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Bombas e redes velhas causam transtornos à população

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Em média, a cada cinco dias, a Secretaria Municipal de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Saerp) é obrigada a interromper o fornecimento de água em bairros da cidade por causa da troca ou queima de bombas de captação dos poços artesianos ou de rompimentos na rede de distribuição.

Somente entre janeiro e 3 de novembro, segundo dados disponibilizados no portal da Saerp, foram contabilizadas 59 interrupções provocadas por esses problemas. O tempo médio entre cada paralisação e o retorno gradual do abastecimento é de dez horas, o que representou, nesse período, um total de aproximadamente 590 horas de torneiras secas.

A média do intervalo entre as ocorrências foi calculada pelo Tribuna Ribeirão a partir da divisão do total de dias do período, 307, pelos 59 dias em que os problemas foram registrados. Já o tempo total, em horas, foi definido a partir da multiplicação do número de ocorrências, 59, pelo tempo médio de duração de cada conserto, dez horas, até a conclusão do serviço e o retorno gradual da água às torneiras dos usuários.

A rede de distribuição é antiga e acaba se rompendo com a pressão da água | Crédito: Alfredo Risk

De acordo com o levantamento, os problemas atingiram bairros de quase toda a cidade. Entretanto, as intermitências foram mais recorrentes nas regiões Norte e Oeste, atingindo bairros como Ipiranga, Heitor Rigon, Jardim Progresso, Vila Virgínia, Vila Tibério e Parque Ribeirão Preto. Em 2025, o número de interrupções totalizou 87 registros.

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Segundo a Saerp, as interrupções são resultado de uma rede de distribuição antiga, com histórico de manutenção insuficiente, equipamentos desgastados e deficiências nas interligações entre os sistemas, o que torna determinadas regiões mais vulneráveis.

Em relação às constantes queimas das bombas, a Secretaria destacou que a captação de água na cidade depende de poços profundos, muitos deles com equipamentos antigos e submetidos a condições de funcionamento que exigem manutenção constante.

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Ribeirão Preto capta toda a água que consome do Aquífero Guarani, por meio de 123 poços com cerca de 200 metros de profundidade cada um.

Só para se ter uma ideia do tamanho do problema, dos 123 poços de captação existentes na cidade, mais de sessenta têm cerca de 20 anos de funcionamento.

Ribeirão Preto tem 110 reservatórios, com capacidade para armazenar mais de 170 mil metros cúbicos de água | Créditos: Alfredo Risk

“A vida útil dos conjuntos moto bomba depende de fatores como condições de operação, características dos poços, manutenção e infraestrutura elétrica. Embora os equipamentos tenham garantia contratual de 12 meses, isso não corresponde necessariamente ao período esperado de funcionamento”, afirma a Secretaria.

A Saerp informa que tem trabalhado para melhorar a confiabilidade operacional do sistema, com substituições de equipamentos, adequações eletromecânicas e aperfeiçoamento dos procedimentos de manutenção.

Porém, reconhece que a recorrência de falhas exige uma atuação mais ampla, que não se limite à troca de bombas.

“É necessário melhorar as condições de operação, fortalecer a manutenção preventiva e modernizar a infraestrutura para aumentar a durabilidade dos equipamentos e reduzir interrupções inesperadas”, diz.

De acordo com a administração municipal, um indicador de que tem atuado para resolver os problemas de abastecimento foi a redução do índice de perdas na distribuição da cidade, que diminuiu de 41,67% para 36,82%. Os dados são do Ranking Nacional do Saneamento 2026. “Embora o percentual ainda seja elevado, o resultado representa um avanço na eficiência do sistema e reforça a importância da continuidade dos investimentos”, argumenta.

Regiões Norte e Oeste

Em relação aos problemas nas regiões Norte e Oeste, a Saerp diz que eles têm relação com as características da rede de distribuição, especialmente em áreas com tubulações antigas.

“Essas condições dificultam o redirecionamento da água quando um poço ou equipamento precisa ser temporariamente retirado de operação, ampliando os impactos para os moradores”, explica.

A atual gestão garante que tem atuado para enfrentar essas deficiências. Na região do Ipiranga, por exemplo, revela que foi implantada uma adutora de dois quilômetros, instalados mais de 40 registros e substituídos outros 20.

