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O Governo do Estado de São Paulo apresentou um plano de ações para combater os efeitos do fenômeno El Niño com previsão de R$ 29 bilhões em investimentos até 2029. Em Ribeirão Preto e cidades vizinhas, o foco das equipes municipais e estaduais está voltado principalmente para os períodos prolongados de seca, as fortes ondas de calor e o risco de aumento de casos de dengue, zika e febre amarela.
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A iniciativa faz parte do Plano Estadual de Resiliência às Mudanças Climáticas (PEARC), que reúne 181 ações integradas. A partir de outubro, entra em vigor a operação “São Paulo Sempre Alerta – Operação El Niño 2026/2027”, que substitui o antigo esquema de monitoramento apenas no período chuvoso e passa a funcionar de forma direta até o fim de 2027.
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Alerta para a saúde em Ribeirão Preto
Para a região de Ribeirão Preto, historicamente marcada por altas temperaturas e baixa umidade em determinados meses do ano, o impacto do El Niño traz preocupações diretas para o atendimento médico e a assistência à população.
O plano estadual de saúde foi montado junto aos 17 Departamentos Regionais de Saúde (DRS), incluindo a regional de Ribeirão Preto, com o objetivo de preparar hospitais, postos e unidades de pronto atendimento. Entre os pontos centrais para o município estão:
- Doenças transmitidas pelo mosquito: A combinação de episódios de chuva e dias de calor intenso favorece a proliferação do mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya, zika e febre amarela.
- Doenças por contato com água: Casos de temporais repentinos demandam resposta rápida para evitar infecções como leptospirose e doenças diarreicas.
- Remédios e vacinas: O governo estadual garante o envio de kits com 45 itens farmacêuticos básicos, além de soros e vacinas para atendimento imediato.
- Atendimento à distância: Uso de sistemas de telemedicina para orientar moradores que precisarem de consulta sem sair de casa durante alertas de calor.
Como vai funcionar a classificação de risco nos municípios
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Para orientar os moradores de Ribeirão Preto e do interior, a Defesa Civil do Estado criou um gabinete fixo que reúne órgãos estaduais, bombeiros, policiais e empresas de energia elétrica, saneamento e gás.
Diariamente, o Centro de Gerenciamento de Emergências vai emitir um boletim com previsão para três dias. Cada regional terá seu nível atualizado com quatro cores operacionais:
- Verde: Situação de observação normal.
- Amarelo: Estado de atenção para mudanças no tempo.
- Laranja: Nível de alerta para temporais, ventos fortes ou calor fora da média.
- Vermelho: Situação de emergência para resposta rápida.
Quando houver risco iminente de desastres ou vendavais, avisos diretos vão aparecer na tela dos telefones celulares por meio do sistema Cell Broadcast, além das mensagens de texto gratuitas enviadas para quem tem cadastro no número 40199 da Defesa Civil. A estrutura técnica também passa a contar com o sistema Earth Networks para calcular o tempo exato de deslocamento de nuvens e temporais de uma cidade para outra.


Onde serão aplicados os R$ 29 bilhões do Estado
O montante total reúne aportes diretos do orçamento paulista, recursos de fundos estaduais e projetos com a iniciativa privada. A tabela abaixo detalha os principais repasses previstos pelo governo:
Destinação do recurso – Valor previsto
- Parceria Público-Privada (Tietê e Pinheiros) – R$ 9,5 bilhões
- Obras de saneamento e redes de água (Sabesp) – R$ 9,0 bilhões
- Habitação e remoção de famílias de encostas – R$ 2,76 bilhões
- Sistema de canais Adutor Regional PCJ – R$ 1,9 bilhão
- Desassoreamento de rios (IntegraTietê e Rios Vivos) – R$ 1,7 bilhão
- Construção das barragens de Pedreira e Duas Pontes – R$ 1,7 bilhão
- Construção de reservatórios e piscinões – R$ 1,0 bilhão
- Estruturação de radares e centrais da Defesa Civil – R$ 642 milhões
- Apoio ao produtor rural e seguro agrícola – R$ 376 milhões
- Operação SP Sem Fogo contra incêndios no campo – R$ 400 milhões
- Fiscalização e recuperação de áreas verdes – R$ 181 milhões
Apoio ao campo e climatização nas escolas
Além da saúde e do monitoramento das chuvas, a região de Ribeirão Preto conta com apoio voltado para o setor produtivo. Com a liberação de R$ 376 milhões para a agropecuária, os produtores locais poderão recorrer a seguros contra perdas climáticas e suporte com máquinas. Outros R$ 400 milhões estão separados para a contenção de queimadas e focos de incêndio em matas e canaviais pelo programa SP Sem Fogo.
Na área da educação, o projeto prevê a instalação de aparelhos de climatização em salas de aula da rede pública para reduzir os efeitos das temperaturas altas sobre os estudantes durante as atividades escolares ao longo de todo o ano letivo.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ribeirão Preto e região por meio do WhatsApp do acidade on Ribeirão: (16) 99117-7802.
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