Avançar para o conteúdo

Trabalhadores do comércio de Ribeirão Preto comemoram fim da escala 6×1

Arte B — 970x250
Só restam 3 vagas
Aumente suas
chances de ser chamado.
Reestruturamos seu currículo para passar nos filtros ATS, Gupy e LinkedIn.
+500 clientes em 2026
Quero minha análise
Resposta em 1h · Sem compromisso


A aprovação da proposta que encerra a escala 6×1 foi comemorada pelos trabalhadores do comércio em Ribeirão Preto. A medida, aprovada pelo Senado na noite de quarta-feira (14), põe fim ao modelo em que o trabalhador cumpre seis dias de serviço para ter apenas uma folga semanal.

Receba notícias do acidade on Ribeirão no WhatsApp e fique por dentro de tudo! Basta acessar o link aqui!

Leia mais:
Mutirão em Ribeirão Preto oferece 500 vagas de emprego com salários de até R$ 3,8 mil

O Sincomerciários, entidade que representa a categoria na cidade, se manifestou a favor da mudança nas regras de trabalho. O projeto estabelece o encerramento do regime atual e determina a diminuição do limite semanal de 44 para 40 horas, sem corte nos salários dos funcionários.

Arte A — 300x250
Só restam 3 vagas
Cansado de
não ser chamado
para entrevistas?
Reestruturamos seu currículo
para passar nos filtros ATS, Gupy e LinkedIn.
+500 clientes satisfeitos em 2026
Quero ser chamado
Resposta em até 1h · Sem compromisso
Consultoria de Recolocação · (16) 99126-8411

Segundo a presidente do sindicato, Regina Pessoti, a rotina com apenas uma folga semanal reduz as horas destinadas à convivência familiar, ao descanso e aos cuidados com a saúde. A entidade defende que a mudança traz mais equilíbrio entre a atividade profissional e o tempo pessoal.

“Defender o fim da escala 6×1 é defender o direito dos trabalhadores de terem mais tempo para a família, para a saúde e para a vida. Trabalhar é fundamental, mas viver também é um direito. O trabalho precisa garantir dignidade e respeitar o tempo de quem trabalha”, afirma a presidente.

A entidade também informa que vai acompanhar as etapas seguintes da tramitação da medida, com foco na adaptação das empresas, na manutenção dos postos de trabalho e no cumprimento dos direitos contratuais da categoria na cidade.

Lojistas apontam reflexos

Arte B — 300x250
Só restam 3 vagas
Aumente suas
chances de ser
chamado para entrevistas.
Reestruturamos seu currículo para passar nos filtros ATS, Gupy e LinkedIn.
+500 clientes satisfeitos em 2026
Quero minha análise
Resposta em até 1h · Sem compromisso
Consultoria de Recolocação · (16) 99126-8411

Já o Sincovarp, que representa os lojistas, afirma que o fim da escala 6X1 pode desorganizar as escalas de trabalho de diversos setores e elevar os preços de produtos e serviços, encarecendo a cesta de consumo das famílias e aumentando a informalidade.

Na avaliação das Entidades, a redução da jornada laboral é uma discussão legítima, mas seus reflexos no mercado de trabalho, na atividade econômica e na segurança jurídica não foram analisados com a profundidade que o tema exige, muito em razão do período eleitoral no qual tramitou.

“[…] não é racional estipular um único modelo de escala de trabalho para todo o País. No Comércio, que reúne atividades bastante diversificadas, com diferentes horários de funcionamento e necessidades de atendimento, por exemplo, os efeitos serão particularmente nocivos”, afirma a entidade em comunicado.

O Sincovartp aponta que estimativas da FecomercioSP indicam que a redução da jornada para 40 horas semanais poderia elevar os custos nacionais com pagamentos em aproximadamente R$ 158 bilhões. “Os impactos, porém, vão além do aumento do custo da hora trabalhada e envolvem a reorganização das equipes e a manutenção do atendimento ao consumidor”.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ribeirão Preto e região por meio do WhatsApp do acidade on Ribeirão: (16) 99117-7802.

Fim da escala 6×1: veja quando começa e o que muda com a redução da jornada de trabalho

A proposta que acaba com a escala 6x1 estabelece regras de transição, exceções para algumas categorias e mudanças na distribuição das horas trabalhadas
A proposta que acaba com a escala 6×1 estabelece regras de transição, exceções para algumas categorias e mudanças na distribuição das horas trabalhadas. (Foto: Agência Senado)

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua por seis dias consecutivos e tem um dia de descanso. Com a mudança, a jornada passaria a ser organizada em cinco dias de trabalho e dois de descanso por semana, sem redução salarial.

