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Mãe de brasileira morta na Itália está desesperada


| Por: Adalberto Luque |

A mãe da brasileira morta na madrugada de 12 de setembro, após um acidente náutico em Veneza, na Itália, divulgou um pedido desesperado por ajuda nas redes sociais. Gisele Elorriaga Querino Queiroz disse que está vivendo o pior momento de sua vida e pediu ajuda “de quem puder estender a mão”.

De acordo com o apelo, a autópsia no corpo de Gabriela Elorriaga Querino, que tinha 26 anos, deve terminar nesta segunda-feira (21). Gisele e sua filha, irmã de Gabriela, têm passagem marcada para esta terça-feira (22), mas ela acredita que não vai conseguir trazer a filha para ser sepultada no Brasil a tempo.

“Preciso desesperadamente de orientação e apoio para realizar o translado do corpo para o Brasil, para que ela possa ser velada e sepultada em solo brasileiro, perto dos irmãos, da família e de todos que a amam”, escreveu Gisele.

Ela afirma que não existe a menor possibilidade de deixar a filha para trás e pede encarecidamente que a ajudem a levar Gabriela para casa.

“Peço a quem entende de trâmites consulares, funerários ou translado internacional — ou a quem possa compartilhar este apelo — que me ajude. Preciso de acolhimento, orientação prática e solidariedade neste momento de dor profunda”, pede.

Gisele fez desabafo em redes sociais e pediu ajuda desesperadamente (Foto: Reprodução)

Na sexta-feira (18), Gisele publicou outra nota em suas redes sociais, em italiano. Na tradução feita pelo Tribuna, ela pede que respeitem o luto da família e parem com especulações e falsidades. Acusa pessoas de, sem saber, colocarem na boca da família e da vítima palavras que não procedem.

Ela expressou gratidão à família de Sean Michieli, que tinha 25 anos e também morreu no acidente. “Ele foi um rapaz de bem, que fazia a Gabriella sorrir e cuidava dela com todo o amor do mundo. Ambas as famílias estão sofrendo juntas por esta perda irreparável”, revela, encerrando a nota: “A única coisa de que precisamos agora é de silêncio, respeito e orações para podermos viver a nossa dor em paz.”

Itamaraty

Em nota enviada em 15 de setembro à redação do Tribuna, o Itamaraty informou que o Consulado-Geral do Brasil em Milão estaria em contato com autoridades locais e com a família, a quem tem sido prestada a assistência consular devida.

A nota também cita que, em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no Decreto 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não fornece informações sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros.

Mãe de Gabriela também publicou nota pedindo respeito à dor da família (Foto: Reprodução)

“Em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, as Embaixadas e Consulados brasileiros podem prestar orientações gerais aos familiares, apoiar seus contatos com o governo local e cuidar da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, tão logo terminem os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais”, diz a nota.

O Itamaraty encerra informando que o traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior ocorre somente em situações excepcionais. Após o pedido desesperado da mãe de Gabriela, o Tribuna pediu nova nota do Itamaraty a respeito da situação. Tão logo receba a informação, a matéria será atualizada.

Relembre o caso

O italiano Sean Michieli, de 25 anos, e sua esposa, a brasileira Gabriela, de 26, estavam em uma lancha navegando pelo canal de Veneza, na Itália, na madrugada de 12 de setembro. Eles seguiam para uma pescaria, atividade profissional de Sean.

A embarcação acabou colidindo contra um táxi aquático. Gabriela caiu nas águas do canal e desapareceu. Sean foi levado para um hospital, onde foi constatada sua morte cerebral. Ele morreu no dia 13 de setembro.

O corpo de Gabriela foi encontrado no dia 15 de setembro. A polícia italiana investiga se o condutor da lancha estaria navegando em velocidade acima do permitido. Também há relatos revelados pela imprensa italiana de que ele estaria sendo investigado e de que haveria suspeita de que estivesse embriagado e sob o efeito de entorpecentes. As investigações sobre o acidente náutico prosseguem.

Sean e Gabriela viviam juntos há dois anos, mas haviam se casado apenas há três meses. Ela se preparava para tirar licença de pesca e trabalhar ao lado do marido, de forma legal. A jovem chegou a engravidar em outubro do ano passado, mas perdeu a criança pouco depois.

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Texto original daqui