{"id":96443,"date":"2026-10-25T10:02:28","date_gmt":"2026-10-25T13:02:28","guid":{"rendered":"https:\/\/noticiasribeiraopreto.com.br\/index.php\/2026\/10\/25\/a-vida-apos-o-diagnostico-de-cancer-de-mama\/"},"modified":"2026-10-25T10:02:28","modified_gmt":"2026-10-25T13:02:28","slug":"a-vida-apos-o-diagnostico-de-cancer-de-mama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticiasribeiraopreto.com.br\/index.php\/2026\/10\/25\/a-vida-apos-o-diagnostico-de-cancer-de-mama\/","title":{"rendered":"A vida ap\u00f3s o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Por: Adalberto Luque<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o tumor mais frequente entre as mulheres brasileiras, exclu\u00eddos os c\u00e2nceres de pele n\u00e3o melanoma. A campanha Outubro Rosa coloca em pauta os cuidados para evitar a doen\u00e7a, identificar os primeiros sinais e iniciar o tratamento o quanto antes.<\/p>\n<p>O Instituto Nacional de C\u00e2ncer (INCA) estima 78.610 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, com risco de 71,57 ocorr\u00eancias para cada 100 mil mulheres. No mundo, a doen\u00e7a tamb\u00e9m est\u00e1 entre os tipos de c\u00e2ncer mais diagnosticados na popula\u00e7\u00e3o feminina, com milh\u00f5es de novos casos por ano.<\/p><div class='code-block code-block-1' style='margin: 8px auto; text-align: center; display: block; clear: both;'>\n<p><a href=\"https:\/\/wa.link\/vpicfd\"><img data-recalc-dims=\"1\" class=\"wp-image-4922\" style=\"aspect-ratio: 2.0253164556962027; width: 561px; height: auto;\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/ismaelcolosi.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/grupo-de-empregos-whatsapp-e-facebook-ismael-colosi-vagas.jpg?w=1200&#038;ssl=1\" alt=\"\" \/><\/a><\/p>\n<!-- \/wp:image -->\n<\/div>\n\n<p>Embora seja mais comum ap\u00f3s os 50 anos, o c\u00e2ncer de mama tamb\u00e9m pode atingir mulheres mais jovens. Hist\u00f3rico familiar, altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas heredit\u00e1rias, consumo de bebidas alco\u00f3licas, sedentarismo e excesso de peso est\u00e3o entre os fatores associados \u00e0 doen\u00e7a. Manter o peso adequado, praticar atividades f\u00edsicas, ter uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e amamentar podem diminuir o risco, mas n\u00e3o impedem todos os casos.<\/p>\n<p>A mamografia permite identificar altera\u00e7\u00f5es antes mesmo do aparecimento de sintomas. A recomenda\u00e7\u00e3o nacional prev\u00ea o exame a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. N\u00f3dulos na mama ou na axila, retra\u00e7\u00e3o da pele ou do mamilo, mudan\u00e7as no formato da mama e sa\u00edda espont\u00e2nea de secre\u00e7\u00e3o precisam ser avaliados por um profissional de sa\u00fade, independentemente da idade. E quando o profissional achar necess\u00e1rio, a mamografia tamb\u00e9m pode ser recomendada antes da faixa et\u00e1ria recomendada.<\/p>\n<figure id=\"attachment_480265\" aria-describedby=\"caption-attachment-480265\" style=\"width: 425px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><figcaption id=\"caption-attachment-480265\" class=\"wp-caption-text\">Secretaria de Sa\u00fade de RP destinou 1.000 vagas extras de mamografia mas, nas duas primeiras semanas da campanha, 15,8% das mulheres agendadas faltaram | Foto: Fernando Gonzaga\/CCS<\/figcaption><\/figure>\n<p>Quando h\u00e1 suspeita, exames complementares e bi\u00f3psia podem confirmar o diagn\u00f3stico. A descoberta do tumor em est\u00e1gio inicial aumenta as chances de tratamento curativo. Nos casos em que a doen\u00e7a se espalha para outros \u00f3rg\u00e3os, o tratamento procura controlar sua evolu\u00e7\u00e3o, prolongar a sobrevida e preservar a qualidade de vida.