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Elizabete foi ouvida de forma online, e a juíza determinou prazo para MP e defesa apresentarem as alegações finais
| Por: Adalberto Luque |
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A audiência de instrução e julgamento de Elizabete Eugênio Arrabaça, que vai determinar se ela irá ou não a júri popular pelo feminicídio de sua filha, Nathália Garnica, foi realizada nesta segunda-feira (31), no Fórum de Pontal, de forma híbrida.
A audiência terminou no período da noite. Segundo o advogado de Elizabete, Bruno Corrêa Ribeiro, a juíza responsável pelo caso, Bruna Araújo Capelin Matioli, da 1ª Vara da Comarca de Pontal, conseguiu ouvir todas as testemunhas de defesa e acusação, além de Elizabete, que prestou seu depoimento de forma virtual, da Penitenciária de Tremembé, na região do Vale do Paraíba, onde está presa.
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“Devido ao adiantado da hora, a juíza alterou a sustentação oral para escrita. Ela deu prazo de cinco dias para o promotor apresentar suas considerações finais e, na sequência, outros cinco dias para a defesa apresentar sua tese”, explicou Ribeiro.
O defensor espera que a juíza acate sua tese de que Elizabete não tinha vício em jogos de azar e não estava endividada. “Ela estava adimplente”, garante. Depois de receber as considerações finais, a juíza deve analisar todo o material e, só então, decidir se Elizabete é ou não imputável.
Se considerar Elizabete imputável, ela pode ser levada ao Tribunal do Júri. Seria o segundo julgamento, já que ela também será submetida ao Tribunal do Júri pela morte de sua nora, Larissa Talle Leôncio Rodrigues. O filho de Elizabete, o médico ortopedista Luiz Antônio Garnica, marido de Larissa, também é réu nesse processo.
Relembre o caso
Nathália morreu em 9 de fevereiro de 2025. Inicialmente, a morte foi considerada natural, mas, após as investigações sobre a morte da professora Larissa, nora de Elizabete, o corpo de Nathália foi exumado.
Exame do Instituto Médico Legal (IML) apontou que ela também havia sido envenenada com “chumbinho”. A investigação concluiu que Elizabete seria a única responsável pela morte, e o Ministério Público ofereceu denúncia.
Elizabete também responde pela morte de Larissa, processo no qual foi pronunciada, junto com o filho, Luiz Antônio Garnica, para julgamento pelo Tribunal do Júri. O caso está em fase de recurso e ainda não tem data para julgamento.
Em abril deste ano, Elizabete passou a responder também por tentativa de homicídio qualificado contra a amiga Neusa Maria Costa de Andrade Ghioto, de 78 anos. A defesa sustenta a inocência da acusada nos três casos.
Elizabete ainda foi investigada pela morte da prima Élede Guidi, de 80 anos, em dezembro de 2016. O inquérito foi arquivado.
Ela está presa em Tremembé (SP) desde 20 de agosto do ano passado.
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