chances de ser chamado.
Os candidatos ao Senado por São Paulo aproveitaram as considerações finais do debate promovido pela EPTV, na noite desta quarta-feira (30), para reforçar propostas, falar sobre suas trajetórias e pedir votos aos eleitores.
O encontro foi o último debate entre os candidatos antes do primeiro turno das eleições, marcado para domingo (4).
Participaram Geraldo Ruffino (Podemos), Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Soninha Francine (Cidadania). André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP) também foram convidados, mas não participaram. Os dois haviam confirmado presença anteriormente, mas informaram que não poderiam comparecer por compromissos de campanha.
Mediado pelo jornalista da EPTV Jonatan Morel, o debate foi dividido em quatro blocos. Nos dois primeiros, os candidatos discutiram temas livres. No terceiro, os assuntos foram definidos por sorteio.
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O último bloco foi reservado às considerações finais. A ordem de participação dos candidatos foi definida por sorteio, e cada um teve dois minutos para fazer sua manifestação.
Leia também: Veja quem são os candidatos ao Senado por São Paulo nas Eleições 2026
chances de ser
chamado para entrevistas.
Veja o que cada candidato disse:
O que disse Marina Silva (Rede)
Marina Silva agradeceu à EPTV pela realização do debate, citou sua ligação com Campinas e São Carlos e afirmou que pretende, caso eleita, ajudar a manter políticas do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A candidata também citou temas como a isenção do Imposto de Renda, o Bolsa Família, o programa Pé-de-Meia e o fim da escala 6×1.
“Primeiro, eu quero agradecer a você, que nos acompanhou até agora, e parabenizar a EPTV por essa oportunidade que nos dá de fortalecer a democracia, para que a população do interior possa ouvir as nossas ideias, saber dos nossos legados e do que nós defendemos para São Paulo e para o Brasil.
Eu tive uma filha que se formou aqui em Campinas, fez sua formação jornalística aqui em Campinas. Tenho o meu suplente aqui de São Carlos, que tem um profundo conhecimento dessa região.
Também quero ser senadora por São Paulo e pelo Brasil por duas razões. Uma é ajudar o presidente Lula a manter o legado que ele vem construindo no Brasil. É no governo dele que pessoas que ganham até cinco salários mínimos não tiveram mais de pagar imposto. Foi também com ele que conseguimos tirar novamente o Brasil do Mapa da Fome, fazer o Pé-de-Meia para que os jovens possam permanecer no ensino médio e sonhar com uma vida melhor, inclusive com uma faculdade.
É no governo do presidente Lula que fizemos uma articulação no Congresso Nacional e que, na Câmara dos Deputados, eu pude votar para ter o fim da jornada 6×1, para que trabalhadores e trabalhadoras possam ter dois dias de descanso. Claro que respeitando as pequenas empresas para que elas tenham uma fase de transição.
Quero também ser senadora por São Paulo e pelo Brasil para trabalhar por homens e mulheres, crianças e jovens, empresários e trabalhadores, por todos aqueles que merecem que um senador da República possa ajudar a criar um novo ciclo de prosperidade que não deixe ninguém para trás, principalmente as mulheres e os homens que querem empreender.”

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O que disse Soninha Francine (Cidadania)
Soninha Francine destacou sua trajetória política e defendeu o aumento do repasse de recursos federais para São Paulo. A candidata afirmou que, apesar do tamanho da economia paulista, o estado também precisa de investimentos da União para financiar serviços públicos.
“Agradeço também aos profissionais da EPTV por nos proporcionar essa oportunidade, às candidatas e aos candidatos que compareceram mais uma vez.
Meu nome é Soninha Francine, fui vereadora em São Paulo por dois mandatos, exerci inúmeros cargos no Executivo municipal e estadual e agora quero ser senadora, entre outras coisas, para trazer mais recursos federais para o estado de São Paulo.
A gente ouve muitas vezes que São Paulo é o estado mais rico da Federação. Isso não quer dizer que esse seja o estado que mais dispõe de recursos para atender às necessidades da população. Quando você faz a conta da receita de impostos do estado de São Paulo dividida pelo número de pessoas que moram aqui, a gente fica ali em 11º lugar na receita per capita.
Então, é um estado em que, obviamente, o nosso orçamento é muito volumoso, mas as nossas despesas também são e, em função de uma sequência de governos muito bem-sucedidos, a gente tem equipamentos que são referência na América do Sul toda. O Instituto do Câncer, a Rede Lucy Montoro, são espetaculares. Vêm pessoas do continente africano procurar atendimento em saúde na rede do estado de São Paulo.
Então, nós precisamos, sim, de investimentos federais. O Brasil inteiro precisa desse recurso federal para que as pessoas não precisem abandonar tudo para trás. Vem a mãe com a criança sozinha morar aqui por causa de um atendimento em saúde, mas São Paulo também precisa de mais recursos.
O presidente Lula recentemente celebrou a realização de uma cirurgia robótica no Pará, cirurgia que São Paulo já faz, além de alguns outros estados, e o presidente anunciou R$ 50 milhões para fazer essa cirurgia no Brasil inteiro. Dá para dois equipamentos desse tipo de cirurgia.
Então, São Paulo é rico, sim. São Paulo tem o maior orgulho de atender pessoas do continente todo, mas São Paulo precisa de mais recursos federais.”

