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Nova espécie de dinossauro que viveu há mais de 120 milhões de anos é identificada por pesquisador da USP

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Um pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto identificou uma nova espécie de dinossauro herbívoro a partir de fósseis encontrados em 2001, no sul da Inglaterra. O estudo foi publicado pela revista Taylor & Francis nesta segunda-feira (26).

Batizado de Paludohadros proudlovii, o animal viveu há mais de 120 milhões de anos, durante o período Cretáceo, e já tinha cerca de quatro metros de comprimento quando ainda era jovem.

A identificação foi feita pelo paleontólogo Ricardo Sacamoto, do Laboratório de Paleontologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP-USP), como parte de uma equipe liderada pelo professor Max Langer.

Os fósseis foram encontrados na área de Smokejacks Brickworks, utilizada para a extração de argila destinada à fabricação de tijolos, e estão preservados no Museu de História Natural de Londres, onde Sacamoto desenvolve a pesquisa.

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Mantellisaurus atherfieldensis, outra espécie de iguanodontídeo em exposição no Museu Natural de Londres, é um parente próximo do novo Paludohadros proudlovii – Foto: Emőke Dénes/ Wikimedia.
Mantellisaurus atherfieldensis, outra espécie de iguanodontídeo em exposição no Museu Natural de Londres, é um parente próximo do novo Paludohadros proudlovii – Foto: Emőke Dénes/ Wikimedia.

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Dinossauro pesava cerca de 1,5 tonelada

De acordo com as informações do Jornal da USP, Paludohadros proudlovii pertence ao grupo dos iguanodontianos, dinossauros herbívoros que viveram em diferentes regiões do planeta durante o Cretáceo.

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Segundo o pesquisador, o exemplar analisado pesava aproximadamente 1,5 tonelada e media cerca de quatro metros de comprimento, dimensões comparáveis às de um rinoceronte.

Como o animal ainda não havia atingido a maturidade, os pesquisadores estimam que os adultos poderiam chegar a seis a oito metros de comprimento e pesar até o dobro do exemplar estudado.

A identificação da nova espécie foi possível a partir da análise de características anatômicas dos fósseis, incluindo dentes, mandíbula, braços, pelve e pernas. A combinação dessas particularidades permitiu diferenciar o animal de outros iguanodontianos já conhecidos.

A descoberta também tem importância para o estudo da região onde os fósseis foram encontrados. De acordo com o pesquisador, este é o primeiro iguanodontiano descrito especificamente para a localidade de Smokejacks Brickworks e para a Formação Weald Clay, unidade geológica do sul da Inglaterra.

Dinossauro herbívoro viveu durante o Cretáceo Inferior, há mais de 100 milhões de anos, e tinha cerca de 4 metros de comprimento – Ilustração: Guilherme Gehr.

Fóssil encontrado em 2001 revelou nova espécie

O nome Paludohadros proudlovii também preserva parte da história da descoberta sobre o dinossauro. O termo específico proudlovii homenageia William Proudlove, gerente de uma empresa fabricante de tijolos que atuava na pedreira onde o fóssil foi encontrado. Ele morreu aos 35 anos, pouco tempo depois da escavação do material.

A identificação do dinossauro reforça a importância das coleções científicas mantidas por museus, que podem revelar novas informações mesmo décadas depois da descoberta dos fósseis.

“A chance de nós encontrarmos novas espécies é bastante alta”, adianta o pesquisador, pois há uma grande quantidade de materiais ainda a ser examinada. Parte desses fósseis pode pertencer à espécie recém-descrita, enquanto outros exemplares poderão revelar características que ajudem a reconhecer novas espécies.

A identificação faz parte de uma investigação mais ampla sobre os iguanodontianos preservados no Museu de História Natural de Londres. Nos próximos quatro anos, durante o doutorado, Sacamoto pretende reavaliar outros exemplares do grupo que integram o acervo da instituição.

Segundo o pesquisador, existe uma possibilidade significativa de que novos estudos revelem outras espécies de dinossauros ainda não identificados. Parte dos materiais pode pertencer à espécie recém-descrita, enquanto outros fósseis podem apresentar características que permitam reconhecer animais diferentes.

A pesquisa recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), por meio do programa Bolsa Estágio de Pesquisa no Exterior (Bepe) – clique aqui e confira o artigo publicado na revista Taylor & Francis.

*Com informações de Rita Stella, do Jornal da USP

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