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Merenda pode ter causado intoxicação alimentar em escola

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Pelo menos 27 pessoas que comeram na unidade escolar da região apresentaram sintomas de intoxicação e caso é investigado



| Por: Adalberto Luque |

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Uma possível intoxicação alimentar que teria levado 27 pessoas a um hospital está sendo investigada em Pitangueiras, cidade da região metropolitana de Ribeirão Preto. A merenda escolar servida na Escola Estadual Maurício Montecchi pode ter causado o problema, que levou as pessoas a procurarem atendimento médico na Santa Casa da cidade.

Entre os afetados estão alunos e funcionários da unidade escolar. Os sintomas começaram a aparecer na noite de quarta-feira (14) e incluíram vômitos e diarreia. Todos receberam atendimento médico, foram medicados e liberados, sem necessidade de internação.

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A principal suspeita é de que a intoxicação tenha sido provocada por bombons de leite em pó preparados na própria escola e servidos como sobremesa. No mesmo dia, os alunos também comeram feijoada, mas a Vigilância Sanitária considera, inicialmente, mais provável a relação com os doces.

O chefe da Vigilância Sanitária de Pitangueiras, Lucas Santana, informou que uma equipe esteve na escola na manhã de quinta-feira (15) para inspecionar a cozinha e verificar as condições de armazenamento dos alimentos.

Segundo ele, o local estava limpo, sem acesso a insetos, com janelas teladas e portas adequadamente vedadas. Os produtos encontrados também estavam dentro do prazo de validade. A inspeção não identificou irregularidades aparentes nas condições estruturais e higiênico-sanitárias da cozinha.

Apesar disso, a causa da intoxicação ainda não foi determinada. A análise das amostras dos alimentos e da água utilizada no preparo das refeições deverá ajudar a esclarecer o que provocou os sintomas.

Amostras serão analisadas

De acordo com Santana, a escola mantém amostras dos alimentos servidos aos estudantes por quatro dias, conforme o protocolo de armazenamento adotado na unidade. O procedimento permite que o material seja analisado quando há suspeita de contaminação alimentar.

Uma empresa terceirizada contratada pelo Estado deverá recolher amostras dos alimentos e da água para encaminhamento a exames. Paralelamente, a Vigilância Sanitária também solicitará material para análise no Instituto Adolfo Lutz, em Ribeirão Preto.

A investigação deverá considerar outras possibilidades de contaminação, inclusive a origem dos ingredientes e da água utilizada no preparo. A Vigilância Sanitária também solicitou os atestados de saúde ocupacional das funcionárias responsáveis pela manipulação dos alimentos.

A suspeita de que os bombons tenham provocado o problema se deve, principalmente, aos relatos de que pessoas que comeram a feijoada não apresentaram sintomas, enquanto a maioria das que consumiram os doces teria passado mal. Houve, no entanto, relatos de pessoas que comeram os bombons e não tiveram reações.

Santana ressaltou que as diferenças nas reações individuais impedem uma conclusão neste momento. A confirmação dependerá dos resultados das análises laboratoriais.

Segundo o chefe da Vigilância Sanitária, não há registro anterior de ocorrência semelhante na Escola Estadual Maurício Montecchi. A inspeção também não apontou falhas aparentes na organização da cozinha que explicassem o episódio.

Investigação

O caso também é investigado pela Polícia Civil. A escola registrou um boletim de ocorrência, e a apuração deverá incluir a análise de amostras dos alimentos consumidos pelos estudantes.

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação, por meio da Unidade Regional de Ensino de Sertãozinho, lamentou o ocorrido e informou que a equipe gestora acionou os responsáveis pelos alunos e os serviços de atendimento médico assim que tomou conhecimento da situação.

A pasta informou ainda que os estudantes afetados receberam atendimento e orientação médica e que todos foram liberados. A Secretaria Estadual de Educação declarou estar à disposição das famílias e da sociedade enquanto as investigações prosseguem.

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Texto original daqui