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Ribeirão ainda não tem vacina para Pneumo 20


Segundo a Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto, município ainda não recebeu as doses necessárias para iniciar o atendimento de idosos com 85 anos ou mais

Ribeirão Preto ainda não tem doses disponíveis da vacina pneumocócica 20-valente conjugada (Pneumo 20) para pessoas com 85 anos ou mais. Nesta semana, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), seguindo diretriz do Ministério da Saúde, determinou que a vacinação tivesse início nos 645 municípios paulistas, conforme estabelecido pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Entretanto, segundo informação da Secretaria de Saúde de Ribeirão Preto, o município ainda não recebeu as doses necessárias para iniciar o atendimento deste público. Por meio de nota, afirma que “no momento, o município aguarda o recebimento das doses pelo Estado para dar início à aplicação nessa faixa etária”.

Ressalta também que acompanha e segue as orientações do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) da Secretaria de Estado da Saúde referentes à nova recomendação do PNI para a vacinação contra a doença pneumocócica neste público.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Ribeirão Preto tem cerca de nove mil pessoas nesta faixa etária. O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, associada a doenças como pneumonia, meningite, sinusite, otite média e outras infecções graves.

A ampliação da proteção é importante, especialmente entre crianças e pessoas idosas, grupos mais vulneráveis às formas graves da doença pneumocócica. A Pneumo 20 já faz parte da vacinação de rotina de menores de 5 anos desde junho deste ano, em esquema combinado com a Pneumo 10.

Atualmente, a primeira dose da Pneumo 20 é aplicada aos 2 meses de vida, seguida pela Pneumo 10 aos 4 meses e por uma dose de reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. Crianças com a vacinação em atraso podem atualizar o esquema até os 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme as doses já recebidas.

Quando receber as doses, o imunizante será oferecido nas salas de vacinação do Sistema Único de Saúde (SUS), onde a pessoa idosa também poderá conferir se as demais vacinas recomendadas para a faixa etária estão em dia. A ampliação considera o aumento do risco de complicações da doença pneumocócica com o avanço da idade. Entre eles, essas infecções apresentam maior risco de evoluir para quadros graves, hospitalizações e óbitos.

Segundo o Ministério da Saúde, a meta é vacinar 90% das pessoas com 85 anos ou mais, número superior a 2,3 milhões de pessoas. De acordo com o médico Juarez Cunha, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a vacina tem uma característica de conjugação.

Ou seja, o imunizante une um antígeno fraco a uma proteína transportadora forte, o que faz com que o sistema de defesa reconheça o invasor com mais facilidade. “Por conta disso, ela consegue levar uma resposta imune bastante superior quando comparada a vacinas não conjugadas, como a anterior, a Pneumo 23”, detalha Cunha.

Segundo o MS, com o avançar da idade, esses quadros podem apresentar maior risco de complicações e elevar as taxas de mortalidade. De acordo com a pasta, entre pessoas com 80 anos ou mais, a taxa de hospitalizações por pneumonia foi de 3.097 por 100 mil habitantes em 2024, e de 2.902 por 100 mil em 2025.

Já entre pessoas com 85 anos ou mais, a taxa de mortalidade por pneumonia foi de 758 óbitos por 100 mil habitantes em 2024, e de 743 por 100 mil em 2025. No SUS, o imunizante também está disponível para crianças menores de 5 anos, idosos de 60 a 84 anos acamados ou institucionalizados e pacientes com condições clínicas especiais.

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Texto original daqui