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‘Vovó do Veneno’: Elizabete Arrabaça, acusada de envenenar nora e filha, estará em livro de Ullisses Campbell

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Elizabete Arrabaça, acusada de envenenar e matar a nora, Larissa Rodrigues, e a própria filha, Nathália Garnica, será uma das personagens retratadas no livro “Tremembé Vol. 2”, do jornalista e escritor Ullisses Campbell – saiba mais logo abaixo.

Com lançamento previsto para dezembro deste ano, a obra dará continuidade às histórias de presos anônimos e famosos no complexo penitenciário de Tremembé, no interior de São Paulo, conhecido por abrigar detentos envolvidos em crimes de grande repercussão nacional.

Entre os casos retratados está o de Mizael Bispo, ex-policial condenado pelo assassinato da ex-namorada Mércia Nakashima, em 2010, e o de Mateus da Costa Meira, que matou três pessoas e feriu outras quatro em um ataque a tiros em um cinema de São Paulo, em 1999.

A obra também aborda o caso do ex-jogador Robinho, condenado na Itália a nove anos de prisão por estupro coletivo, em 2013.

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Médico Luiz Antônio Garnica e sua mãe, Elizabete, suspeitos de envolvimento na morte da professora de pilates Larissa Rodrigues – Foto: Redes sociais

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‘Vovó do Veneno’

Em seu perfil no Instagram, Campbell começou a revelar os personagens que farão parte da obra. A primeira apresentada foi Elizabete Arrabaça, moradora de Ribeirão Preto e uma das figuras centrais do novo livro.

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Segundo o escritor, a mulher, de 69 anos, ficou conhecida entre os detentos de Tremembé como “Vovó do Veneno”.

“Viciada em jogos e mergulhada em dívidas com agiotas, recorreu ao chumbinho para matar em série e conseguir dinheiro”, escreveu o jornalista ao descrever Elizabete.

Campbell também afirma que Elizabete “mantinha uma foto toda trabalhada no Photoshop” em seu perfil em três aplicativos de paquera e sempre frequentava os melhores salões de cabelereiro de Ribeirão Preto.

“Quando entrou numa espiral de dívidas, começou a dar calotes nos cabeleireiros e passou a tingir os cabelos em casa, com tinturas baratas. A situação financeira se agravou a ponto de ela não ter dinheiro sequer para fazer compras no supermercado ou abastecer o carro”.

Arrabaça está presa em Tremembé desde 20 de agosto de 2025 e aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri, sob acusação de envolvimento nas mortes da nora e da filha.

Relembre o caso

Larissa Rodrigues, de 37 anos, morreu em 22 de março de 2025. Ela foi encontrada por familiares no apartamento onde vivia com o marido, o médico Luiz Antônio Garnica, no Jardim Botânico, na Zona Sul de Ribeirão Preto.

Exames identificaram chumbinho no organismo da professora de pilates, e as investigações apontaram que ela teria recebido o veneno desde o início daquele mês.

Segundo a acusação, Larissa havia descoberto que o marido mantinha um relacionamento extraconjugal e, por esse motivo, teria manifestado o interesse no divórcio.

A Polícia Civil e o Ministério Público suspeitam que Luiz Antônio tenha planejado o crime com a ajuda da mãe, Elizabete Arrabaça. Ela também é acusada de envolvimento na morte da própria filha, Nathália Garnica, encontrada morta em Pontal, em março de 2025.

A investigação aponta que Nathália também foi envenenada com chumbinho. Elizabete e Luiz Antônio devem ser julgados pelo Tribunal do Júri pela morte de Larissa. No caso de Nathália, Elizabete Arrabaça também teve o julgamento pelo júri popular determinado pela Justiça.

As datas dos julgamentos ainda não foram definidas. Vale lembrar que os processos relacionados às duas mortes tramitam separadamente porque os crimes ocorreram em cidades diferentes.

O que diz a defesa dos acusados?

A defesa de Elizabete Arrabaça afirma que ela é inocente e considera frágeis as provas apresentadas no processo. A advogada também afirma que Elizabete Arrabaça não acusa o próprio filho pelo crime.

Já a defesa de Luiz Antônio Garnica sustenta a inocência do médico e questiona a legalidade de parte das provas reunidas durante a investigação. Segundo os advogados, policiais coletaram alguns elementos sem um mandado de busca e apreensão válido. Garnica, por sua vez, acusa a própria mãe de cometer o crime.

Em relação a Nathália, a defesa de Elizabete Arrabaça também nega qualquer envolvimento no crime. A defesa ainda pode recorrer da decisão que determinou o encaminhamento do caso ao Tribunal do Júri.

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