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Quintinense mantém tradição no futebol amador de Ribeirão com títulos e histórias de paixão pelo clube

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Quanto tempo leva para alguém se apaixonar por um time de futebol? Para quem faz parte do Quintinense Futebol Clube, time amador do bairro Quintino Facci II, a resposta talvez não esteja em uma quantidade de dias ou anos, mas sim nos laços construídos dentro e fora de campo.

Com uma trajetória marcada por títulos, tradição e dedicação, o clube de futebol amador de Ribeirão Preto representa muito mais do que uma equipe que entra em campo aos domingos. É um espaço de convivência, amizade e união entre famílias.

Essa relação de pertencimento é o tema do quinto episódio de A Força do Amador, série do acidade on que apresenta as histórias, os desafios e os bastidores dos times que movimentam o futebol amador de Ribeirão Preto.

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De uma passagem pelo clube a uma história de seis anos com o Quintinense

Em 2020, Stevan Augusto saiu de Jaboticabal para disputar um campeonato pelo Quintinense, sem imaginar que aquela experiência mudaria sua relação com o futebol amador.

O que começou como um compromisso dentro de campo acabou criando raízes em Ribeirão Preto. Seis anos depois, ele continua no clube, não apenas pela oportunidade de jogar, mas pelo acolhimento e pelos laços que construiu ao longo dessa trajetória.

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Ao acidade on, ele conta que mesmo recebendo propostas de outras equipes, nunca conseguiu deixar o time. Para ele, o acolhimento encontrado no clube, a relação com a diretoria e as amizades construídas fizeram com que sua permanência fosse muito além das quatro linhas.

“Todo mundo gostou de você, te abraçou. Tudo que você precisou, a diretoria te deu. Aí você envolve tua família, envolve teus amigos, consegue trazer um amigo seu, depois traz outro. Proposta teve de todo lado, não tem jeito. Faz seis anos que estou aqui e nunca consegui sair. É uma coisa que está no meu coração”, conta Stevan.

Stevan Augusto, jogador do Quintinense – Foto: Vítor Neves.

Conforme o jogador, a identificação com o clube cresceu a ponto de envolver toda a família, que também passou a vestir a camisa da equipe.

Mesmo após seis anos defendendo as cores do Quintinense, Stevan ainda tem uma conquista que deseja alcançar pelo clube: levantar uma taça e comemorar seu primeiro título de campeão do amador com a equipe.

A ausência dessa conquista, porém, não diminui o sentimento construído ao longo dos anos. Pelo contrário, para o jogador, representa uma motivação a mais para continuar defendendo as cores do time e buscar um momento especial ao lado das pessoas que fazem parte dessa caminhada.

“Eu tenho uma história aqui de seis anos, mas nunca fui campeão pelo Quintinense. Esse é um sonho que eu ainda tenho. Quero muito ser campeão pelo Quintinense, porque seria uma conquista especial, não apenas pelo resultado dentro de campo, mas por tudo o que esse clube representa para mim”, afirma.

Torcida do Quintinense durante partida - Foto: reprodução/ Instagram.
Torcida do Quintinense durante partida – Foto: reprodução/ Instagram.

Tradição e títulos marcam a história do Quintinense Futebol Clube

Fundado sobre uma história de dedicação ao futebol amador, o clube também construiu seu nome por meio de resultados expressivos em outras competições de Ribeirão Preto.

Em 2007, logo no primeiro ano de participação no Campeonato Amador da cidade, a equipe conquistou o título da Segunda Divisão e garantiu o acesso à elite da competição. Anos depois, em 2018, voltou a levantar uma taça, reforçando sua presença entre os clubes tradicionais do futebol amador regional.

O respeito conquistado ao longo dessa trajetória é reconhecido por quem acompanha a modalidade. A tradição do Quintinense não está apenas nos troféus, mas também na memória de quem já enfrentou a equipe e conhece sua importância no cenário esportivo da cidade.

“O Quintinense é um time de muita tradição, e vários clubes sabem disso. Todos que estão envolvidos com o futebol amador conhecem a história da equipe e sabem da sua importância. É um clube que construiu seu nome ao longo dos anos e que continua trabalhando para manter essa tradição”, destaca Gustavo Henrique, um dos representantes da equipe.

Gustavo Henrique, um dos representantes do Quintinense - Foto: Vítor Neves.
Gustavo Henrique, um dos representantes do Quintinense – Foto: Vítor Neves.

Estrutura própria e planejamento para manter o clube competitivo

Fora de campo, o Quintinense também investiu na construção de uma estrutura que contribui para a continuidade do projeto esportivo. O clube conta com campo, vestiários, bar, quadra e espaço para eventos.

Além de oferecer melhores condições para atletas e torcedores, esses ambientes ajudam na arrecadação de recursos para manter as atividades da equipe.

Entretanto, administrar um clube de futebol amador exige muito mais do que organizar os jogos e montar um elenco. Os custos para manter uma equipe competitiva aumentaram, principalmente diante do nível dos atletas que participam das competições.

Atualmente, o futebol amador reúne jogadores com passagem pelo profissional e atletas que continuam atuando em clubes durante a temporada. Em períodos de férias ou folga, alguns deles também aproveitam para disputar campeonatos amadores, elevando o nível técnico das partidas e, consequentemente, as exigências financeiras das equipes.

“Hoje o custo é muito alto, porque tem muito jogador profissional no futebol amador. Você pode perceber que vários atletas, quando estão de férias nos clubes ou têm uma folga, vêm jogar. O amador hoje está muito próximo do profissional nesse sentido, porque vários jogadores profissionais também participam das competições. Por isso, o clube precisa se estruturar, fazer planejamento e encontrar maneiras de conseguir manter uma equipe competitiva”, explica Gustavo Henrique.

Torcida do Quintinense durante partida - Foto: reprodução/ Instagram.
Torcida do Quintinense durante partida – Foto: reprodução/ Instagram.

Amor à camisa também move quem trabalha nos bastidores

A paixão pelo Quintinense não está restrita aos jogadores. Nos bastidores, pessoas que chegaram para ajudar em atividades pontuais também acabaram criando uma relação profunda com a equipe.

Esse é o caso do empresário Graziani Coelho, que começou colaborando com a busca por patrocínios e com o trabalho no bar do clube. A aproximação foi crescendo até que, em 2026, ela passou a integrar a diretoria e a acompanhar de perto os desafios da administração.

Entre as responsabilidades do torcedor, está ajudar a manter o time na Primeira Divisão do Campeonato Amador de Ribeirão Preto e trabalhar para que a equipe alcance uma vaga nas oitavas de final.

“Eu falo que esse carinho e esse amor que a gente cria pelo clube são muito especiais. Como ele [outro torcedo] mesmo falou, hoje o Quintinense é família. E nós estamos aqui não pelo ego, não para buscar reconhecimento individual ou aparecer, mas pelo amor à camisa”, relata Grazi.

Graziani Coelho faz parte da diretoria do Quintinense - Foto: Vítor Neves.
Graziani Coelho faz parte da diretoria do Quintinense – Foto: Vítor Neves.

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