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Contador que deu desfalque de R$ 3 mi é preso

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Homem passou a ostentar patrimônio incompatível com o salário de R$ 5 mil que recebia



| Por: Adalberto Luque |

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Um contador suspeito de desviar mais de R$ 3,4 milhões de um fazendeiro do ramo da citricultura foi preso nesta quarta-feira (9), em Pirangi, cidade distante 100 km de Ribeirão Preto, na região de Bebedouro. O homem, que não teve o nome divulgado, foi levado para a delegacia de Bebedouro, onde foi indiciado.

Policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão e localizaram dinheiro em espécie, incluindo dólares e euros, cheques, joias, duas barras que serão submetidas a perícia e aparentam ser de ouro, além de um relógio de luxo avaliado em mais de R$ 50 mil.

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Segundo o delegado Seccional de Bebedouro, José Eduardo Vasconcelos, o esquema foi descoberto em julho, depois que a diretoria da empresa da vítima passou a desconfiar de desvios. “Iniciaram uma investigação sumária, algum levantamento, e logo conseguiram evidências materiais de que realmente estaria ocorrendo desvios de quantias vultuosas”, afirmou.

O contador trabalhava para a vítima em Pirangi desde 2023. Antes disso, havia sido gerente do Banco do Brasil por 20 anos. De acordo com o delegado, o salário recebido por ele passava pouco de R$ 5 mil mensais, mas o patrimônio começou a crescer e ser ostentado.

“Começou a se perceber claramente que ele estava evoluindo muito rapidamente nessa questão patrimonial. Carros diversos, joias. Ele já passou a ostentar um patrimônio incompatível com o que ele ganhava”, disse Vasconcelos.

A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, veículos e oito imóveis, avaliados em cerca de R$ 1,6 milhão. O caso é investigado como apropriação indébita qualificada, praticada de forma continuada. Os valores desviados, segundo a investigação, passam de R$ 3,455 milhões.

De acordo com Vasconcelos, o suspeito havia sido contratado como analista financeiro e contador da empresa. “Evidentemente que houve abuso de confiança. Ele trabalhava dentro da empresa da vítima.”

Encaminhado para uma unidade prisional, ficou à disposição da Justiça. A defesa do contador não foi localizada pela reportagem.

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Texto original daqui