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Quem é o pecuarista acusado de matar companheira de 24 anos

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João Roberto Bolelli, de 62 anos, acusado de matar a companheira Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, é um pecuarista conhecido na região de Franca e Rifaina, no interior de São Paulo, pelo seu trabalho no setor agropecuário.

Em 2023, ele ganhou destaque internacional depois que uma de suas vacas leiteiras bateu o recorde mundial de produção. Na época, ele comemorou o resultado em entrevista à EPTV e destacou que, apesar de já ter conquistado outros prêmios, aquela marca representava um feito inédito em sua trajetória.

“Isso é um fenômeno da Slate aí. Eu fico muito feliz porque eu já ganhei 76 torneio, nesse nível eu nunca cheguei. Aqui deu mais foi 116, entendeu? Então isso aí fora de comum”, disse o homem na época.

Pecuarista é suspeito de matar a namorada com um tiro em Rifaina – Foto: reprodução/ redes sociais.

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Condenação por violência doméstica

Além da atuação no agronegócio, Bolelli tem histórico de condenação por violência doméstica. Em 2018, ele foi indiciado após desobedecer a uma medida protetiva concedida a uma ex-companheira.

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De acordo com informações da EPTV, a mulher relatou no processo que era perseguida por Bolelli em Franca e em outras cidades e que precisou se mudar diversas vezes para tentar escapar das ameaças.

Ainda segundo o relato apresentado no caso, ele teria dito que ela deveria ter paciência e esperar o momento certo, pois, quando estivesse tranquila, ele acabaria com a vida dela.

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O caso resultou em condenação em 2021 e o pecuarista recebeu pena de três meses e 15 dias de prisão em regime aberto, com base na Lei Maria da Penha.

“O autor, ele já tem antecedentes inclusive com relação a crime de violência doméstica. Ele já foi inclusive preso com relação a esse fato. Então, já tem uma certa tendência ao à agressividade com relação à mulher”, disse o delegado Fábio Branquinho, responsável pelo caso.

Outro processo citado na documentação judicial diz respeito a fatos ocorridos em dezembro de 2017, em um caso envolvendo ameaça e vias de fato (expressão jurídica usada para descrever uma agressão física que não configura lesão corporal).

Segundo a certidão judicial mencionada no material, Bolelli foi condenado em outubro de 2020 a 15 dias de prisão simples pela contravenção de vias de fato. A pena teve suspensão condicional, conforme a decisão. O Tribunal de Justiça de São Paulo confirmou a condenação em janeiro de 2021.

Delegado Fábio Branquinho, responsável pelo caso - Foto: reprodução/ EPTV.
Delegado Fábio Branquinho, responsável pelo caso – Foto: reprodução/ EPTV.

Suspeito de matar a companheira

Priscila Lacerda Custódio, de 24 anos, foi morta a tiros na noite de terça-feira (27), na entrada de uma fazenda às margens da rodovia Cândido Portinari, em Rifaina (SP). O principal suspeito é o pecuarista com quem ela mantinha um relacionamento havia quase quatro meses.

Segundo o boletim de ocorrência, Priscila foi ao local para devolver uma caminhonete de Bolelli. Ela estava acompanhada do irmão e de uma amiga porque, conforme relataram à Polícia Civil, estava com medo do pecuarista e havia contado que sofrera agressões e ameaças dias antes.

No encontro, houve uma discussão envolvendo aparelhos celulares. De acordo com os depoimentos, Priscila disse que queria ir embora e não pretendia continuar o relacionamento. Durante o desentendimento, Bolelli teria sacado uma arma e atirado contra a jovem. O irmão também relatou que o pecuarista apontou a arma em sua direção antes de fugir.

“Houve uma discussão entre eles, né, e no momento ele sacou de uma arma e desferiu tiro contra a vítima e a partir disso ele se evadiu”, disse o delegado responsável pelo caso.

Priscila foi socorrida e levada ao hospital de Rifaina, mas não resistiu ao ferimento. Após o crime, Bolelli fugiu na caminhonete, que foi encontrada na noite desta quarta-feira (28) em uma área da zona rural do município.

O corpo de Priscila foi enterrado no fim da tarde. Até a publicação desse texto, a polícia continuava as buscas por Bolelli. A defesa do pecuarista informou que ainda não havia conseguido contato com ele.

*Com informações da EPTV e do g1 Ribeirão Preto

Caminhonete devolvida pela vítima ao pecuarista - Foto; reprodução/ EPTV.
Caminhonete devolvida pela vítima ao pecuarista – Foto; reprodução/ EPTV.

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