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Nomes de bebê que podem ser barrados no registro em cartório, segundo tabeliões


Escolher o nome de um bebê é uma decisão carregada de afeto, tradição e identidade. Mas, em alguns países, a criatividade dos pais encontra limites legais.

A Nova Zelândia, por exemplo, mantém regras específicas para impedir registros ofensivos, excessivamente longos, formados por números ou símbolos ou semelhantes a títulos oficiais. Em 2024, 71 propostas acabaram resultando no registro de um nome alternativo após análise das autoridades.

Por que alguns nomes são recusados?

Antes de escolher o nome do bebê, veja quais podem ser barrados.

A legislação neozelandesa determina que o nome de uma criança não pode causar ofensa, ser excessivamente longo, conter números ou símbolos nem reproduzir, sem justificativa adequada, um título ou uma posição oficial.

Por isso, escolhas como King, Prince e Princess, equivalentes a Rei, Príncipe e Princesa, aparecem com frequência entre os nomes recusados.

Em 2024, King foi apresentado 11 vezes e Prince, dez. Também figuraram entre as propostas rejeitadas Princess, Duke, Emperor, General, Rogue e Sativa.

Ao longo dos anos, outras escolhas incomuns também enfrentaram resistência, incluindo Lucifer e nomes compostos por sinais ou números. O objetivo das regras não é simplesmente impedir a originalidade, mas avaliar como a escolha poderá afetar a identidade e a vida social da criança.

Quando existe dúvida, os responsáveis podem explicar o motivo da escolha antes da decisão definitiva do Registrador-Geral.

Existe limite para o tamanho do nome?

Além da restrição a números, símbolos e títulos oficiais, as orientações do Departamento de Assuntos Internos recomendam que o nome completo não ultrapasse 70 caracteres, incluindo espaços.

Esse tipo de regra mostra como o registro de bebê pode funcionar de maneira diferente conforme o país. Uma escolha aceita em determinado local pode ser submetida a análise ou recusada em outro.

E como funciona no Brasil?

Alguns nomes parecem criativos, mas podem ser negados nos cartórios.

No Brasil, não existe uma lista nacional indicando quais nomes podem ou não ser usados. A Lei de Registros Públicos, porém, estabelece uma proteção importante: o oficial do cartório não deve registrar prenomes suscetíveis de expor seu portador ao ridículo.

Isso significa que um nome diferente, estrangeiro ou pouco comum não é automaticamente proibido. A avaliação ocorre conforme as características de cada caso.

Se os pais discordarem da recusa feita pelo oficial, a questão deverá ser encaminhada, por escrito, para decisão do juiz competente, sem cobrança de emolumentos por esse procedimento.

Criatividade também exige responsabilidade

A escolha do nome da criança acompanha a pessoa por toda a vida e pode influenciar documentos e relações sociais. Por isso, mesmo onde há ampla liberdade, é recomendável considerar pronúncia, significado e possíveis situações de constrangimento.

No Brasil, portanto, os pais têm grande liberdade para inovar. O limite aparece quando a criatividade pode representar prejuízo ou exposição ao ridículo para quem carregará aquele nome.



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