<\/p>\n<p>A escolha do tratamento depende do est\u00e1gio e das caracter\u00edsticas do tumor. As op\u00e7\u00f5es incluem cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapias espec\u00edficas. Em alguns casos, \u00e9 poss\u00edvel retirar apenas parte da mama; em outros, a mastectomia, que consiste na retirada do tecido mam\u00e1rio, \u00e9 indicada. A reconstru\u00e7\u00e3o pode ser feita na mesma cirurgia ou posteriormente, conforme a avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e a decis\u00e3o da paciente.<\/p>\n<p>Depois do tratamento, algumas mulheres precisam de fisioterapia para recuperar os movimentos e tratar limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. O acompanhamento psicol\u00f3gico tamb\u00e9m pode ajudar a lidar com mudan\u00e7as na autoestima, na imagem corporal e na rotina.<\/p>\n<p>Duas leis estabelecem prazos para o atendimento pelo Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). A Lei n\u00ba 12.732\/2012 determina que o primeiro tratamento comece em at\u00e9 60 dias ap\u00f3s a confirma\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer por laudo patol\u00f3gico, ou antes, quando houver necessidade m\u00e9dica. A Lei n\u00ba 13.896\/2019 prev\u00ea at\u00e9 30 dias para exames de confirma\u00e7\u00e3o diagn\u00f3stica quando houver suspeita fundamentada da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Em Ribeir\u00e3o Preto, dados da Secretaria Municipal da Sa\u00fade apontam 93 mortes por c\u00e2ncer de mama em 2025 e outras 65 entre 1\u00ba de janeiro e 5 de outubro de 2026. Neste Outubro Rosa, a Prefeitura anunciou mil vagas extras de mamografia, destinadas prioritariamente a mulheres de 50 a 69 anos. Contudo, a Secretaria Municipal da Sa\u00fade, registrou 15,8% de faltas nos dois primeiros s\u00e1bados de mamografias extras da campanha Outubro Rosa. Dos 222 exames agendados para os dias 10 e 17 de outubro no Hospital Santa Lydia, 187 foram realizados e 35 mulheres n\u00e3o compareceram. Al\u00e9m de tirar a vaga de outras mulheres, essas pessoas podem estar deixando de receber um diagn\u00f3stico numa fase inicial, o que garante um tratamento com maiores chances de \u00eaxito.<\/p>\n<p>Os cuidados n\u00e3o terminam com a campanha ou com o tratamento inicial. Consultas e exames de acompanhamento permitem avaliar a recupera\u00e7\u00e3o e identificar poss\u00edveis recorr\u00eancias. A preven\u00e7\u00e3o, o acesso aos exames e o in\u00edcio oportuno do tratamento podem fazer diferen\u00e7a no enfrentamento da doen\u00e7a. Vale o que diz uma das frases de destaque do Outubro Rosa: \u201cO toque que voc\u00ea faz em si mesma pode ser o gesto que garantir\u00e1 muitos outros abra\u00e7os.\u201d<\/p>\n<h2><strong>Diagn\u00f3stico precoce salvou Simone<\/strong><\/h2>\n<figure id=\"attachment_480266\" aria-describedby=\"caption-attachment-480266\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-480266 lazyload\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-03-BOX-1-Simone-Rodrigues-Foto-Arquivo-Pessoal-237x300.jpeg?resize=225%2C285&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"285\" srcset=\"https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-03-BOX-1-Simone-Rodrigues-Foto-Arquivo-Pessoal-237x300.jpeg 237w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-03-BOX-1-Simone-Rodrigues-Foto-Arquivo-Pessoal-316x400.jpeg 316w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-03-BOX-1-Simone-Rodrigues-Foto-Arquivo-Pessoal-585x740.jpeg 585w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-03-BOX-1-Simone-Rodrigues-Foto-Arquivo-Pessoal.jpeg 616w\" data-sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" style=\"--smush-placeholder-width: 225px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 225\/285;\"\/><figcaption id=\"caption-attachment-480266\" class=\"wp-caption-text\">Diagn\u00f3stico precoce garantiu cura de Simone sem necessidade de quimioterapia | Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>A analista de licita\u00e7\u00e3o Simone Rodrigues descobriu um c\u00e2ncer de mama aos 45 anos, ap\u00f3s identificar um n\u00f3dulo durante o autoexame, depois do banho. O primeiro exame particular n\u00e3o apontou a doen\u00e7a, mas a persist\u00eancia do caro\u00e7o a levou a procurar a carreta do Hospital de Amor de Barretos, que estava na cidade durante a campanha Outubro Rosa.