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Conta de luz não terá adicional

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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou, nesta sexta-feira, 25 de setembro, a volta da bandeira tarifária verde em outubro, sem custo adicional, após cinco meses de cobrança extra para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). A chegada do período de chuvas pesou na decisão.

De maio a setembro, vigorou no país a bandeira amarela, com adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kW/h) consumidos. De janeiro a abril, permaneceu verde, tendo vista as condições favoráveis à geração de energia no Brasil.

Segundo a Aneel, com o início da transição entre os períodos seco e úmido em parte das principais bacias hidrográficas do país, houve aumento do volume de chuvas nas regiões Sul e Sudeste, o que contribuiu para estabilizar o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas.

“Dessa forma, será possível reduzir o despacho das fontes mais onerosas para a geração, como as usinas termelétricas, o que evita a cobrança de custos adicionais na conta de energia do consumidor.”

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Porém, a possibilidade de El Niño neste segundo semestre, com seu efeito no aumento das temperaturas e redução das chuvas no Norte e Nordeste, reforça a perspectiva de bandeiras tarifárias mais caras ao longo do ano.

Em novembro e dezembro de 2025 vigorou a bandeira amarela, com taxa de R$ 1,885 a cada 100 kW/h consumidos. Antes, foram dois meses seguidos com a vermelha patamar 1 e cobrança adicional de R$ 4,463. Em agosto e setembro vigorou a vermelha patamar 2, com taxa máxima de R$ 7,877. Até novembro do abno passado foram sete meses consecutivos com cobrança extra.

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O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela agência reguladora em 2015, com intuito de sinalizar ao consumidor o custo real da geração de energia no país. Por outro lado, a medida também atenua os efeitos no orçamento das distribuidoras de energia.

A bandeira verde, quando não há cobrança adicional, significa que o custo para produzir energia elétrica está baixo. Em 2024, a bandeira amarela teve redução de 36,9%, passando de R$ 2,989 para R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh).

Já a bandeira vermelha 1 passou de R$ 6,500 para R$ 4,463, redução de 31,3%. E a bandeira vermelha 2 caiu de R$ 9,795 para R$ 7,877, diferença de 19,6%. Na série histórica, o maior período em que a bandeira tarifária ficou verde foi de abril de 2022 até julho de 2024.

Em abril, a conta de luz da CPFL Paulista ficou, em média, 12,13%mais cara. A concessionária atende cerca de 350.000 consumidores em Ribeirão Preto – são cerca de 5,12 milhões de clientes espalhados por 234 cidades do estado de São Paulo.

Na divisão por grupos de consumidores, os de alta tensão, como grandes indústrias e empresas, perceberão um efeito médio de 18,75%. Já os clientes conectados na baixa tensão a alta média será de 9,25%, enquanto os residenciais terão correção de 9,15%. As taxas são as maiores desde 2022, quando a conta de luz subiu, em média, 14,97%.

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Texto original daqui