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Chuva exige cuidados contra o Aedes aegypti


No ano passado, Ribeirão Preto registrou 21.594 casos de dengue – além de 39.734 sob investigação –, contra 44.630 de 2024, queda de 51,62% e 23.036 ocorrências a menos. Os dados com informações consolidadas foram divulgados nesta quarta-feira, 16 de setembro.

A Secretaria da Municipal Saúde recebeu 7.760 notificações sobre pacientes com a doença em 2026. Segundo o Painel de Arboviroses, 380 casos foram confirmados, dois a mais que os 378 da semana passada. Entre janeiro e junho deste ano, equipes da pasta vistoriaram 313.760 imóveis e eliminaram 14.468 focos do mosquito, transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Em 2026, são 54 na região Central, 85 na Zona Leste, 88 na Norte, 70 na Sul e 81 na Oeste, além de dois sem identificação de distrito. O total de ocorrências 2026 é 98,23% inferior aos 21.455 do mesmo período do ano passado, 21.075 a menos.

Com a chegada do período de chuvas, a prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, orienta a população a adotar cuidados simples no dia a dia para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. A orientação da pasta é vistoriar os ambientes domésticos pelo menos uma vez por semana para eliminar água parada em qualquer recipiente, como pneus, vasos de plantas, calhas, baldes e garrafas.

Objetos no quintal que possam acumular água da chuva devem ser descartados ou guardados em local coberto. Caixas-d’água, tonéis e reservatórios também devem permanecer sempre tampados. “Com as chuvas, o ciclo de reprodução do mosquito se acelera. O combate ao Aedes aegypti só é efetivo com a participação de toda a população”, diz Luzia Márcia Romanholi Passos, subsecretária de Vigilância em Saúde.

“Uma vistoria no quintal e dentro de casa, uma vez por semana, já é suficiente para eliminar focos. Manter os ralos tampados quando não estão em uso também faz diferença”, afirma. A Gerência de Vigilância Ambiental em Saúde mantém um trabalho sistemático de campo, com bloqueios de criadouros, nebulização portátil, avaliações de densidade larvária e ações de mobilização aos finais de semana.

O município também opera 1.300 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), implantadas em 2025. A tecnologia utiliza o próprio mosquito para transportar o larvicida até outros criadouros durante seu deslocamento, ampliando a eficácia do controle.

Neste ano, são 68 casos de dengue em janeiro, 76 em fevereiro, 95 em março, 62 em abril, 37 em maio, 21 em junho, doze em julho e oito em agosto, quatro a menos e queda de 33,33%. Em comparação com os 34 do oitavo mês de 2025, são 26 a menos, baixa de 76,47%. Há um caso em setembro.

Nenhum óbito foi registrado até agora, contra onze do mesmo período de 2025. Neste ano, três vítimas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da doença e febre chikungunya – tem menos de um ano, 21 são crianças de 1 a 4 anos, 23 têm entre 5 e 9 anos, 49 de 10 a 19 anos, 159 de 20 a 39 anos, 85 casos de 40 a 59 anos e 40 idosos de 60 anos ou mais. Também já foram confirmados oito casos de febre chikungunya na cidade, quatro importados.

Ribeirão Preto fechou 2025 com onze mortes por dengue. Em 2024, foram 26 mortes – o maior em pelo menos dez anos (desde 2016), 189% acima dos 17 falecimentos de 2023. No ano passado foram 15 a menos, baixa de 57,69%. Desde 2013 já são 80 óbitos por dengue no município.

O total de casos de 2024 também representa a maior epidemia de dengue da história considerando o número de vítimas do mosquito Aedes aegypti. Supera em 27,36% o recorde de 35.043 registrado em 2016. São 9.587 a mais. Também soma 32.328 a mais que as 12.302 de 2023, aumento de 262,79%, segundo o Painel de Arboviroses da Secretaria Municipal da Saúde.

Em pouco mais de 16 anos, a cidade já registrou 227.469 casos de dengue.  Foram contabilizadas 316 ocorrências de febre chikungunya em 2024, onze importadas. Uma pessoa morreu. No ano anterior, foram 121, sendo 107 autóctones. Foram 208 em 2025, cinco importados (dados revisados), sem óbitos.

Wolbachia – Em nova frente de combate à dengue, ao zika vírus e à febre chikungunya, a prefeitura de Ribeirão Preto decidiu implantar, a partir de outubro, o Método Wolbachia, tecnologia que utiliza mosquitos Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia, capaz de dificultar o desenvolvimento dos vírus dentro do inseto.

A iniciativa é conduzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde e operada pela Wolbito do Brasil. Ribeirão Preto sediará um insetário responsável pela produção dos mosquitos utilizados no método e também abastecerá São Carlos, Araraquara e São José do Rio Preto.

Terá capacidade para a produção de um milhão de mosquitos inoculados com a bactéria por semana. Setecentos mil serão distribuídos na cidade e o restante irá para os outros três municípios.  A distribuição será feita durante 26 semanas em 16 bairros das zonas Norte e Oeste, alcançando mais de 141 mil moradores.

O custo do projeto para o município é de R$ 4 milhões, sendo que metade será custeada pelo Ministério da Saúde e o restante pela prefeitura – R$ 2 milhões cada. A iniciativa é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Texto original daqui