<\/p>\n<p>Cerca de dez dias depois, ela foi chamada para novos exames e recebeu o diagn\u00f3stico. \u201cNo come\u00e7o, receber o diagn\u00f3stico foi um choque muito grande\u201d, relata Simone, ao lembrar do impacto da not\u00edcia. Ela passou por cirurgia e fez radioterapia, sem necessidade de quimioterapia. Como a descoberta ocorreu precocemente, o tratamento durou seis meses e ela recebeu a not\u00edcia da cura.<\/p>\n<p>Desde 2019, mant\u00e9m acompanhamento m\u00e9dico anual, com exames de rotina. A analista destaca o apoio da fam\u00edlia, dos amigos e dos profissionais de sa\u00fade, al\u00e9m da f\u00e9 e da determina\u00e7\u00e3o para enfrentar a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Hoje, aos 52 anos, Simone compartilha sua experi\u00eancia para alertar outras mulheres sobre a import\u00e2ncia dos cuidados preventivos. \u201cMulheres, n\u00e3o deixem a sa\u00fade de voc\u00eas para depois\u201d, recomenda. Ela tamb\u00e9m orienta a fazer o autoexame, conhecer o pr\u00f3prio corpo, manter os exames em dia e conversar com um profissional de sa\u00fade sobre a mamografia. \u201cO diagn\u00f3stico precoce salva vidas; a minha foi salva por causa disso\u201d, afirma.<\/p>\n<h3><strong>Renata e seu \u201cAmor que cura\u201d<\/strong><\/h3>\n<p>Formada em Farm\u00e1cia, com duas p\u00f3s-gradua\u00e7\u00f5es na \u00e1rea e propriet\u00e1ria de uma rede de farm\u00e1cias em Franca, Renata Milani vivia um momento feliz em sua vida. M\u00e3e da pequena Helena, descobriu, no in\u00edcio de 2026, que estava gr\u00e1vida de seu segundo filho, Henrique.<\/p>\n<p>\u00c0s v\u00e9speras do anivers\u00e1rio de um ano de Helena, Renata recebeu um diagn\u00f3stico que mudou sua vida. Em maio deste ano, foi detectado um c\u00e2ncer de mama.<\/p>\n<figure id=\"attachment_480267\" aria-describedby=\"caption-attachment-480267\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-480267 lazyload\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-04-BOX-2-Renata-Amor-que-Cura-Foto-Arquivo-Pessoal-200x300.jpeg?resize=200%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-04-BOX-2-Renata-Amor-que-Cura-Foto-Arquivo-Pessoal-200x300.jpeg 200w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-04-BOX-2-Renata-Amor-que-Cura-Foto-Arquivo-Pessoal-682x1024.jpeg 682w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-04-BOX-2-Renata-Amor-que-Cura-Foto-Arquivo-Pessoal-768x1152.jpeg 768w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-04-BOX-2-Renata-Amor-que-Cura-Foto-Arquivo-Pessoal-267x400.jpeg 267w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-04-BOX-2-Renata-Amor-que-Cura-Foto-Arquivo-Pessoal-585x878.jpeg 585w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-04-BOX-2-Renata-Amor-que-Cura-Foto-Arquivo-Pessoal-scaled.jpeg 520w\" data-sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" style=\"--smush-placeholder-width: 200px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 200\/300;\"\/><figcaption id=\"caption-attachment-480267\" class=\"wp-caption-text\">Renata, m\u00e3e da pequena Helena, interrompeu quimioterapia e se prepara para o parto do segundo filho, Henrique | Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ap\u00f3s consultas com um oncologista, definiu-se que o tratamento deveria come\u00e7ar depois de a gesta\u00e7\u00e3o ultrapassar o primeiro trimestre, com o beb\u00ea ainda pequeno. Renata iniciou, ent\u00e3o, as sess\u00f5es de quimioterapia em 1\u00ba de julho.