O que disse Geraldo Rufino (Podemos)
Geraldo Ruffino afirmou que pretende atuar de maneira independente no Senado e destacou sua trajetória profissional e pessoal. O candidato também mencionou a ausência de pessoas negras de São Paulo no Senado e pediu aos eleitores uma oportunidade no segundo voto.
“Olha, eu sou diferente, eu não tenho um grupo. Você vê, pela relação dos ausentes e pelo tamanho do grupo, a quantidade de partidos envolvidos para formar um grupo. Eu não pertenço a grupo nenhum, eu só estou com o Podemos. Eu tenho liberdade para ter o meu gabinete e fazer pelo povo. Eu sou o povo e vou representar o povo.
Então, eu só quero uma oportunidade. Se você já fez uma escolha, para os presentes e mesmo para os ausentes, se você já fez uma escolha, me dê uma oportunidade de segundo voto. Eu vou estar na cadeira do povo no Senado e provar para você que é possível mudar esse cenário que nós estamos vendo hoje, que é sempre mais do mesmo.
Vai e volta, mais promessa e começa de novo, troca de cadeira, muda de endereço e nós temos o mesmo resultado. Precisamos mudar as escolhas para melhorar o resultado. Então, eu só preciso de uma oportunidade. Tem dois votos, me dê o segundo.
Agora, eu tenho um comentário que eu quero fazer. Quando se fala em grupo político, vai para lá, vem para cá, essa coisa de credibilidade. Essa semana, para a minha surpresa, eu não sou de vitimismo, vim da favela, perdi a mãe cedo, mas eu venci. Venci na CLT por 14, 15 anos, venci gerando emprego e agora eu vou vencer atendendo às pessoas, porque eu entendo que alguém precisa fazer isso.
Mas, essa semana, eu fui surpreendido por alguém que disse que não era possível, que faz 100 anos que não tem um negro de São Paulo no Senado e que isso não era possível. Se há 100 anos não tem um, não é agora que ia ter.
Cara, mas eu sempre prezei pela minha credibilidade e pelo meu caráter. Pediram para eu apoiar um grupo. Desisti de apoiar um grupo enquanto era tempo. Eu comentei com o meu filho. Meu filho me falou uma frase de um cara que eu admiro muito, chamado Mano Brown, dos Racionais. Ele disse o seguinte: ‘Ri, pode rir. Mas olha, vocês podem rir e continuem rindo, mas não desacreditem’. Não desacreditem.”

O que disse Simone Tebet (PSB)
Simone Tebet destacou sua experiência em cargos públicos e citou como prioridades o combate à corrupção, a segurança pública, a proteção às mulheres e a regionalização da saúde. A candidata também afirmou que pretende manter o gabinete aberto para representantes dos 645 municípios paulistas.
“Agradecendo à EPTV e aos candidatos e candidatas, eu gostaria de me dirigir a você. Estamos, este ano, na eleição mais importante da história de nossas vidas e temos uma escolha a fazer.
De um lado, quem gosta de gente, quem cuida das pessoas, quem defende o trabalhador com o fim da escala 6×1, sem redução de salário, mas protegendo o pequeno e médio negociante e comerciante. Quem cuida do SUS fortalecido, quem cuida das pessoas na saúde, na educação, na segurança pública.
De outro, homens, homens que não têm, muitas vezes, a coragem de vir expor as suas ideias, porque sabem e sabiam que seriam muito questionados pelas escolhas, muitas vezes não éticas, que fazem.
Eu fui prefeita, deputada, vice-governadora, senadora e ministra. Tenho coragem, tenho experiência, tenho vontade e sei o quanto o Brasil e São Paulo precisam, neste momento, de todos nós.
Tenho pautas muito claras. Combate à corrupção, doa a quem doer, seja ministro do Supremo Tribunal Federal, seja chefe do Executivo, seja um parlamentar.
Segundo, e tão importante, segurança pública. Lugar de bandido é na cadeia, trabalhando e estudando, de preferência as duas coisas. Trazer recursos para a segurança pública do estado, numa integração das polícias e especialmente protegendo as mulheres, com delegacias abertas 24 horas por dia, sete dias por semana.
E regionalização da saúde. Não é mais possível que nós não tenhamos nas regiões toda a média e alta complexidade.
Para isso, eu preciso do seu voto. Sou do interior, fui prefeita, sei as dores do interior. Quero abrir o meu gabinete para os 645 municípios, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e sociedade civil.
Preciso do seu apoio, preciso do seu voto, preciso da sua família. Vamos voltar a ter orgulho dos nossos senadores. Sou Simone Tebet, candidata ao Senado.”

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