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| Por: Adalberto Luque |
O Ministério Público de Goiás (MPGO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (11), a Operação Simulatio, que investiga a atuação de uma suposta organização criminosa especializada em fraudes a licitações e contratações diretas ilegais. A ação teve desdobramentos em Ribeirão Preto, onde um dos alvos da investigação teve a casa vasculhada.
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No imóvel, localizado na Avenida Ivo Pareschi, no Parque das Andorinhas, zona Oeste da cidade, equipes do Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP), da Polícia Militar, apreenderam três celulares e um notebook. Segundo o Ministério Público de Goiás, ninguém foi preso durante o cumprimento do mandado em Ribeirão Preto.
A operação foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (Gaepp) e apura um esquema que teria utilizado empresas para fraudar a fase interna de procedimentos licitatórios e viabilizar contratações direcionadas por meio de atas de adesão fraudulentas.
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De acordo com o MPGO, o grupo investigado atuaria principalmente em contratos para fornecimento, montagem e instalação de ambientes modulares destinados, prioritariamente, a unidades escolares municipais e redes de assistência social.
A estimativa é de que o esquema tenha causado dano aos cofres públicos e proporcionado enriquecimento ilícito superior a R$ 14 milhões. As investigações apontam ainda que a empresa beneficiária teria recebido mais de R$ 88,3 milhões dos cofres públicos estaduais e municipais entre 2015 e 2025.
Mandados
Ao todo, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, quatro medidas de afastamento de cargos públicos e 44 mandados de busca e apreensão. As ordens foram autorizadas pelo 1º Juízo das Garantias da Comarca de Goiânia.
As diligências ocorreram em municípios de Goiás, além da cidade de São Paulo e de Ribeirão Preto. A operação mobilizou 40 promotores de Justiça de Goiás e contou com apoio da Polícia Militar de Goiás, do Ministério Público de São Paulo e das Polícias Civil e Militar de São Paulo.
Segundo o Ministério Público, entre os investigados estão integrantes do núcleo empresarial apontado como responsável pelo esquema, além de gestores e servidores públicos de municípios goianos que teriam facilitado ou contribuído para a contratação direcionada da empresa. Além de celulares e computadores, documentos e dinheiro foram confiscados durante a ação.
Em Ribeirão Preto, os três celulares e o notebook apreendidos durante o cumprimento do mandado serão encaminhados para análise. Segundo o Gaepp, o material recolhido nas diligências será utilizado no aprofundamento das investigações. A operação também cumpriu medidas em 14 cidades de Goiás e em São Paulo, além de Ribeirão Preto.
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