<\/p>\n<p>Paralelamente, criou nas redes sociais o perfil Amor que cura (@renatamilani.amorquecura), para contar sua hist\u00f3ria e compartilhar a expectativa pela t\u00e3o esperada vit\u00f3ria. Em toda essa trajet\u00f3ria, conta com o apoio do marido, Yuri.<\/p>\n<p>Enfrentando a situa\u00e7\u00e3o com f\u00e9, for\u00e7a e determina\u00e7\u00e3o, Renata segue firme e feliz com a gesta\u00e7\u00e3o do segundo filho. Durante o tratamento, sofreu uma embolia pulmonar, pneumonia e um fungo e precisou ficar 12 dias internada, cinco dos quais na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Por conta disso, h\u00e1 pouco mais de uma semana, por orienta\u00e7\u00e3o do oncologista, interrompeu a quimioterapia, ainda com oito sess\u00f5es previstas.<\/p>\n<p>Segundo Renata, o m\u00e9dico considerou melhor que ela descansasse e recuperasse o corpo e as for\u00e7as para o parto que se aproxima. Henrique deve nascer no in\u00edcio de novembro, mas, como nenhum parto \u00e9 uma ci\u00eancia exata, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel prever se ele vai antecipar sua chegada para outubro.<\/p>\n<p>\u201cA gente superou essa fase dif\u00edcil. O Henrique nasce. Est\u00e1 nas m\u00e3os de Deus a retomada das quimioterapias. Que ele venha forte e saud\u00e1vel\u201d, pede.<\/p>\n<p>Antes do nascimento do garot\u00e3o e aproveitando a pausa nas sess\u00f5es de quimioterapia, Renata fez um ensaio fotogr\u00e1fico. Nas redes sociais, contou que queria registrar o barrig\u00e3o lindo e grand\u00e3o, que ainda vai crescer muito.<\/p>\n<p>\u201cEspero que minha hist\u00f3ria seja exemplo de supera\u00e7\u00e3o para outras mulheres, de luta e, com toda certeza, de cura. Fazer esse ensaio ap\u00f3s essa fase que passamos \u00e9 de comemorar e agradecer de joelhos. Henrique t\u00e1 chegando!\u201d<\/p>\n<h4><strong>Camila percebeu n\u00f3dulo no banho<\/strong><\/h4>\n<p>A jornalista Camila Ribeiro, de 38 anos, descobriu um c\u00e2ncer de mama em julho deste ano, depois de perceber um n\u00f3dulo enquanto tomava banho. Sem hist\u00f3rico de c\u00e2ncer de mama na fam\u00edlia e abaixo da idade geralmente indicada para o in\u00edcio da mamografia de rastreamento, ela n\u00e3o imaginava que pudesse estar diante da doen\u00e7a. A descoberta mudou sua rotina e a maneira de enxergar a vida.<\/p>\n<p>Camila havia passado por uma consulta ginecol\u00f3gica de rotina em abril. Na ocasi\u00e3o, fez os exames preventivos e foi examinada pelo m\u00e9dico, que n\u00e3o identificou altera\u00e7\u00f5es nas mamas. O retorno estava marcado para julho, quando ela ainda n\u00e3o sabia se deveria comentar sobre algo diferente que havia sentido ao tomar banho.<\/p>\n<p>\u201cPara mim, na minha cabe\u00e7a, era uma coisa tipo: j\u00e1 devia estar a\u00ed, n\u00e3o deve ser nada, coisa da minha cabe\u00e7a\u201d, recorda. Mesmo sem acreditar que pudesse ser c\u00e2ncer, decidiu contar ao ginecologista durante a consulta de retorno. O m\u00e9dico solicitou uma ultrassonografia, realizada no dia seguinte.<\/p>\n<p>O exame identificou um n\u00f3dulo com classifica\u00e7\u00e3o BI-RADS 5, categoria que indica alta suspeita de malignidade. A confirma\u00e7\u00e3o veio por meio de uma bi\u00f3psia. Em 4 de agosto, Camila recebeu o resultado e, a partir dali, passou por outros exames para avaliar as caracter\u00edsticas do tumor e preparar a cirurgia.<\/p>\n<p>O procedimento foi realizado em 29 de agosto. At\u00e9 chegar \u00e0 opera\u00e7\u00e3o, ela precisou lidar com o impacto do diagn\u00f3stico, a realiza\u00e7\u00e3o de novos exames e a incerteza sobre as pr\u00f3ximas etapas do tratamento. Durante aproximadamente uma semana, chorava no trabalho e em casa enquanto tentava assimilar a not\u00edcia.