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O escritor, jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Zuenir Ventura, morreu aos 95 anos, nesta terça-feira, 22 de setembro. A morte foi confirmada pela família. Ele deixa a esposa, Mary Ventura, e dois filhos: Elisa e Mauro.
Zuenir nasceu no dia 1º de junho de 1931, no município mineiro de Além Paraíba. Aos 11 anos, mudou-se para Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro e, sem abandonar os estudos, ajudava seu pai – que era pintor – e chegou até a trabalhar como office boy.
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Queria ser professor e, ainda jovem, ganhou uma bolsa de estudos no colégio, em troca de dar aulas para as crianças do então primário. Aos 20 anos, se mudou para o Rio, onde cursou Letras Neolatinas na Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ).
Em 30 de outubro de 2014, foi eleito para a cadeira nº 32 da ABL, na sucessão do acadêmico Ariano Suassuna. No fim de 1969, realizou para a Editora Abril uma série de doze reportagens sobre Os anos 60 – a década que mudou tudo, posteriormente publicada em livro. Em 1985, foi convidado a reformular a revista Domingo, do Jornal do Brasil, onde ocupou depois outras funções de chefia.
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Em 1988, Zuenir Ventura lançou o livro 1968 – o ano que não terminou, cujas 48 edições já venderam mais de 400 mil exemplares. O livro serviu também de inspiração para a minissérie Os anos rebeldes, produzida pela TV Globo. O capítulo “Um herói solitário” inspirou o filme O homem que disse não, que o cineasta Olivier Horn realizou para a televisão francesa.
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