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TJSP mantém júri popular para Elizabete e seu filho

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Desembargadores mantiveram sentença de juiz de Ribeirão Preto, e advogados garantem que vão recorrer a instâncias superiores



| Por: Adalberto Luque |

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou o recurso apresentado pelas defesas de Elizabete Eugênio Arrabaça, de 68 anos, e de seu filho, o médico ortopedista Luiz Antônio Garnica, de 38. A decisão dos três desembargadores que apreciaram o caso foi tomada no início da tarde desta quinta-feira (1º), na sede do órgão, na Capital.

Com a decisão, fica mantida a sentença do juiz José Roberto Bernardi Liberal, da 2ª Vara do Júri e das Execuções Criminais de Ribeirão Preto, que pronunciou mãe e filho e determinou que sejam levados a júri popular pela morte da professora de pilates Larissa Talle Leôncio Rodrigues.

Bruno, advogado de Elizabete, defende que a idosa seja impronunciada por não haver provas concretas contra ela (Foto: Alfredo Risk)
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A defesa de Elizabete, representada pelo advogado Bruno Corrêa Ribeiro, sustentava a fragilidade das provas contra ela, principalmente dos registros de acesso ao prédio onde Larissa morava. Para a defesa, os controles não demonstrariam que somente Elizabete esteve no apartamento no período considerado pela investigação.

Já o advogado Júlio Mossin, que defende Luiz Antônio Garnica, questionava a validade das provas obtidas a partir da apreensão de celulares e computadores do médico. Também sustentava que Garnica não teria motivo para matar a esposa e que não teria obtido benefício com a morte. A defesa do médico ainda apontava Elizabete como responsável pelo crime.

Júlio Mossin, advogado de Garnica, sustenta que seu cliente aponta a mãe como única autora do feminicídio de Larissa (Foto: Alfredo Risk)

O promotor de Justiça Marcus Túlio Alves Nicolino defendeu a manutenção da pronúncia. Segundo ele, os registros do edifício confirmam a presença de Elizabete no apartamento e há outros elementos que apontariam para a participação de Luiz Antônio, incluindo questões patrimoniais e afetivas. De acordo com o representante do MP, o médico estava em outro relacionamento e comprometeria seu patrimônio caso se divorciasse de Larissa.

Bruno Corrêa Ribeiro e Júlio Mossin aguardavam a publicação do acórdão com a decisão dos desembargadores e afirmaram que vão recorrer a instâncias superiores. Com isso, segue indefinida a data do Tribunal do Júri.

O promotor Marcus Túlio Nicolino não tem dúvidas de que mãe e filho são autores da morte da professora de pilates (Foto: Alfredo Risk)

Relembre o caso

Larissa morreu em 9 de março de 2025. As investigações apontaram suspeitas sobre a participação de Elizabete e Luiz Antônio, que eram sogra e marido da vítima. Após exames toxicológicos, o Instituto de Criminalística apontou que a jovem morreu envenenada pela substância popularmente conhecida como “chumbinho”.

A filha de Elizabete e irmã de Luiz, Nathalia Garnica, também morreu em fevereiro de 2025. O caso passou a ser investigado após a apuração da morte de Larissa. Após a exumação, também ficou constatado que a morte foi causada por envenenamento com “chumbinho”. A mãe da vítima foi a única denunciada neste caso.

Na terça-feira (29), a Justiça de Pontal decidiu levar Elizabete a júri popular pela morte de Nathalia. A data ainda não foi marcada. A defesa da idosa já recorreu da decisão. Ela também é ré por tentativa de homicídio contra a amiga Neuza Ghiotto.

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Texto original daqui