A ideia de que o mês de nascimento possa ter alguma relação com desempenho cognitivo ou acadêmico parece curiosa, mas já foi investigada em diferentes estudos populacionais.
Em algumas análises, pessoas nascidas entre setembro e fevereiro aparecem com pequenas vantagens médias em determinados indicadores. Isso, porém, está longe de significar que alguém nasce mais inteligente simplesmente por chegar ao mundo em uma época específica do ano.
Na prática, pesquisadores apontam que fatores escolares, sociais e ambientais ajudam a explicar boa parte dessas diferenças.
Setembro e outubro: a influência da idade relativa

Calendário pode influenciar seu desempenho mais do que você imagina.
Em determinados países, crianças nascidas em setembro ou outubro podem estar entre as mais velhas da turma devido às regras de corte para matrícula.
Alguns meses extras de desenvolvimento fazem diferença principalmente nos primeiros anos escolares. Uma criança um pouco mais velha pode demonstrar maior maturidade, atenção, linguagem ou coordenação quando comparada aos colegas mais novos. Esse fenômeno é conhecido como efeito da idade relativa e depende diretamente do calendário educacional de cada país.
Novembro e dezembro também aparecem em estudos
Quem nasce em novembro ou dezembro também surge em algumas análises sobre desempenho escolar e mês de nascimento. Além da posição dentro da turma, pesquisadores investigam fatores relacionados às diferentes estações do ano, como exposição à luz solar, condições ambientais durante a gestação e os primeiros meses de vida e mudanças na rotina familiar.
Essas hipóteses, entretanto, não permitem prever a capacidade intelectual de uma pessoa. Os resultados mostram apenas associações estatísticas observadas em grandes grupos.
Janeiro e fevereiro podem ter vantagens semelhantes


Época do ano em que você nasceu pode ter influenciado seus primeiros anos na escola.
Dependendo das regras de matrícula adotadas pela rede de ensino, crianças nascidas em janeiro e fevereiro também podem estar entre as mais velhas de uma classe.
Nos primeiros anos, essa diferença pode aparecer em avaliações de leitura, matemática ou comportamento escolar. Com o avanço da idade e da escolaridade, porém, parte dessas vantagens tende a diminuir.
Por isso, resultados encontrados em crianças não devem ser interpretados automaticamente como diferenças permanentes na vida adulta.
Inteligência não é determinada pelo calendário
O ponto mais importante é que mês de nascimento não determina inteligência. Desenvolvimento cognitivo resulta de uma combinação complexa de genética, alimentação, qualidade do sono, saúde, estímulos recebidos em casa, acesso à educação e condições socioeconômicas.
Além disso, estudos populacionais trabalham com médias. Isso significa que uma pequena vantagem estatística observada entre nascidos em setembro, por exemplo, não permite afirmar que uma pessoa desse mês será mais inteligente do que alguém nascido em maio.
Portanto, setembro, outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro podem aparecer associados a determinados resultados em pesquisas, mas o verdadeiro desenvolvimento intelectual depende de experiências acumuladas ao longo de toda a vida.