<\/p>\n<figure id=\"attachment_480268\" aria-describedby=\"caption-attachment-480268\" style=\"width: 169px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-medium wp-image-480268 lazyload\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-05-BOX-3-Camila-Ribeiro-Foto-Arquivo-Pessoal-169x300.jpeg?resize=169%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"169\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-05-BOX-3-Camila-Ribeiro-Foto-Arquivo-Pessoal-169x300.jpeg 169w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-05-BOX-3-Camila-Ribeiro-Foto-Arquivo-Pessoal-578x1024.jpeg 578w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-05-BOX-3-Camila-Ribeiro-Foto-Arquivo-Pessoal-226x400.jpeg 226w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-05-BOX-3-Camila-Ribeiro-Foto-Arquivo-Pessoal-585x1036.jpeg 585w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-05-BOX-3-Camila-Ribeiro-Foto-Arquivo-Pessoal-scaled.jpeg 441w\" data-sizes=\"(max-width: 169px) 100vw, 169px\" style=\"--smush-placeholder-width: 169px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 169\/300;\"\/><figcaption id=\"caption-attachment-480268\" class=\"wp-caption-text\">A jornalista Camila deixou de ter medo da queda de cabelo: \u201cSe meu cabelo cair \u00e9 resultado da minha cura\u201d | Arquivo Pessoal<\/figcaption><\/figure>\n<p>\u201cEu sabia que nada ia mudar. Eu podia estar feliz ou podia estar triste, e nada ia mudar. Eu estava com c\u00e2ncer e precisava cuidar de mim\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a cirurgia, Camila passou a aguardar os resultados que v\u00e3o definir o tratamento complementar. A radioterapia e a hormonioterapia, prevista para durar cinco anos, j\u00e1 foram indicadas pelo oncologista. A necessidade de quimioterapia, por\u00e9m, depende de um exame gen\u00e9tico chamado Oncotype, capaz de auxiliar na avalia\u00e7\u00e3o do benef\u00edcio desse tratamento para o caso dela.<\/p>\n<p>O plano de sa\u00fade negou inicialmente a autoriza\u00e7\u00e3o para o exame. Diante da recusa, Camila precisou recorrer \u00e0 Justi\u00e7a e conseguiu uma liminar favor\u00e1vel. O teste foi realizado, e ela aguarda o resultado para saber se precisar\u00e1 fazer quimioterapia. A espera aumenta a press\u00e3o, pois, caso o procedimento seja necess\u00e1rio, o tratamento dever\u00e1 come\u00e7ar antes de completar 90 dias da cirurgia.<\/p>\n<p>Um dos primeiros medos ap\u00f3s o diagn\u00f3stico foi perder o cabelo. Com o passar do tempo, no entanto, ela come\u00e7ou a encarar essa possibilidade de outra maneira. \u201cSe eu tiver que fazer quimioterapia e meu cabelo cair, est\u00e1 tudo bem. Porque o meu cabelo cair \u00e9 resultado da minha cura\u201d, diz.<\/p>\n<p>A experi\u00eancia tamb\u00e9m transformou sua percep\u00e7\u00e3o sobre os problemas cotidianos. Camila afirma que passou a dar menos import\u00e2ncia \u00e0s dificuldades que podem ser resolvidas e a valorizar ainda mais a sa\u00fade. A luta contra a doen\u00e7a, segundo ela, tamb\u00e9m deveria ser menos desgastante, sem que pacientes precisassem enfrentar obst\u00e1culos para ter acesso a exames necess\u00e1rios \u00e0 defini\u00e7\u00e3o do tratamento.<\/p>\n<p>Ao compartilhar sua hist\u00f3ria, a jornalista deixa um recado \u00e0s mulheres: conhecer o pr\u00f3prio corpo e prestar aten\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as pode fazer diferen\u00e7a. Ela lembra de uma mensagem que recebeu em um brinde de Outubro Rosa e que nunca esqueceu: \u201cMulher, se toca\u201d.<\/p>\n<p>Foi ao perceber uma altera\u00e7\u00e3o por acaso que Camila iniciou a investiga\u00e7\u00e3o que levou ao diagn\u00f3stico. Agora, enquanto aguarda a defini\u00e7\u00e3o das pr\u00f3ximas etapas do tratamento, espera que outras mulheres n\u00e3o ignorem sinais diferentes e procurem avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. \u201cQue as mulheres se cuidem, se toquem, se conhe\u00e7am e que a gente tenha cada vez mais curas e mulheres mais fortes\u201d, conclui.