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A Justiça autorizou a realização de exames de insanidade mental e dependência química no vereador Roger Ronan da Silva (MDB), o Bigodini, de 34 anos. A decisão suspendeu a audiência de instrução e julgamento do parlamentar, marcada para a última segunda-feira (19), em Ribeirão Preto.
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O pedido da avaliação psiquiátrica partiu da defesa, que apresentou laudos médicos mantidos sob sigilo. O juiz dispensou as testemunhas que estavam no local e determinou o agendamento da perícia médica com urgência. A avaliação precisa ser concluída antes da retomada dos depoimentos.
não ser chamado
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Como fica a situação na Câmara Municipal
A decisão judicial não provoca o afastamento de Bigodini do cargo. A Câmara Municipal de Ribeirão Preto informou, em nota oficial, que o pedido de exames ou laudos médicos não retira o parlamentar de suas funções e que vai acompanhar o caso até o fim do processo na Justiça.
O advogado João Pedro Silvestrini, especialista ouvido pela EPTV, explica que uma questão médica não configura infração política imediata. “Perder o cargo não, porque é um motivo de saúde. Motivo de saúde não gera a quebra de decoro parlamentar. A Câmara nada pode fazer. Ela precisa aguardar o deslinde desse exame médico no Poder Judiciário”, disse.







chances de ser
chamado para entrevistas.
O resultado do laudo pericial, no entanto, pode ditar os rumos do mandato e da carreira pública do parlamentar:
- Se confirmada a inimputabilidade: Caso os peritos atestem que ele não tinha discernimento de seus atos na época dos fatos, o vereador não recebe pena tradicional de prisão, mas sim uma medida de segurança, que pode ocasionar em internação em hospital psiquiátrico.
- Se a sanidade mental for confirmada: O processo penal segue o trâmite padrão. Nessa hipótese, caso ocorra condenação judicial futura, pode ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa.
O processo e a acusação
Bigodini responde pelos crimes de embriaguez ao volante, falsidade ideológica, fraude processual e direção perigosa. O processo corre em liberdade.
Segundo a denúncia do MP-SP (Ministério Público de São Paulo), o vereador dirigia sob efeito de bebida alcoólica quando bateu um veículo alugado contra uma árvore na avenida do Café, em Ribeirão Preto, em setembro de 2025.
A acusação aponta que, logo após a colisão, ele trocou de lugar no banco do motorista com a então namorada, Isabela de Cássia de Andrade Faria, de 31 anos, para simular que ela conduzia o carro. Isabela também responde ao processo.
Esta foi a terceira vez que a audiência precisou ser adiada. A primeira data prevista era 29 de junho, remarcada após comunicados do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo). Em seguida, a sessão foi transferida de 14 de setembro para 19 de outubro a pedido da defesa. Uma nova data para a audiência só será definida após a entrega do relatório pericial.
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