneceram em pé, mas que podem ter sofrido comprometimento estrutural e necessitar de remoção. O balanço inclui, ainda, as cerca de 600 árvores que caíram no campus da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto.
Paralelamente ao inventário, a prefeitura já iniciou o planejamento de um programa de recuperação da arborização urbana. A proposta prevê o replantio de novas árvores por meio do programa Planta Aí Ribeirão, com definição das áreas prioritárias a partir dos dados levantados pelas equipes técnicas.
“A avaliação das árvores que caíram e daquelas que resistiram ao temporal é essencial para garantir a segurança da população e orientar o plano de recuperação da arborização da cidade. O inventário permitirá identificar as regiões mais afetadas e definir as ações de replantio e manejo necessárias”, destaca a secretária municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade, Mariana Sargento.
As avaliações iniciais apontam que muitas árvores consideradas saudáveis também foram derrubadas pela força do vendaval, que registrou rajadas superiores a 120 km/h, evidenciando a intensidade do fenômeno climático.
Periodicamente são realizadas ações de manejo da arborização urbana, incluindo podas preventivas, avaliações técnicas e remoções de árvores comprometidas, em um trabalho integrado entre as secretarias de Meio Ambiente, Agricultura e Sustentabilidade e de Infraestrutura e Zeladoria.
Temporal – No dia 24 de julho, Ribeirão Preto enfrentou um dos maiores eventos climáticos de sua história. O temporal registrou rajadas de vento de até 120 km/h e 21 milímetros de chuva em cerca de 20 minutos, provocando danos em todas as regiões da cidade. O evento resultou em duas vítimas fatais, 22 pessoas feridas, doze desabrigados e aproximadamente 1.800 desalojados.
José Antônio Oliveira, de 75 anos, morreu após o desabamento da residência onde ele estava, no Jardim Salgado Filho, na Zona Norte. Outra pessoa ficou ferida em um desabamento na avenida Bandeirantes, na região Oeste. No último sábado (1º), o corpo de um homem de 44 anos foi encontrado sob os escombros de um imóvel abandonado na avenida Patriarca, na Vila Virgínia, Zona Oeste.
A vítima vivia em situação de rua e estava desaparecida havia cerca de uma semana, desde o vendaval que atingiu a cidade em 24 de julho. A identidade não foi divulgada. O imóvel é o mesmo onde um muro desabou durante o temporal. Na ocasião, outro homem, também em situação de rua, foi retirado com vida dos escombros e encaminhado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Energia – Cerca de 285 mil unidades consumidoras da CPFL Paulista ficaram sem energia, 96 poços da Secretaria de Água e Esgoto (Saerp) tiveram o funcionamento comprometido, 40 escolas municipais sofreram danos e 48 unidades de atenção primária precisaram suspender temporariamente os atendimentos.
Também foram registradas a queda de mais de 1.300 árvores, incluindo cerca de 600 no campus da USP, além de bloqueios em importantes vias, queda de postes e interrupções no trânsito. Desde as primeiras horas após o vendaval, a prefeitura instalou um Gabinete de Crise e mobilizou equipes de diversas secretarias e órgãos parceiros para restabelecer os serviços essenciais e atender a população.
Atualmente, o fornecimento de energia e o abastecimento de água estão normalizados, todas as escolas municipais voltaram a funcionar e o transporte coletivo opera com 100% da frota. A cidade segue na fase de limpeza e reconstrução, com mais de 300 servidores atuando diariamente e 786 caminhões de massa verde já retirados.
Vendaval – O vendaval de sexta-feira derrubou mais de 250 postes de iluminação pública e distribuição de energia elétrica, 54 torres de transmissão e mais de 1.300 árvores em Ribeirão Preto. O fenômeno chamado de microexplosão ocorre quando uma forte corrente de ar descendente dentro de uma tempestade atinge o solo e se espalha rapidamente, gerando ventos intensos em linha reta e de curta duração. Levantamento técnico estima que serão necessários R$ 21.152.854,10 para custear as ações de zeladoria na cidade.
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