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Uso frequente de descongestionante nasal traz risco de efeito rebote na primavera; entenda

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O aumento de pólen no ar e o tempo seco durante a primavera ampliam as queixas de nariz entupido e irritação entre pessoas com rinite e sinusite. A busca por remédios de ação rápida eleva o consumo de descongestionantes nasais, mas a aplicação frequente e sem receita médica pode provocar dependência e reações adversas no organismo, segundo médicos do Iamspe (Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual) de São Paulo.

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Como atuam os descongestionantes

Os descongestionantes atuam nos vasos sanguíneos para desinchar a mucosa e liberar a passagem do ar. O produto cumpre essa função quando usado por poucos dias sob prescrição. No entanto, o uso sem pausa faz o corpo perder a resposta ao princípio ativo.

O que é o efeito rebote e como ele atinge outros órgãos

O uso contínuo faz o inchaço retornar com maior intensidade assim que a ação do remédio termina. Esse ciclo obriga a pessoa a aplicar o produto em intervalos cada vez menores.

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As substâncias presentes nos frascos também entram na corrente sanguínea. Ao circular pelo corpo, a contração dos vasos pode alcançar órgãos como coração e rins, criando riscos adicionais para pessoas com doenças preexistentes.

Como fazer o desmame do produto

A suspensão do remédio deve ocorrer com apoio médico para evitar crises respiratórias. Entre os métodos indicados em consultório está a diluição com soro fisiológico:

  • Quando o frasco atingir a metade, preenche-se o restante com soro fisiológico.
  • Ao chegar novamente na metade do volume total, repete-se o processo com soro.
  • A mistura gradual reduz a concentração do princípio ativo até a retirada completa da substância.

Alternativa com lavagem nasal

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Para diminuir o incômodo sem recorrer a remédios vasoconstritores, a orientação é lavar as narinas com soro fisiológico. A aplicação pode ser feita por meio de:

  • Seringas plásticas sem agulha
  • Garrafas próprias para irrigação
  • Aparelhos de jato contínuo

A escolha do método varia segundo o quadro clínico e deve ser definida em avaliação com médico otorrinolaringologista.

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