<\/p>\n<h2><strong>O apoio do Rema<\/strong><\/h2>\n<p>O diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de mama e as consequ\u00eancias do tratamento podem exigir das mulheres um processo de recupera\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m dos cuidados m\u00e9dicos. Foi para atender a essas necessidades que surgiu, em maio de 1989, o N\u00facleo de Ensino, Pesquisa e Assist\u00eancia na Reabilita\u00e7\u00e3o de Mastectomizadas (REMA), ligado \u00e0 Escola de Enfermagem de Ribeir\u00e3o Preto da Universidade de S\u00e3o Paulo (EERP-USP). Desde ent\u00e3o, o servi\u00e7o oferece acompanhamento a mulheres que enfrentaram a doen\u00e7a, com aten\u00e7\u00e3o \u00e0s dificuldades f\u00edsicas, emocionais e sociais que podem surgir ao longo da recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_480269\" aria-describedby=\"caption-attachment-480269\" style=\"width: 375px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-480269 lazyload\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-300x200.jpeg?resize=375%2C250&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"250\" srcset=\"https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-1024x682.jpeg 1024w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-768x512.jpeg 768w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-1536x1023.jpeg 1536w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-480x320.jpeg 480w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-280x186.jpeg 280w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-960x640.jpeg 960w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-600x400.jpeg 600w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-585x390.jpeg 585w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-06-BOX-4-Marislei-Foto-Alfredo-Risk-scaled.jpeg 1170w\" data-sizes=\"(max-width: 375px) 100vw, 375px\" style=\"--smush-placeholder-width: 375px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 375\/250;\"\/><figcaption id=\"caption-attachment-480269\" class=\"wp-caption-text\">A professora doutora Marislei est\u00e1 \u00e0 frente do REMA, a casa de acolhimento \u00e0s mulheres que enfrentam e vencem o c\u00e2ncer de mama | Foto: Alfredo Risk<\/figcaption><\/figure>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o do n\u00facleo foi uma iniciativa das professoras Marli Villela Mamede, Ana Maria de Almeida e Maria Jos\u00e9 Clapis, da \u00e1rea de sa\u00fade da mulher da EERP-USP. A proposta nasceu da percep\u00e7\u00e3o de que muitas pacientes, ap\u00f3s a alta hospitalar, precisavam de suporte para enfrentar as mudan\u00e7as provocadas pela doen\u00e7a e pelo tratamento. A reabilita\u00e7\u00e3o passou, assim, a considerar n\u00e3o apenas a recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mas tamb\u00e9m a autoestima, a autonomia e a retomada da vida cotidiana.<\/p>\n<p>Desde 2018, o REMA \u00e9 coordenado pela professora doutora Marislei Sanches Panobianco, que conheceu o trabalho ainda nos anos 1990, quando ingressou como aluna de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. Ao longo de quase quatro d\u00e9cadas, o n\u00facleo ampliou sua atua\u00e7\u00e3o e consolidou um modelo de atendimento que re\u00fane assist\u00eancia multiprofissional, atividades educativas e a\u00e7\u00f5es de integra\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n<p>\u201cHoje, recebemos, em m\u00e9dia, 90 novos casos por ano e realizamos aproximadamente 40 atendimentos por dia, tr\u00eas vezes por semana, ultrapassando 5 mil atendimentos anuais. Ao todo, 1.888 mulheres j\u00e1 passaram pelo REMA desde sua cria\u00e7\u00e3o, em 1989\u201d, explica Marislei.<\/p>\n<p>A assist\u00eancia envolve profissionais de enfermagem, fisioterapia e psicologia, al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o de estudantes de gradua\u00e7\u00e3o e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o. O trabalho tamb\u00e9m abrange ensino e pesquisa, contribuindo para a forma\u00e7\u00e3o de profissionais e a produ\u00e7\u00e3o de conhecimento sobre a reabilita\u00e7\u00e3o de mulheres que tiveram c\u00e2ncer de mama. O n\u00facleo ainda promove a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o e \u00e0 detec\u00e7\u00e3o de c\u00e2nceres ginecol\u00f3gicos e mam\u00e1rios.