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Mulheres buscam mais soluções para dívidas atrasadas

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As mulheres estão cada vez mais presentes nas decisões financeiras das famílias brasileiras, uma transformação que também merece atenção em grandes centros do interior paulista, como Ribeirão Preto.

Segundo o Censo Demográfico 2022, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ribeirão Preto tinha 698.642 habitantes. Mais da metade dessa população era formada por mulheres: 366.324, ou 52,4% do total, enquanto os homens somavam 332.318.

Esse cenário ajuda a dimensionar a importância do comportamento financeiro feminino em uma das maiores cidades do interior de São Paulo, especialmente quando o assunto envolve orçamento familiar, crédito, endividamento e inadimplência.

Um levantamento realizado pelo Pagou Fácil, plataforma de negociação de dívidas da Paschoalotto, identificou diferenças importantes na maneira como homens e mulheres procuram informações para lidar com suas finanças.

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A pesquisa analisou dados de buscas no Google, Google Notícias e Google Shopping entre julho de 2025 e maio de 2026 envolvendo os termos “inadimplente” e “endividado”.

O resultado mostra uma divisão clara: as mulheres pesquisam proporcionalmente mais sobre inadimplência, enquanto os homens concentram maior interesse no endividamento em si.

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No período analisado, as buscas gerais por “endividamento” cresceram 83%, enquanto aquelas relacionadas à “inadimplência” avançaram 22%.

Para Geovanni Borsetto, Superintendente de Marketing & Comunicação do Pagou Fácil, esse comportamento pode ser relacionado à presença feminina na administração financeira das famílias.

“As mulheres, por estarem mais à frente da gestão do orçamento doméstico, tendem a procurar soluções já quando as contas estão atrasadas. Já os homens parecem se preocupar mais cedo, pesquisando sobre o volume geral de compromissos financeiros antes que isso vire de fato uma pendência não paga”, explica.

Uma transformação que acontece em todo o Brasil

Os dados nacionais do Censo 2022 reforçam a dimensão dessa mudança.

No Brasil, 49,1% das pessoas responsáveis pelas unidades domésticas eram mulheres, aproximadamente 36 milhões de pessoas. Em 2010, elas representavam apenas 38,7%.

Em pouco mais de uma década, portanto, a participação feminina na responsabilidade pelos domicílios brasileiros avançou mais de dez pontos percentuais e praticamente se igualou à masculina.

Outro dado chama atenção: 16,5% das unidades domésticas brasileiras tinham uma pessoa responsável sem cônjuge e com filhos, uma configuração que amplia a importância do planejamento financeiro para milhares de famílias.

Em Ribeirão Preto, onde as mulheres representam mais da metade da população, compreender essa transformação também é relevante para empresas, instituições financeiras e organizações que mantêm relacionamento direto com consumidores.

Endividamento não é o mesmo que inadimplência

Geovanni Borsetto, Superintendente de Marketing & Comunicação do Pagou Fácil | Divulgação/Paschoalotto

Embora sejam frequentemente usados como sinônimos, endividamento e inadimplência representam situações diferentes.

Uma pessoa endividada possui compromissos financeiros — financiamentos, empréstimos ou compras parceladas —, mas pode estar mantendo todos os pagamentos em dia.

A inadimplência acontece quando esses compromissos deixam de ser pagos dentro do prazo, podendo gerar juros, multas e restrições ao crédito.

“Essa diferença importa na hora de agir. Quem está apenas endividado, mas em dia, ainda consegue reorganizar o orçamento de forma preventiva. Já quem está inadimplente precisa negociar diretamente com credores para renegociar dívidas, reduzir encargos e recuperar o nome”, afirma Geovanni.

Organização é o primeiro passo

Para o especialista, recuperar o equilíbrio financeiro começa pela organização.

O consumidor deve fazer um diagnóstico completo da própria situação, identificando fontes de renda, despesas fixas e dívidas. A partir desse levantamento, é possível estabelecer prioridades, especialmente para os compromissos com juros mais elevados.

Reduzir gastos não essenciais e evitar assumir novos compromissos enquanto as contas não estiverem equilibradas também são medidas importantes.

Para quem já está inadimplente, a recomendação é procurar bancos, financeiras e demais credores e negociar condições de pagamento compatíveis com a realidade financeira.

“Com planejamento, disciplina e acordos sustentáveis, é possível reorganizar as finanças e retomar o controle do orçamento”, conclui Geovanni.

Manter esse controle de maneira permanente, e não somente nos períodos de dificuldade, ajuda a recuperar o score de crédito e reduz o risco de reincidência na inadimplência.

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Texto original daqui