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O custo da cesta básica em Ribeirão Preto subiu, em média, 2,3% no mês de setembro de 2026 em relação ao mês anterior, de acordo com levantamento do Instituto de Economia Maurílio Biagi (IEMB) da Associação Comercial e Industrial da cidade (Acirp).
O valor médio passou de R$ 802,31, em agosto, para R$ 821,01, em setembro. A coleta de dados foi feita nos dias 16 e 17 de setembro.
Maiores altas
Entre as principais variações de preços observadas no período, destacaram-se as altas do tomate italiano (+11,6%) e da carne bovina (+2,2%), movimentos que responderam, em grande parte, pelo aumento do custo total da cesta básica na cidade.
De acordo com os analistas do IEMB-Acirp, a diferença de preço do tomate refletiu a menor disponibilidade após a intensificação da colheita em agosto e a transição da safra de inverno. Já a carne bovina, por sua vez, acompanhou a valorização do boi gordo e o aumento dos custos de reposição do rebanho, que pressionaram as margens dos pecuaristas.
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Produtos que registram queda
A farinha de trigo (-3,8%) e do café em pó (-2,9%) foram os produtos com maior redução no período analisado. Este último acompanha o recuo das cotações do grão. O IEMB informa, contudo, que as quedas apenas atenuaram parcialmente a subida do custo geral da cesta no mês.
Variação regional
A análise regional aponta diferenças relevantes nos preços praticados no município. A região Central, apesar de apresentar o maior custo médio da cesta (R$ 844,16), foi a única a registrar recuo no mês, de 1,67%.
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A região Oeste apresentou o menor valor médio (R$ 796,42), com alta de 0,6%. Nas demais regiões, observou-se variação de 9,65% na Norte (R$ 826,45), 1,28% na Leste (R$ 820,80) e 2,19% na Sul (R$ 828,52).
Orçamento
As carnes permaneceram como o principal componente do orçamento alimentar, respondendo por 43,25% do dispêndio total da cesta. Em seguida, destacaram-se frutas e legumes (24,93%), farináceos (18,81%), laticínios (6,34%), leguminosas (4,17%), cereais (1,72%) e óleos (0,78%).
No que se refere ao poder de compra, considerando o salário-mínimo bruto vigente de R$ 1.621,00 e o desconto de 7,50% referente à Previdência Social, o salário-mínimo líquido foi estimado em R$ 1.499,43.
Nessas condições, um trabalhador de média idade comprometeu cerca de 54,75% da renda mensal apenas com gastos alimentares em setembro. Nesse cenário, para adquirir a cesta básica, foram necessárias aproximadamente 120,46 horas de trabalho, o que representa acréscimo de 2,74 horas em relação a agosto.
Metodologia
A mensuração da cesta básica tem como referência as quantidades definidas no Decreto-Lei nº 399/1938, sem alteração dos itens ou das quantidades ao longo da série histórica. A composição dos grupos alimentares observa também as diretrizes do Decreto nº 11.936, de 5 de março de 2024, e dialoga com os padrões de consumo alimentar identificados na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE).
Sobre o IEMB
Criado em 1954, aniversário de 50 anos da Acirp, o IEMB surgiu com objetivo de reunir e divulgar estatísticas do município e da região. Em 1979, o departamento foi rebatizado em homenagem ao empresário Maurílio Biagi e segue oferecendo suporte para decisões estratégicas e entendimento da economia local. Atualmente é comandado pelo economista Nelson Rocha, economista-chefe do IEMB-Acirp e diretor presidente do BRP.
Sobre a Acirp
Fundada em agosto de 1904, a Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto (Acirp) é uma entidade representativa patronal centenária e uma das maiores associações comerciais do país, com cerca de 5 mil associados ativos. Atua em prol do desenvolvimento econômico e social da região, com iniciativas que estimulam a competitividade e a inovação. Oferece ainda uma série de serviços para melhoria da gestão empresarial, incluindo treinamentos e capacitações para profissionais e equipes.