O texto também prevê a redução da jornada semanal máxima das atuais 44 horas para 40 horas. A PEC deverá seguir os trâmites legislativos previstos antes de entrar em vigor. Em Ribeirão Preto algumas empresas já havia iniciado o modelo de trabalho 5×2 (leia mais aqui).

Levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que o fim da escala 6×1 e a redução da jornada máxima para 40 horas semanais podem beneficiar 26,8 milhões de trabalhadores.

Esse total reúne 22 milhões de trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. O estudo foi elaborado com base em dados de 2025 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A proposta que acaba com a escala 6x1 estabelece regras de transição, exceções para algumas categorias e mudanças na distribuição das horas trabalhadas

Fim da escala 6×1: quando as novas regras passam a valer?

De acordo com o texto, 60 dias após a promulgação da emenda constitucional, as empresas deverão garantir a escala 5×2 e reduzir a jornada semanal de 44 para 42 horas.

Caso a PEC seja promulgada ainda em outubro, as primeiras mudanças poderão entrar em vigor em dezembro de 2026, conforme o cronograma previsto na proposta.

Após essa primeira redução, a jornada semanal cairá de 42 para 40 horas, completando a transição em 14 meses.

A exceção se aplica aos trabalhadores terceirizados da administração pública, que terão um prazo de transição diferenciado.

Veja as regras de transição da PEC

  • Adoção da escala de cinco dias de trabalho e dois de descanso, após 60 dias da promulgação;
  • redução da jornada semanal de 44 para 42 horas, após 60 dias;
  • redução da jornada de 42 para 40 horas semanais, mantendo a escala 5×2, ao final de 14 meses.
trabalhadores

Como será feito o cálculo das horas de trabalho?

Durante o período de transição, entre o segundo e o 14º mês após a promulgação, o empregador deverá distribuir as horas de trabalho ao longo da semana, respeitando os limites previstos no texto.

Caso as 42 horas semanais sejam divididas igualmente pelos cinco dias de trabalho, a jornada será de oito horas e 24 minutos por dia.

Concluída a transição, a jornada máxima será de oito horas diárias e 40 horas semanais, distribuídas em cinco dias de trabalho. A realização de horas extras deverá observar as regras legais aplicáveis.

A proposta também prevê que uma lei complementar posterior poderá estabelecer medidas transitórias para reduzir os impactos da mudança sobre microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Haverá exceções à escala 5×2?

O texto permite, excepcionalmente, a adoção de um regime de compensação que resulte em uma escala diferente da 5×2, desde que haja previsão em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Nesses casos, a compensação deverá ocorrer dentro do mesmo mês-calendário, garantindo ao trabalhador pelo menos um dia de descanso no período máximo de uma semana de trabalho.

Assim, a escala 6×1 poderá ser mantida em situações previstas em negociação coletiva, desde que sejam respeitadas as condições de compensação estabelecidas na proposta.

Ao final do mês, deverá ser garantida, em média, a concessão de dois dias de descanso remunerado por semana, conforme as regras previstas no texto.

Como fica a situação dos trabalhadores terceirizados do poder público?

A proposta estabelece uma regra de transição diferenciada para os trabalhadores terceirizados que prestam serviços à administração pública. A justificativa é evitar riscos de interrupção na prestação de serviços públicos essenciais executados por empresas terceirizadas.

Essas empresas terão prazo de 12 meses após a promulgação da emenda para adequar as jornadas de seus empregados às novas regras, em vez dos 60 dias previstos para os demais trabalhadores.

Os contratos alterados após 60 dias da promulgação deverão observar a nova jornada de trabalho estabelecida pela PEC.

Quem recebe salários acima de R$ 21 mil será afetado?

A proposta prevê que a redução da jornada diária não se aplique aos empregados com diploma de nível superior e remuneração mensal igual ou superior a 2,5 vezes o limite máximo dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Com base no valor informado no texto original, esse limite corresponde a R$ 21.188,87.

Nesses casos, a redução da jornada poderá ocorrer por iniciativa do empregador ou se estiver prevista em acordo ou convenção coletiva de trabalho. Ainda assim, a proposta determina a adoção da escala 5×2 também para esses profissionais.

O post Trabalhadores do comércio de Ribeirão Preto comemoram fim da escala 6×1 apareceu primeiro em ACidade ON Ribeirão Preto.



Link para o texto original aqui