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‘Tem vício no Jogo do Tigrinho’, diz advogado de gerente presa por suspeita de desviar R$ 2 milhões

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A defesa de Vanessa Gonçalves Miranda, de 40 anos, ex-funcionária de um banco em Miguelópolis, no interior de São Paulo, afirma que ela tem vício em jogos de cassino online, incluindo o chamado “Jogo do Tigrinho”. A mulher foi presa preventivamente nesta segunda-feira (28), suspeita de participar de um esquema que teria desviado cerca de R$ 2 milhões de contas de clientes.

O que diz o advogado?

Segundo o advogado Laudemiro Neto, Vanessa também possui laudos de depressão e síndrome de burnout, condição relacionada ao esgotamento profissional. A defesa não informou quando os diagnósticos foram feitos nem se ela realiza tratamento. Os laudos também não foram apresentados.

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O advogado afirmou ainda que Vanessa trabalhava havia 12 anos na agência bancária. Segundo ele, a dependência em jogos teria relação com a situação investigada.

“Ela tem 12 anos de banco, e somente depois de 10 anos que aconteceu esse problema? Durante 10 anos ela dedicou sua vida ao banco, ficou doente e veio passar por esses problemas”, afirmou.

Laudemiro Neto disse que ainda não teve acesso ao processo e, por isso, não poderia se manifestar sobre todos os detalhes das acusações.

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Investigação

Vanessa e o companheiro dela, o dentista Adilson Coelho de Paula, de 56 anos, foram presos preventivamente na segunda-feira. Os dois são investigados por furto mediante abuso de confiança contra idosos e pessoas vulneráveis.

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Casal foi preso pela polícia nesta terça-feira (29), em Miguelópolis (Foto: reprodução)
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A Polícia Civil iniciou a investigação depois que clientes registraram boletins de ocorrência por movimentações que não reconheciam nas próprias contas.

Segundo a polícia, Vanessa teria usado a confiança dos correntistas para realizar saques, transferências, empréstimos e resgates de aplicações sem autorização dos titulares.

A decisão da Justiça que determinou as prisões aponta que as subtrações ultrapassam R$ 2,1 milhões. Os valores teriam sido movimentados entre 2024 e 2026.

Ainda segundo a investigação, Adilson tinha livre trânsito na agência e teria recebido parte dos valores. A decisão judicial cita que ele foi visto várias vezes saindo do banco com sacolas de dinheiro.

A Polícia Civil também apura indícios de lavagem de dinheiro. Conforme a investigação, parte dos valores teria sido distribuída em outras contas e destinada a casas de jogos e apostas.

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Foto: Reprodução/Redes sociais

Prisões

Adilson passou por audiência de custódia nesta terça-feira (29), teve a prisão mantida e foi encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Franca.

A defesa dele afirmou à EPTV que o dentista desconhece as acusações e não tem envolvimento com qualquer ilegalidade relacionada à investigação.

A decisão judicial também informa que Vanessa foi demitida pelo banco, mas que a movimentação dos valores investigados teria continuado mesmo após o desligamento dela.

O que diz o banco?

Em nota, o Santander afirmou que sua área de inteligência coopera com a Polícia Civil desde o início da investigação para apurar os fatos e responsabilizar os envolvidos.

O banco também informou que nenhum cliente terá prejuízo financeiro e que mantém sistemas de prevenção a fraudes para identificar e coibir desvios de conduta.

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