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Um dos guardas é o principal suspeito, mas outros dois ainda não foram descartados; perícia em celulares e inquérito ainda estão em andamento
| Por: Adalberto Luque |
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A Prefeitura de Ribeirão Preto prorrogou por mais 60 dias o afastamento de três agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) investigados pelo furto de peças de motocicletas em um pátio que abriga veículos apreendidos pela Polícia Civil. A medida foi publicada no Diário Oficial do Município na semana passada. Os servidores também têm parte da remuneração retida durante as apurações.
O caso é investigado pela Polícia Civil e, paralelamente, pela própria Guarda Civil Metropolitana, que instaurou procedimento administrativo para apurar a conduta dos agentes. O afastamento inicial foi determinado após a divulgação das investigações, em 16 de setembro.
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Imagens de câmeras de segurança registradas em 2 de setembro mostram dois guardas próximos a uma viatura e, na sequência, peças sendo colocadas no porta-malas do veículo. Segundo relatório preliminar da Polícia Civil, Anderson Pavan Cardoso é o principal suspeito. Em depoimento, ele teria admitido o furto e afirmado ter colocado as peças na viatura.
Os outros dois agentes, Carlos Marciel Silva Rocha e Paulo de Tarso Azevedo, também são investigados, embora, até o momento, não tenham sido encontrados elementos que indiquem participação direta de ambos no crime. A análise dos celulares dos três guardas ainda está pendente e poderá contribuir para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.
A conclusão do inquérito policial poderá resultar no indiciamento de um ou mais agentes, caso sejam reunidos elementos que apontem a prática do furto. Nessa hipótese, o Ministério Público poderá avaliar o oferecimento de denúncia à Justiça. A apuração administrativa segue de forma independente e poderá resultar em sanções funcionais, inclusive demissão, conforme as conclusões e a gravidade das eventuais infrações. A reportagem não conseguiu contato com os defensores dos guardas investigados.
Relembre o caso
A investigação começou depois que o proprietário de uma motocicleta furtada em Franca foi avisado de que o veículo, já desmontado, estava disponível no pátio municipal. Ao retornar ao local após regularizar a documentação, ele percebeu que o motor havia desaparecido. A Polícia Civil identificou o furto de dois motores e passou a investigar três guardas que trabalhavam no pátio da Secretaria Municipal de Infraestrutura. Em 16 de setembro, durante o cumprimento de mandados de busca, um dos motores foi encontrado na casa do GCM Anderson Pavan Cardoso.
Um dos guardas investigados, Paulo de Tarso Azevedo Aguena, responsável pela guarita, negou participação no furto. Ele afirmou que permaneceu no posto de trabalho e que o colega apontado como responsável pela retirada das peças teria confirmado, em depoimento, que ele não sabia da ação, ocorrida distante da portaria onde estava. Aguena também relatou que sua casa e uma oficina da qual é sócio foram alvo de buscas, mas, segundo ele, nada relacionado ao caso foi encontrado. O guarda disse ainda que a divulgação de seu nome provocou constrangimentos à família.
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