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Diagnosticada com câncer de mama em 2022, Elisangela Aparecida Peixoto dos Santos, de 47 anos, vendedora natural de Guariba e moradora de Sertãozinho, na região de Ribeirão Preto, conta que o medo do desconhecido deu lugar à esperança e a uma nova maneira de enxergar a vida. Ela está em fase de remissão da doença, com acompanhamento no Hospital das Clínicas (HC) de Ribeirão Preto, e relata que a experiência transformou sua rotina, sua relação com o trabalho e a forma como passou a cuidar de si mesma. Será
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‘Será que eu vou sobreviver?’
“Será que eu vou sobreviver? Como que vai ser minha vida de agora em diante?”, relembra ao falar sobre os pensamentos que vieram com o diagnóstico. Apesar do impacto, Elisangela decidiu enfrentar o tratamento com o apoio da família e a fé como fontes de força. “Eu falei: ‘eu vou lutar. Vou lutar porque tenho a minha família. E eu quero sobreviver. Essa doença não vai me vencer’”, conta.
Cinco cirurgias
A jornada incluiu quimioterapia e mastectomia bilateral, com a retirada das duas mamas. Desde então, ela já passou por cinco cirurgias, incluindo procedimentos de reconstrução, e ainda deverá realizar outras intervenções. Embora esteja em remissão, a vendedora convive com limitações que a impedem de retomar as atividades profissionais como antes.
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“Eu tenho algumas limitações, mas você falou de força, o que me fez. Foi a minha família, a vontade de vencer, de viver. Porque a gente não pode se entregar quando você recebe um diagnóstico. Qualquer doença que seja”, diz.
O afastamento do trabalho foi um dos momentos mais difíceis para ela. Acostumada a uma rotina intensa, Elisangela precisou aprender a respeitar o próprio tempo e a reconhecer que também precisava de cuidados. Hoje, diz que passou a se permitir momentos de descanso e lazer, sem a cobrança constante de antes.
“Hoje, eu penso mais em mim. Antes eu pensava muito nos que estão ao meu redor. Eu tenho que pensar, que é a minha família e eu amo eles. Mas, em primeiro lugar, tem que ser a Elisangela. Eu posso me permitir ser feliz, sabe? Sem pensar, sem me cobrar tanto, porque a gente se cobra tanto na vida”, afirma.
Outubro Rosa
Durante o Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama, Elisangela destaca a importância do autocuidado e da busca por atendimento médico diante de alterações no corpo. Ela também quer usar a própria história para acolher mulheres que acabaram de receber o diagnóstico e enfrentam o medo e a incerteza.
“Que elas não desistam do tratamento, do diagnóstico delas. Que elas tenham força e fé, que assim como eu venci, elas também vão vencer”, incentiva.

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