RP atinge R$ 1 bilhão em impostos

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O Impostômetro de 2026 deve atingir R$ 2,5 trilhões em impostos arrecadados neste final de semana. Chegou a R$ 2 trilhões em 27 de junho, um marco histórico, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Foi a primeira vez que o país alcançou esse patamar ainda no primeiro semestre. No ano passado, bateu nessa marca em 3 de julho e, em 2024, em 24 de julho. Ultrapassou o primeiro trilhão em 27 de março

Neste ano, o nível foi alcançado seis dias antes, sinalizando aceleração no ritmo de arrecadação. “Deve-se ao avanço da atividade econômica, que amplia a base de arrecadação, bem como à inflação, já que grande parte dos impostos incide sobre bens e serviços”, explica Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP. Até as 18 horas de ontem, estava em R$ 2,454 trilhões.

Segundo o painel, o país encerrou o ano passado com arrecadação de R$ 3.985.305.326.876,67, aumento de 9,72% e aporte de R$ 353.054.755.534,45 em relação a 2024. Em Ribeirão Preto, 2025 terminou com recolhimento de R$ 1.694.819.271,58 em tributos, acréscimo de R$ 150.142.574,91 em relação aos R$ 1.544.676.696,67 arrecadados em 2024, também crescimento de 9,72%.

Com uma população total de 731.639 habitantes, a média per capita em 2025 na cidade de Ribeirão Preto foi de R$ 2.316,473, contra R$ 2.120,64 do ano anterior (728.400 moradores), aporte de R$ 195,83 e alta de 9,23%, segundo o painel do Impostômetro.

De 1º de janeiro até esta sexta-feira, 7 de agosto, a arrecadação em Ribeirão Preto chegou a R$ 1.044.749.266,42, contra R$ 1.009.948.271,09 do mesmo período de 2025, acréscimo de R$ 34.800.995,33 e alta de 3,45%. Atingiu a marca de R$ 1 bilhão em sete meses pela primeira vez. A média per capita, considerando a estimativa de 731.639 habitantes nos dois anos, saltou de R$ 1.380,39 para R$ 1.427,95 em pouco mais de sete meses de 2026, aporte de R$ 47,56.

Segundo o painel, neste ano foram arrecadados R$ 181.808.881,43 em janeiro, R$ 129.387.612,82 em fevereiro, R$ 134.585.190,77 em março, R$ 151.890.905,91 em abril, R$ 133.069.374,16 em maio, R$ 136.225.169,60 em junho e R$ 146.744.487,71 em julho, acréscimo de R$ 310.519.318,11 e aumento de 7,72%. Em comparação com o sétimo mês de 2025, quando a receita chegou a R$ 141.856.373,03, são R$ 4.888.114,68 a mais, crescimento de 3,45%. Em agosto de 2026 está em R$ 31.037.643,98.

Outros anos Em 2024, a arrecadação de R$ 1.544.676.696,67 em Ribeirão Preto avançou 18,73% em relação aos R$ 1.300.947.923.85 de 2023, aporte de R$ 243.728.772,82. A média per capita, considerando população de 728.400 habitantes, ficou em R$ 2.120,64, ante R$ 1.862,11 de 2023 – eram 698.642 moradores –, acréscimo de R$ 258,53, aumento de 13,88%.

A despesa do ribeirão-pretano com impostos avançou em 2023 em comparação com 2022, quando os contribuintes de Ribeirão Preto pagaram R$ 1.229.230.253,48 em tributos. São R$ 71.717.670,37 a mais, alta de 5,83%. Em 2021, quando chegou a R$ 1.102.548.169,33, houve queda de 22,9% em relação aos R$ 1.430.464.992,97 de 2020, renúncia de R$ 327.916.823,64. O biênio 2020-2021 foi marcado por lockdowns.

Houve uma série de restrições ao comércio, à indústria, à prestação de serviços e às atividades esportivas, de lazer e culturais por causa da pandemia de coronavírus.  Mesmo assim, a arrecadação nos dois anos superou a de 2019, quando a receita com taxas e tributos municipais, estaduais e federais chegou a R$ 1.033.131.882,90.

Per capita Naquele ano, Ribeirão Preto ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em tributos arrecadados pela primeira vez, segundo dados revisados pelo Impostômetro. A média por habitante ficou em R$ 1.759,46 em 2022.

A arrecadação per capita, segundo o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, deve ser ainda mais alta, já que os cálculos consideram o total de moradores e não a população economicamente ativa e que paga impostos. Com um público menor, o valor por pessoa sobe.

Trilhões
A receita de R$ 2 trilhões equivale ao total de tributos, taxas e contribuições pagos por contribuintes aos governos federal, estadual e municipal desde o início do ano, incluindo multas, juros e correção monetária. O painel está instalado na sede da ACSP, no Centro Histórico da capital paulista.

A antecipação da arrecadação de impostos estimada ainda reflete mudanças recentes como tributação de fundos exclusivos e offshores, alta na tributação dos juros sobre capital próprio, alterações na tributação de incentivos (subvenções) estaduais, a retomada da tributação sobre combustíveis, a tributação das apostas (bets), entre outros.

Os dados do Impostômetro podem ser acompanhados em tempo real pelo site impostometro.com.br.  Paralelamente, a plataforma Ga$to Brasil, que compartilha o painel com o Impostômetro, busca dar transparência ao uso do dinheiro público.

Conta –
União, Estados e municípios e até o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) discordam dos métodos utilizados pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) – que elabora o painel para a ACSP – para chegar a estes números. Segundo o IBPT, 65% dos tributos ficam com a União, 28% vão para os Estados e 7% são dos municípios.

Números do Impostômetro

Em 2023
R$ 1.300.947.923,85

Em 2024
R$ 1.544.676.696,67

Em 2025
R$ 3.985.305.326.876,67

Alta em 2025: 9,72%

Aporte: R$ 353.054.755.534,45

De 1º de janeiro a 7 de agosto de 2026
R$ 1.044.749.266,42

Per capita:
R$ 1.427,95

Janeiro: R$ 181.808.881,43

Fevereiro: R$ 129.387.612,82

Março: R$ 134.585.190,77

Abril: R$ 151.890.905,91

Maio: R$ 133.069.374,16

Junho: R$ 136.225.169,60

Julho: R$ 146.744.487,71

Agosto: R$ 31.037.643,98 *

Per capita em 2025:
R$ 2.231,73

Per capita em 2024:
R$ 2.120,64

Per capita em 2023:
R$ 1.862,11

* Sete dias

Fonte: Impostômetroda ACSP

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Texto original daqui