chances de ser chamado.
A disputa pelas 70 vagas de São Paulo na Câmara dos Deputados envolve um colégio de 34.104.226 eleitores aptos a votar nas Eleições 2026. Mesmo com o peso desse eleitorado, não há um número fixo de votos para garantir a vaga em Brasília. A definição de quem conquista a cadeira depende do sistema proporcional, que une os votos dados aos candidatos com os votos direcionados à legenda partidária.
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Nesse modelo, o voto dado a uma pessoa também vai para a conta do partido ou da federação partidária à qual ela pertence.
Como funciona o Quociente Eleitoral
O primeiro dado para saber quem assume uma cadeira é o quociente eleitoral, que indica o preço de cada vaga na Câmara. A conta é feita da seguinte forma:
não ser chamado
para entrevistas?
para passar nos filtros ATS, Gupy e LinkedIn.
- A Justiça Eleitoral soma todos os votos válidos apurados no estado (excluindo brancos e nulos).
- Esse número final é dividido pelas 70 cadeiras paulistas.
Se o estado registrar, por exemplo, 21 milhões de votos válidos para o cargo de deputado federal, cada vaga custará 300 mil votos. Essa é a marca inicial que um partido ou federação precisa atingir para ter direito à primeira cadeira direta.
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Quociente Partidário e distribuição das sobras
chances de ser
chamado para entrevistas.
Com o quociente eleitoral definido, calcula-se o número de vagas de cada agremiação:
1. Quociente Partidário: divide-se o total de votos recebidos pelo partido ou pela federação pelo valor de cada vaga. O número inteiro resultante dessa conta é a quantidade de cadeiras imediatas da legenda.
2. Distribuição das sobras: nem todas as 70 vagas são preenchidas nessa primeira etapa. As cadeiras restantes passam pela regra das médias, dividida em etapas:
- Primeiro entram partidos que alcançaram ao menos 80% do quociente eleitoral, desde que tenham nomes com pelo menos 20% dessa marca em votos próprios.
- Depois, as vagas ainda em aberto são distribuídas entre todas as legendas do pleito.
Exigência individual: a barreira dos 10%
Receber os votos transferidos pela legenda não garante posse a qualquer candidato da lista. Desde 2015, a lei exige que o candidato atinja, sozinho, pelo menos 10% do valor do quociente eleitoral em votos nominais. Em um cenário em que a vaga custe 300 mil votos, quem não conseguir ao menos 30 mil votos não assume, mesmo que o partido tenha direito à cadeira.
O papel do puxador de votos
A soma de todos os votos de uma mesma chapa gera o efeito do puxador de votos. Segundo o cientista político Murilo Medeiros, da Universidade de Brasília (UnB), os eleitores no Brasil costumam votar pela figura do candidato, e não pelo programa da sigla.
Por conta disso, os partidos buscam celebridades, figuras religiosas e influenciadores digitais conhecidos pelo público. Esses nomes funcionam como locomotivas eleitorais: ao receberem votações acima da média, eles ajudam a atingir o quociente e puxam para a Câmara outros candidatos do mesmo partido que tiveram menos votos, desde que atinjam a barreira dos 10%.
Com informações Agência Câmara




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