Também foram realizadas adequações na Elevatória Matadouro, permitindo melhorias na distribuição de água por gravidade. Novas ações estão previstas para a região.

“A recuperação do sistema de abastecimento de Ribeirão Preto é uma das prioridades do governo municipal e vem sendo conduzida em diferentes frentes, combinando intervenções imediatas e planejamento de soluções estruturais”, justifica.

Raio X da rede

Ribeirão Preto possui:

  • 123 poços tubulares profundos, que alcançam uma profundidade média de 200 metros.
  • 110 reservatórios, com capacidade para armazenar mais de 170 mil metros cúbicos de água.
  • tem 207 mil ligações de água em residências, comércios e empresas.
  • Cada ribeirão-pretano consome cerca de 270 litros por dia.
  • A captação total de água na cidade, em 2025, foi de cerca de 132 milhões de metros cúbicos.

Equipamentos que apresentaram problemas neste ano

Janeiro

Reparo emergencial na rede da rua Messias Gomes da Silva

Reparo emergencial em rede de abastecimento na Alameda Botafogo

Reparo do Poço Parque das Oliveiras

Troca da bomba do Poço Unaerp

Reparo do Poço Parque das Oliveiras

Troca emergencial da bomba do Poço Andradas

 

Fevereiro

Substituição de registro no sistema do Jardim Marchesi e Parque Ribeirão

Limpeza e profilaxia dos reservatórios São José e EPAT I e II

Limpeza e profilaxia dos reservatórios Picadão e José Sampaio

Troca emergencial da bomba do Poço Primavera

Limpeza e profilaxia dos reservatórios Coronel Camisão 1, 2 e 3

Limpeza e profilaxia dos reservatórios City Ribeirão I e II

Troca da bomba do Poço Primavera

Troca da bomba do Poço Costa e Silva

Troca da bomba do Poço Jandaia

 

Março

Reparo emergencial na Elevatória Junqueira

Limpeza e profilaxia dos reservatórios Aliança Sul

Reparo em rede de abastecimento na Alameda Botafogo

Manutenção mecânica no Sistema Dom Mielle

Reparo em rede de abastecimento na Alameda Janaína Valentim José

Limpeza e profilaxia dos reservatórios Piratininga

Troca emergencial da bomba do Poço Feapam

Reparo em rede de abastecimento na avenida José Ferreira de Mello Nogueira

Limpeza e profilaxia do Reservatório Schmidt

Instalação de registro no cruzamento das ruas Japurá e Rio Negro 

 

Abril

Reparo emergencial em rede de abastecimento na Alameda Botafogo

Reparo emergencial na parte elétrica do Poço Paiva II

Reparo emergencial em rede de abastecimento na avenida Maximillian Maggioni

Reparo em adutora na rua Capitão Salomão

Troca emergencial da bomba do Poço Itaberite

 

Maio

Reparo emergencial em rede de abastecimento na avenida do Café

Reparo emergencial em rede de abastecimento na rua Abraão Issa Halack

Troca da bomba submersa do Poço Maria da Graça

Troca emergencial da bomba submersa do Poço Jandaia

 

Junho

Troca emergencial da bomba do Poço Paiva II

 

Julho

Troca da bomba do Poço Jardim Ouro Branco

Adequações no sistema da Elevatória Matadouro e do Poço Pômpolo

Adequações na Casa de Máquinas Aliança

 

Agosto

Troca emergencial da bomba do Poço San Leandro

Troca emergencial da bomba do Poço Educandário

Troca emergencial da bomba do Poço Invernada

 

Setembro

Troca emergencial da bomba do Poço Marchesi

Troca emergencial da bomba do Poço Branca Sales

Troca emergencial da bomba do Poço CM Pompolo

Troca emergencial da bomba do Poço José Sampaio

Troca emergencial da bomba do Poço Macaúba

 

Outubro

Troca emergencial da bomba do Poço Veludo

Troca emergencial da bomba do Poço Alexandre Balbo

Troca emergencial da bomba do Poço Costa e Silva

Troca emergencial da bomba do Poço Coronel Camisão

Troca emergencial da bomba do Poço Heitor Rigon

Troca emergencial da bomba do Poço Jardim Palmares

Reparo em rede de abastecimento na Alameda Botafogo

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Texto original daqui