<\/p>\n<p>Para Marislei, o acolhimento \u00e9 parte fundamental desse processo. A equipe precisa estar preparada para ouvir as pacientes, compreender suas d\u00favidas e reconhecer as dificuldades que cada uma enfrenta. As consequ\u00eancias da doen\u00e7a variam de acordo com a experi\u00eancia individual e podem envolver limita\u00e7\u00f5es f\u00edsicas, efeitos adversos do tratamento, inseguran\u00e7a e dificuldades para retomar a conviv\u00eancia social.<\/p>\n<p>O medo tamb\u00e9m est\u00e1 presente desde a descoberta do c\u00e2ncer. A associa\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a \u00e0 morte, a possibilidade de perda da mama e as incertezas sobre o tratamento e o futuro est\u00e3o entre as preocupa\u00e7\u00f5es das pacientes. Nesse contexto, a orienta\u00e7\u00e3o profissional e o contato com outras mulheres que passaram por experi\u00eancias semelhantes ajudam a enfrentar as ang\u00fastias e a compreender as possibilidades de recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA proposta do REMA \u00e9 oferecer uma assist\u00eancia humanizada, que respeite as necessidades de cada mulher e contribua para a reconstru\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a e da qualidade de vida\u201d, afirma a coordenadora do n\u00facleo. A troca de experi\u00eancias entre as participantes tamb\u00e9m permite compartilhar dificuldades, conquistas e estrat\u00e9gias para lidar com as mudan\u00e7as provocadas pela doen\u00e7a.<\/p>\n<h3><strong>Desfile celebra trajet\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h3>\n<p>Uma das iniciativas que expressam esse trabalho \u00e9 o Desfile Rosa, realizado anualmente durante o Outubro Rosa, m\u00eas dedicado \u00e0 conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a preven\u00e7\u00e3o e o diagn\u00f3stico precoce do c\u00e2ncer de mama e, mais recentemente, do c\u00e2ncer do colo do \u00fatero. Em sua 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o, o evento ocorreu em 15 de outubro de 2026, no Centro de Conven\u00e7\u00f5es de Ribeir\u00e3o Preto, e reuniu aproximadamente 400 pessoas. A programa\u00e7\u00e3o contou com a participa\u00e7\u00e3o de mulheres atendidas pelo REMA, familiares, integrantes da comunidade acad\u00eamica e convidados.<\/p>\n<p>Criado em 2014 por iniciativa de integrantes do n\u00facleo, o desfile se tornou uma oportunidade para dar visibilidade \u00e0s hist\u00f3rias de quem enfrentou o c\u00e2ncer de mama e mostrar que a trajet\u00f3ria dessas mulheres n\u00e3o se resume ao diagn\u00f3stico e ao tratamento. Na passarela, elas assumem o protagonismo de suas experi\u00eancias, compartilhando conquistas e desafios vividos durante a recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_480270\" aria-describedby=\"caption-attachment-480270\" style=\"width: 280px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-480270 size-medium lazyload\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-07-BOX-4-Desfile-Rosa-A-Foto-Divulgacao-280x300.jpeg?resize=280%2C300&#038;ssl=1\" alt=\"\" width=\"280\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-07-BOX-4-Desfile-Rosa-A-Foto-Divulgacao-280x300.jpeg 280w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-07-BOX-4-Desfile-Rosa-A-Foto-Divulgacao-373x400.jpeg 373w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-07-BOX-4-Desfile-Rosa-A-Foto-Divulgacao-585x627.jpeg 585w, https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/10\/FOTO-07-BOX-4-Desfile-Rosa-A-Foto-Divulgacao.jpeg 587w\" data-sizes=\"(max-width: 280px) 100vw, 280px\" style=\"--smush-placeholder-width: 