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Uma brincadeira em um circuito de kart de shopping no Centro de Ribeirão Preto marcou o início de uma carreira promissora no automobilismo regional. Aos 13 anos, o jovem piloto Eduardo Gabbiadini, conhecido nas pistas como Du Gabbiadini, vem chamando a atenção no circuito paulista.
Recentemente, o garoto cravou a pole position, fez as voltas mais rápidas e subiu ao pódio como 2º colocado da 9ª etapa da categoria F4 Júnior no Campeonato San Marino, em Paulínia. No entanto, nos bastidores das corridas, existe uma estrutura familiar, composta por pai, mãe e duas irmãs, que enfrenta desafios diários para manter vivo o sonho do piloto ribeirão-pretano.
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Do lazer no shopping ao automobilismo profissional
O primeiro contacto de Du com a velocidade ocorreu no Itália Kart, em Valinhos, seguido por treinos e brincadeiras no circuito indoor de um shopping, em Ribeirão Preto. Rapidamente, o talento do garoto chamou a atenção de profissionais da área, o que levou a família a dar passos mais ousados, incluindo uma semana de testes na Itália em 2025.
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Segundo a mãe de Du, Maria Isabel Ayrosa, o automobilismo surgiu há cerca de dois anos como uma forma natural de canalizar a energia do filho.
“O Du sempre foi um menino cheio de energia, curioso e muito determinado. O automobilismo entrou na vida dele por acaso e acabou por se tornar uma maneira de transformar toda essa energia e determinação em algo que ele realmente ama fazer”, conta a mãe.
Para o pai, Sergio Gabbiadini, a rápida transição da brincadeira para a competição exigiu um esforço de adaptação e apoio incondicional.
“Eduardo é um garoto dedicado e determinado. Em semanas de treinos ele fica muito focado, e eu observo que ele fica bem tranquilo e curte bastante. Em dias de provas, apenas oramos juntos e não conversamos sobre corrida. Ficamos na torcida e deixamos o resto por conta dele e da equipe Veiga Motorsport”, relata o pai.

Apoio familiar e os desafios do esporte na região
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A rotina de uma família com três filhos de 13, 12, 10 anos (Du e as irmãs Bia e Marina), exige organização para conciliar a vida escolar e a convivência familiar com a rotina de treinos e viagens. Segundo a mãe, a escola e a formação pessoal mantêm-se como prioridades.
“O kart exige muita dedicação de toda a família. Procuramos organizar tudo para que ele consiga conciliar as responsabilidades escolares com os compromissos nas pistas, sem deixar de viver as experiências próprias da idade com os amigos e as irmãs”, explica.

Além da gestão do tempo, os custos do esporte representam um desafio constante. O pai ressalta a falta de incentivo ao automobilismo de base em Ribeirão Preto e as alternativas encontradas pela família para custear as competições.
“Ribeirão Preto já foi palco do kartismo, mas hoje não há mais nenhum tipo de incentivo. O esporte é extremamente caro. Para a Copa do Brasil, no Maranhão, produzimos e vendemos camisas para pagar parte dos custos. Para o Campeonato Brasileiro deste ano, em Birigui, estamos fazendo uma rifa de um celular novo”, revela o pai.
A mãe acrescenta que ver o filho representar a cidade natal traz orgulho, mas também o desejo de ver o esporte valorizado localmente.
“Ver um menino de apenas 13 anos a representar a nossa cidade em competições tão disputadas é muito especial. A nossa cidade já contou com um kartódromo importante, que infelizmente está desativado, e seria maravilhoso ver esse espaço recuperado, oferecendo oportunidades para outros jovens.”


Emoções, lições e foco na decisão da temporada
Para os pais, o amadurecimento emocional do piloto diante dos imprevistos de prova e das frustrações é a maior conquista desta jornada.
“O automobilismo é um esporte maravilhoso, mas também pode ser muito duro. Às vezes, uma corrida inteira é definida por um pequeno detalhe, algo que foge completamente do controle do piloto. E, para um menino de 13 anos, lidar com essas frustrações nem sempre é fácil. Nessas horas, meu papel como mãe é lembrá-lo de que ele é muito maior do que qualquer resultado.”, afirma a mãe.
O pai conclui que além do esporte, o mais importante é que o jovem seja feliz realizando o que gosta.
“O Eduardo é extremamente melhor do que eu nesses aspectos [de pressão], eu aprendo com ele! O nosso sonho é vê-lo feliz e que continue determinado para o objetivo que alçar, dentro e fora das pistas”, acrescenta o pai.
Com o pódio conquistado em Paulínia, o piloto foca agora na reta final da temporada de 2026. A programação inclui a 5ª Etapa do Circuito Paulista no dia 24 de outubro, a Super Final do Campeonato San Marino no dia 7 de novembro e a disputa do Campeonato Brasileiro de Kart, em Birigui, entre 23 e 28 de novembro.



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