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O preço dos alimentos da cesta básica em Ribeirão Preto subiu 6,6% em outubro de 2026 e alcançou a marca de R$ 875,09. O levantamento do Instituto de Economia Maurílio Biagi, ligado à Acirp (Associação Comercial e Industrial de Ribeirão Preto), aponta que o trabalhador local agora compromete 58,36% do salário-mínimo líquido apenas para adquirir os itens de alimentação básica.
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Alimentos que puxaram o aumento
Dois itens foram determinantes para a variação registrada entre 19 e 20 de outubro:
- Tomate italiano: subiu 36,1%, resultado de chuvas e temperaturas baixas que reduziram a colheita;
- Carne bovina: avançou 10,3%, refletindo a menor oferta de animais prontos para abate e a demanda do mercado externo.
Na direção oposta, a banana nanica caiu 15% e a batata inglesa teve redução de 11,2%. As baixas pontuais, no entanto, não contiveram a elevação geral do índice, já que as carnes sozinhas representam 44,74% do custo total da cesta de compras.
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Horas de trabalho e impacto na renda
Considerando o piso nacional de R$ 1.621,00 bruto (R$ 1.499,43 líquido após o desconto do INSS), o custo da alimentação exige o cumprimento de 128 horas e 24 minutos de jornada de trabalho por mês. Em relação a setembro, o morador da cidade precisa trabalhar quase 8 horas a mais para pagar a mesma quantidade de mantimentos.
A divisão dos custos da cesta básica ficou estabelecida nas seguintes proporções por grupo:
- Carnes: 44,74%
- Frutas e legumes: 25,44%
- Farináceos: 17,47%
- Laticínios: 5,90%
- Leguminosas: 4,02%
- Cereais: 1,67%
- Óleos: 0,76%
Preços por região da cidade
chances de ser
chamado para entrevistas.
A pesquisa identificou variações de preços dependendo da região onde a compra é realizada. A zona Leste registrou a média mais alta do município, enquanto o Centro teve o menor ritmo de alta no período:
- Leste: R$ 948,10 (+15,51%)
- Sul: R$ 888,82 (+7,28%)
- Norte: R$ 860,90 (+4,17%)
- Centro: R$ 848,49 (+0,51%)
- Oeste: R$ 843,09 (+5,86%)
O levantamento do IEMB-Acirp segue os pesos e medidas do Decreto-Lei nº 399/1938, as diretrizes federais do Decreto nº 11.936/2024 e os dados de consumo da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE. Fatores climáticos e as exportações agrícolas devem continuar interferindo nos valores das próximas coletas.




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