280px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 280\/300;\"\/><figcaption id=\"caption-attachment-480270\" class=\"wp-caption-text\">O Desfile Rosa, em sua 11\u00aa edi\u00e7\u00e3o, resgata a autoestima das mulheres e refor\u00e7a a certeza de que s\u00f3 com luta se chega \u00e0 vit\u00f3ria | Divulga\u00e7\u00e3o<\/figcaption><\/figure>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m incluiu atividades culturais, apresenta\u00e7\u00e3o de um coral formado por integrantes do REMA e relatos das participantes. Textos constru\u00eddos a partir das experi\u00eancias das pr\u00f3prias mulheres fazem parte da proposta, que valoriza suas hist\u00f3rias e as diferentes maneiras de reconstruir a vida depois da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Na abertura do evento, Marislei ressaltou a import\u00e2ncia da trajet\u00f3ria constru\u00edda pelo n\u00facleo desde sua funda\u00e7\u00e3o e reconheceu a contribui\u00e7\u00e3o das professoras que idealizaram o servi\u00e7o, dos profissionais, estudantes, colaboradores e volunt\u00e1rios que mant\u00eam o trabalho. Tamb\u00e9m destacou o papel das mulheres atendidas, cujas experi\u00eancias ajudam a orientar e fortalecer a atua\u00e7\u00e3o da equipe.<\/p>\n<p>\u201cNesses anos todos, compartilhamos com as mulheres momentos de dor, sofrimento, d\u00favidas, ang\u00fastias e l\u00e1grimas. Mas, felizmente, tamb\u00e9m compartilhamos muitos momentos de alegria e supera\u00e7\u00e3o. \u00c9 isso que tamb\u00e9m constru\u00edmos no REMA: momentos de vida\u201d, afirma.<\/p>\n<p>A coordenadora ressaltou que a hist\u00f3ria do REMA re\u00fane momentos de sofrimento, d\u00favidas e dificuldades, mas tamb\u00e9m conquistas e alegrias que ganham significado especial para quem vivenciou o c\u00e2ncer de mama. O acompanhamento envolve diferentes dimens\u00f5es da vida e depende do compromisso coletivo de quem participa do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Ao agradecer \u00e0s mulheres que integram o n\u00facleo, Marislei destacou a coragem, a esperan\u00e7a e a capacidade de enfrentar as adversidades demonstradas por elas ao longo do tratamento e da reabilita\u00e7\u00e3o. \u201cA celebra\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa ignorar as dificuldades enfrentadas, mas reconhecer o caminho percorrido e valorizar as conquistas alcan\u00e7adas\u201d, aponta.<\/p>\n<p>\u201cO Desfile Rosa tamb\u00e9m d\u00e1 visibilidade ao trabalho de reabilita\u00e7\u00e3o desenvolvido pelo REMA e \u00e0s experi\u00eancias das mulheres que enfrentaram o c\u00e2ncer de mama. Ao ocupar a passarela, elas compartilham suas trajet\u00f3rias e mostram a import\u00e2ncia do acolhimento e do acompanhamento ap\u00f3s o tratamento\u201d, conclui.<\/p>\n<div style=\"background-color: #f4f4f5; border: 1px solid #d4d4d8; padding: 15px; margin: 20px 0; border-radius: 6px; font-family: sans-serif; line-height: 1.5;\">\n    <span style=\"color: #27272a;\">Inscreva-se em nosso Canal no Whatsapp e fique por dentro de tudo que acontece na regi\u00e3o. <\/span><br \/>\n    <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VanuE2o7z4kYjo0XVS3u\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" style=\"color: #16a34a; font-weight: bold; text-decoration: underline;\">Clique Aqui!<\/a>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.tribunaribeirao.com.br\/a-vida-apos-o-diagnostico-de-cancer-de-mama\/\">Texto original daqui <\/a><\/p>\n<!-- CONTENT END 1 -->\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por: Adalberto Luque \u00a0 O c\u00e2ncer de mama \u00e9 o tumor mais frequente entre as mulheres brasileiras, exclu\u00eddos os c\u00e2nceres de pele n\u00e3o melanoma. A campanha Outubro Rosa coloca em pauta os cuidados para evitar a doen\u00e7a, identificar os primeiros sinais e iniciar o tratamento o quanto antes. 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