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Doação de órgãos: Conversar em família pode transformar vidas

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O Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado neste domingo (27), é uma oportunidade para ampliar a conscientização sobre a importância da doação e estimular a conversa sobre o tema dentro das famílias.

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Segundo o médico Douglas Alexandre do Espírito Santo, coordenador do CTE (Centro de Trauma e Emergência) do Hospital Unimed Ribeirão Preto e membro da comissão interna e-DOT (Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes), o processo começa com a identificação de um potencial doador, geralmente um paciente em estado neurocrítico, internado em uma unidade de terapia intensiva e com suspeita de morte encefálica.

O médico explica que o diagnóstico de morte encefálica envolve uma série de testes realizados por profissionais qualificados e de equipes diferentes. Após a confirmação, a família é comunicada sobre o óbito e sobre a possibilidade de doação.

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“Nesse momento uma das coisas mais importantes e que mais influencia na decisão é o fato de você já ter conversado sobre isso com a sua família anteriormente. E é por isso que nós propomos a reflexão. Eu me considero um potencial doador? Eu gostaria de ser doador se me encontrasse nessa situação?”, diz o médico.

Foto: Pixabay

Doação de órgão e decisão

O momento da decisão ocorre em meio a uma situação de grande impacto emocional para os familiares. Ao mesmo tempo, a doação representa a possibilidade de beneficiar outras pessoas. “Lidar com morte cerebral e doação de órgãos é sempre um grande desafio, principalmente por ser um dos momentos mais delicados da vida de muitas pessoas. Além disso, também é uma oportunidade, porque um único doador pode beneficiar até oito vidas”, destaca.

De acordo com o médico, no Brasil, aproximadamente um terço dos potenciais doadores não se tornam doadores efetivamente por causa da recusa familiar. Por isso, a conversa prévia é fundamental para que a família conheça a vontade da pessoa e possa respeitá-la no momento da decisão.

“É importante que você converse com a sua família e deixe claro se você gostaria de ser doador de órgãos ou não. Nada paga aquilo que vivemos aqui, mas muita coisa ainda pode continuar em outras pessoas”, ressalta.

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Mães reclamam de falta de professores em escola de Ribeirão Preto; secretaria fala em ‘situações pontuais’

Doação
A EMEF Dom Luis do Amaral Mousinho – Imagem: Reprodução / Google

Mães de alunos da EMEF (Escola Municipal de Ensino Fundamental) Dom Luis do Amaral Mousinho, no bairro Campos Elíseos, zona Norte de Ribeirão Preto, reclamam da falta de professores e afirmam estar preocupadas com os impactos da situação no aprendizado dos filhos. A Secretaria Municipal de Educação fala em “situações pontuais” – veja o posicionamento completo abaixo.

Nesta quinta-feira (24), a prefeitura informou que a rede municipal de ensino vai passar a utilizar a PND como referência para seleção de professores da rede. Um edital de processo seletivo para formação de cadastro de reserva para eventual contratação de professores também foi publicado no DOM (Diário Oficial do Município).

Mães reclamam da falta de professores

Isabella Araújo, mãe de um aluno do 6º ano, afirma que a falta de docentes ocorre desde o início deste ano letivo. Segundo ela, a ausência dos professores estaria prejudicando principalmente o conteúdo que os estudantes deveriam aprender nesta etapa.

“Minha maior preocupação é o que tá afetando diretamente ao meu filho. Porque ele tá no sexto ano, é a base de algumas matérias agora para ter um ensino médio bom e ele não vai ter, porque ele tá perdendo essa base. Todos os dias faltam professores, alguns dias mais, outros menos”, diz.

De acordo com Isabella, nesta quinta-feira (24), por exemplo, a turma do filho não teria tido nenhuma das aulas previstas na grade. Ela afirma ainda que a situação não foi comunicada previamente aos responsáveis.

Doação
Foto: Divulgação

Lizandra Cristina de Araújo também tem um filho matriculado no 6º ano da mesma escola e relata estar preocupada com a situação.

“Até hoje eles [alunos] não têm professor de ciências”, afirma.

Lizandra diz que alguns professores estão afastados por motivos de saúde e, segundo ela, não foram substituídos. Com isso, os alunos ficam frequentemente sem aulas ou passam por constantes trocas de professores.

O que diz a Secretaria Municipal de Educação?

A Secretaria Municipal de Educação nega que o problema de falta de professores atinja todas as disciplinas e diz que são “situações pontuais” relacionadas à rotina da unidade. A pasta ainda informou que o caso é acompanhado pela equipe gestora e pela secretaria com a adoção das providências necessárias para assegurar a continuidade do atendimento aos estudantes.

Veja a íntegra do posicionamento: 

A Secretaria Municipal de Educação informa que os estudantes do 6º ano da EMEF Dom Luis do Amaral Mousinho estão com o atendimento pedagógico assegurado em todas as disciplinas. Na de Ciências, o professor titular encontra-se temporariamente afastado, e as aulas estão sendo atendidas por professor substituto, garantindo a continuidade das atividades escolares. A Secretaria esclarece ainda que situações pontuais relacionadas à rotina da unidade são acompanhadas pela equipe gestora e pela Secretaria, com a adoção das providências necessárias para assegurar a continuidade do atendimento aos estudantes.

Doação
A EMEF Dom Luis do Amaral Mousinho – Imagem: Reprodução / Google

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