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Novo teste em estudo pode flagrar retorno do câncer 3 meses antes

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Pesquisadores do Hemocentro de Ribeirão Preto estudam como uma simples coleta de sangue pode apontar se um tipo de câncer no sistema de defesa do corpo está voltando. O projeto foca no acompanhamento de pessoas com linfoma difuso de grandes células B, uma forma comum e rápida de linfoma não-Hodgkin.

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Mesmo após o fim das etapas iniciais de cuidados, entre 20% e 50% das pessoas diagnosticadas voltam a apresentar a doença. O objetivo da pesquisa é flagrar os primeiros sinais da volta do câncer sem depender apenas de sintomas visíveis ou de procedimentos cirúrgicos para retirada de tecido.

Como funciona a análise no sangue

O método em avaliação recebe o nome de biópsia líquida. Quando as células do câncer se multiplicam ou morrem, elas soltam pedaços de material genético na corrente sanguínea.

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Ao retirar uma amostra de sangue, os cientistas procuram por esse material residual. Levantamentos feitos fora do país mostram que essa checagem conseguiu apontar o retorno do tumor cerca de 3,5 meses antes de qualquer sinal clínico evidente aparecer no corpo.

No formato atual, o acompanhamento exige visitas frequentes ao hospital, exames com radiação e imagens detalhadas, além de biópsias tradicionais no tecido quando surge alguma dúvida. A análise de sangue não entra para substituir esses passos agora, mas atua como um suporte a mais para checar a resposta do organismo.

Coleta simples facilita o acesso

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Uma das vantagens práticas está no transporte do material. Como a análise depende de um tubo de sangue, a coleta pode ocorrer em postos de saúde de qualquer município brasileiro. O frasco segue depois para laboratórios com os aparelhos necessários, evitando viagens longas para quem está em recuperação.

Câncer no Brasil

O Brasil soma entre 12 mil e 12,2 mil diagnósticos anuais de linfoma não-Hodgkin, com divisão próxima entre homens e mulheres. O tipo específico avaliado no estudo representa até 40% desse total, somando perto de 4,8 mil ocorrências ao ano no país.

A condução dos trabalhos cabe a Rodrigo Calado, presidente do Hemocentro e professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. O custeio total soma R$ 4,6 milhões, verba obtida por meio do Pronon (Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica), mecanismo que direciona até 1% do imposto de renda de cidadãos e empresas para projetos de combate ao câncer.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ribeirão Preto e região por meio do WhatsApp do acidade on Ribeirão: (16) 99117-7802.

Ficou sabendo?

Diabetes e visão: exame simples ajuda a evitar perda da visão em até 95% dos casos

Uma em cada três pessoas com diabetes no Brasil desenvolve retinopatia diabética em algum momento da vida. O dado faz parte do alerta do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), que inicia neste domingo (1º de novembro) a ação nacional “24 Dias pelo Diabetes” para incentivar o diagnóstico antes do surgimento dos sintomas.

A condição atinge entre 24% e 39% da população com diabetes no país e representa uma das maiores causas de perda de visão entre adultos em idade ativa. O risco cresce com o tempo de convívio com a glicose alterada: após duas décadas, a alteração afeta 90% dos pacientes com diabetes tipo 1 e 60% dos pacientes com tipo 2.

Apesar dos números, o CBO aponta que a identificação precoce e o início imediato dos cuidados reduzem a chance de cegueira para menos de 5%.

O que acontece dentro do olho

A complicação se instala quando o excesso contínuo de glicose na circulação afeta os vasos da retina, membrana situada no fundo do globo ocular que capta os estímulos visuais e os envia para o cérebro.

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde orienta o exame de fundo de olho (fundoscopia) como método básico de rastreio. Durante a consulta, o médico pode dilatar a pupila para inspecionar os tecidos internos e notar alterações na retina antes mesmo que ocorra qualquer embaçamento na visão.

Hábitos no dia a dia ajudam a conter o avanço da diabetes

O controle da glicemia e da pressão arterial reduz a probabilidade de início da condição e atrasa a evolução do quadro. O CBO recomenda medidas cotidianas para apoiar o tratamento:

  • Inserir fontes de fibras no cardápio, como aveia, feijão, lentilha, arroz integral, verduras e legumes;
  • Reduzir produtos ultraprocessados, embutidos, sal e açúcar;
  • Cortar o tabaco e moderar a ingestão de bebidas alcoólicas;
  • Manter o peso corporal estável;
  • Preservar rotinas de sono e períodos de repouso.

Com informações Paula Laboissière – Agência Brasil

exame oftalmológico
(Foto: divulgação/CBO)

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