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Santa Catarina confirma morte por Febre do Nilo Ocidental, e SP registra dois casos

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A Secretaria da Saúde de Santa Catarina confirmou a morte de uma idosa de 77 anos vítima de Febre do Nilo Ocidental. De acordo com a pasta, o óbito ocorreu no último dia 8 na cidade de Imbituba, no litoral sul do estado. Um homem de 56 anos do muncípio de Caçador também foi infectado, mas evoluiu bem e teve alta. os locais de infecção ainda são investigados.

A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção causada por um arbovírus, grupo que também inclui os vírus da dengue, zika, chikungunya e febre-amarela.

A transmissão se dá principalmente pela picada de pernilongos do gênero Culex, não há registro de transmissão entre humanos. O vírus tem como principais hospedeiras algumas espécies de aves silvestres. Também pode infectar humanos, equinos, primatas não humanos e outros mamíferos, embora o papel desses animais na transmissão ainda não esteja totalmente esclarecido.

O estado de São Paulo também confirmou dois casos da doença nesta segunda-feira (24). Uma mulher de 34 anos, de Ribeirão Preto, e uma adolescente de 18, de São José do Rio Preto, são os primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental confirmados no estado de São Paulo, de acordo com a Secretaria da Saúde.

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A mulher, que viajou recentemente para a região amazônica, já recebeu alta. A adolescente permanece internada. O local provável de infecção ainda é investigado pelas equipes de vigilância.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, o primeiro registro da doença no Brasil aconteceu em 2014 e 13 estados já registraram casos ao longo dos anos.

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SINTOMAS E DIAGNÓSTICO

A maioria das pessoas infectadas não apresenta sintomas. Cerca de 20% desenvolvem manifestações clínicas, que costumam ser leves, como febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas e vômitos, dor de cabeça e muscular, dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos.

Em situações mais raras, a infecção também pode ocorrer por transfusão de sangue, transplante de órgãos, aleitamento materno e durante a gestação, da mãe para o feto.

Em alguns casos mais raros, o vírus pode atingir o sistema nervoso e provocar quadros graves, como encefalite, meningite e outras alterações neurológicas.

Confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões estão entre os sinais de alerta. Nessas situações, é necessário fazer uma avaliação médica, e pode haver necessidade de hospitalização.

O diagnóstico combina avaliação clínica e exames laboratoriais. Pessoas com sintomas compatíveis que tenham estado em áreas com circulação do vírus ou exposição aos mosquitos devem informar essa condição ao serviço de saúde.

Não há vacina, nem antiviral específico disponível para uso em humanos. O tratamento é voltado ao controle dos sintomas, com medidas como repouso, hidratação e acompanhamento médico.

Nos quadros graves, pode ser necessária internação, inclusive em UTI, com suporte respiratório, reposição de líquidos por via intravenosa e tratamento das complicações.

A principal forma de prevenção é reduzir a exposição aos mosquitos. A Secretaria de Estado da Saúde recomenda o uso de repelente, roupas que cubram a maior parte do corpo e telas em portas e janelas. Também é importante eliminar recipientes e outros locais que possam acumular água.

Os cuidados devem ser reforçados do entardecer ao amanhecer, período de maior atividade dos mosquitos Culex. A secretaria também orienta evitar o contato ou o manuseio de animais encontrados mortos.

LAIZ MENEZES / Folhapress

 





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