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Hacker vendia sistema para fraude bancária

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Investigado vendia programas usados para invadir sistemas bancários e obter informações para outros criminosos



| Por: Adalberto Luque |

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Um homem foi preso na manhã desta quarta-feira (28), durante uma operação da Polícia Civil. Ele foi alvo de uma ação da 2ª Delegacia de Crimes Cibernéticos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A prisão ocorreu na rua Abdo Calil, no Parque Anhanguera, zona Leste de Ribeirão Preto.

A Operação Verifect foi deflagrada após denúncias de duas instituições financeiras sobre a comercialização de programas usados para tentar invadir sistemas bancários e obter dados sigilosos de clientes. Além de Ribeirão Preto, a ação ocorreu em Três Corações (MG), onde outro investigado não foi localizado.

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Segundo a Polícia Civil, os programas, conhecidos como checkers, eram vendidos por até R$ 8 mil e poderiam ser utilizados para obter senhas, números de contas e saldos bancários. Em Ribeirão Preto, durante o cumprimento de um mandado de busca, os agentes encontraram um computador com uma ferramenta que estaria atacando o sistema de uma instituição financeira. O homem foi preso em flagrante.

Na residência, foram apreendidos computadores, duas telas, um notebook e quatro celulares. A análise preliminar dos equipamentos apontou cerca de 10 terabytes de dados armazenados, incluindo informações de sistemas públicos. O material será submetido à perícia.

A investigação apura possíveis crimes de invasão de dispositivo informático, associação criminosa, estelionato e furto mediante fraude. A Polícia Civil também busca identificar possíveis vítimas e outros envolvidos.

O homem preso em Ribeirão Preto foi levado para a Central de Polícia Judiciária (CPJ), no Centro da cidade. Em seguida, foi encaminhado a uma unidade prisional, onde permanece à disposição da Justiça. Ele poderá responder por invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude eletrônica, violação de sigilo financeiro e organização criminosa ou associação criminosa.

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Texto original daqui