Um ano e dois meses após subirem ao pódio da Copa Brasil, evento marcado pela presença de Hugo Calderano, os irmãos Ryan e Paloma Oliveira dão um novo passo na carreira. Aos 16 anos, Ryan disputa o WTT Youth Contender em Buenos Aires, competição oficial da ITTF marcada para o início de outubro. Enquanto o irmão mira o cenário mundial, Paloma, de 10 anos, coleciona medalhas no circuito nacional.
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Mesatenista de Ribeirão disputa torneio de nível mundial
Ao falar sobre a expectativa para a estreia na competição internacional, Ryan destaca o tamanho do desafio. O jovem atleta competirá nas categorias Sub-17, Sub-19 e Duplas Mistas Sub-19 do torneio.
“Eu acho que para mim, como é a minha primeira vez no circuito internacional, mundial vai ser uma experiência muito boa pra mim. Estou com grandes expectativas de fazer bons jogos e conseguir bons resultados.”
Ryan também comenta sobre o papel que ocupa atualmente na modalidade e destaca a importância de servir de exemplo.
“Eu penso que é muito interessante acreditar que eu sou uma referência, que eu posso influenciar as pessoas a treinarem no tênis de mesa, e com isso elas acabarem evoluindo no esporte. Eu acho muito legal também que eu que acabei influenciando a minha irmã a jogar, acabei inspirando ela, que sem mim eu acho que ela nunca teria começado o esporte.”

O atleta aponta sobre a mudança de perspectiva após o contato com o principal nome do país e o impacto do encontro.
“Desde quando eu encontrei o Calderano, mudou uma chave na minha cabeça, pensei que um dia eu poderia ser igual a ele. Ele me inspirou pra chegar onde estou, e eu quero chegar mais longe no esporte”.
Ryan faz questão de evidenciar o papel da família na trajetória como atleta.
“Eu queria agradecer minha família que me apoia muito e eu fico muito feliz quando eles me ajudam, acho isso tudo muito legal. Desde o começo, que o meu pai acabou criando um clube para que eu começasse a praticar o esporte. Desde quando ele proporcionou tudo o que eu tenho até hoje, foi muito importante para eu conseguir chegar no patamar do circuito mundial.”

Paloma, de 10 anos, mantém a sequência de resultados positivos no cenário nacional, que incluem um título jogando ao lado do irmão na Copa Brasil de duplas mistas e uma medalha de bronze no Brasileirão de duplas femininas sub-11.
Ao comentar sobre o clima de tensão e diversão nas disputas, Paloma descreve como lida com as partidas.
“É legal e também depende do jogo. Se for uma final posso estar mais nervosa porque aí é mais difícil e se for uma pessoa que eu já ganhei eu posso ficar mais tranquila.” Paloma aponta também os objetivos no futuro. “Meu sonho é sair do Brasil para jogar em outros países como o meu irmão.”
A mesatenista também relata a convivência nos ginásios e como aproveita o tempo entre uma disputa e outra, destacando os momentos de descontração. “Eu me divirto com as minhas amigas de times diferentes e cada menina que vem a gente chama para brincar.”

O planejamento da carreira dos jovens e a gestão de desempenho são coordenados pelo pai, Ricardo Oliveira, que atuou como atleta e trabalhou com estatística e antidoping em eventos esportivos internacionais. Ricardo destaca os conceitos por trás do trabalho multidisciplinar e o desafio de preparar os filhos para o alto rendimento.
“Gerenciar jovens no alto rendimento é um desafio essencialmente emocional e estrutural, mais do que técnico. O talento eles já têm ou desenvolvem rápido; o verdadeiro diferencial está em inteligência emocional, ajudando o atleta a encarar o erro como aprendizado e a ter paciência tática no jogo, em vez de depender apenas do talento bruto.”
Ao falar sobre a expectativa para o salto internacional e os investimentos necessários na modalidade, o pai e gestor reforça o objetivo familiar.
“Financeiramente, os custos sobem junto com o nível técnico e cada passo exige novos esforços. No entanto, proporcionar essa vivência transforma os paradigmas dos nossos filhos e esse é o verdadeiro legado que queremos deixar.”

Os treinamentos diários contam com o comando do técnico Wemerson Santos, integrando a estrutura que busca equilibrar o volume de competições de alto rendimento para Ryan na estreia internacional e a progressão lúdica para Paloma.
Com as orientações recebidas dentro de casa, Paloma comenta sobre as principais lições que aprendeu com o pai e o irmão para encarar as competições.
“A lição mais importante que o meu pai e o meu irmão me ensinaram é que o saque tem que ser com efeito para o adversário não pegar, que o jogo tem que ser divertido e que eu não posso estar com uma cara de brava.” , conclui a jovem.

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