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Caso do açaí envenenado: Justiça decide que mulher vai a júri popular em Ribeirão Preto

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A Justiça de Ribeirão Preto decidiu levar a júri popular Larissa de Sousa Batista, acusada de tentar matar o companheiro, Adenilson Ferreira Parente, colocando veneno em um copo de açaí. A decisão manteve a prisão preventiva da ré.

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Copo de açaí envenenado

O caso aconteceu no dia 5 de fevereiro. Segundo o processo, a vítima ingeriu o produto e começou a passar mal cerca de uma hora depois. Adenilson apresentou insuficiência respiratória grave, precisou de intubação e permaneceu cinco dias internado em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). 

A perícia laboratorial da polícia constatou no alimento resíduos de terbufós, princípio ativo utilizado na fabricação de inseticidas de alta toxicidade. Larissa nega que tenha colocado a substância no copo de açaí.

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Pedidos da defesa foram negados

Na ação, a advogada de Larissa solicitou a absolvição sumária, a impronúncia (quando o juiz encerra o processo por falta de provas) ou a desclassificação do crime para lesão corporal de natureza grave.

O tribunal rejeitou todas as solicitações por entender que há indícios suficientes para a continuidade da ação penal. Entre os elementos apontados na decisão estão registros de câmeras de segurança e a constatação de que a acusada restaurou o próprio aparelho celular para as configurações de fábrica na mesma data em que a polícia realizou buscas.

Julgamento

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Com a decisão, Larissa vai a julgamento no Tribunal do Júri por tentativa de homicídio com quatro qualificadoras:

  • Emprego de veneno
  • Uso de meio cruel
  • Dissimulação
  • Recurso que dificultou a defesa da vítima

A mulher permanece presa na Penitenciária Feminina de Mogi Guaçu, onde deu entrada em 15 de abril de 2026. A decisão de envio ao júri popular ainda comporta recurso por parte da defesa.

Com informações Eudis Filho/Rádio CBN Ribeirão

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